
Um dia, depois do outro, certo...
Noites a fio, tempos que não se contam, e memórias, essas tantas, que não se esquecem, não se afogam no pensamento, mas teimam em emergir.
Sempre o tempo, sempre o que ele trás com ele. Sempre o estranho sentir que nada é como queremos, nada sacia a nossa vontade, nem o mundo entende nossa forma de ser, de estar, recusa aceitar o nosso espírito assim, tal como ele é...
O que importa afinal, acabamos por nunca saber, ou melhor, preferimos nunca responder a essa pergunta. Uns dias, importa o sol, outros, importa ele, aquela coisa, e num instante fico baralhada! o que acontece afinal, quando algumas coisas mudam, mas continua a importar sempre a mesma coisa, porque está lá, não passa??
Não quero acreditar que existem coisas para sempre, não faz sentido, afinal, nem nós somos imortais.
Talvez fique sempre um pedaço de algo dentro de nós, fique um pouquinho capaz de nos ensinar algo, de nos confortar, de nos adormecer nas noites sós. Talvez fique connosco o único pedacinho que alguma vez ousou chegar mais além, aquele que com coragem assumiu, com subtileza, que até "passa por lá!"...
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