9/20/2007

No meu, no teu, peito!!

Falta-me o ar, respiro ofegante, entre a certeza do ar que vem depois e do grito suave que vou querer exalar de mim, só para o teu peito ali, distante e perto, receber como eco.
Na parede branca escrevi as sensções tensas e intensas com suor e força, com o toque, com as mãos e com o corpo, o teu peito esse encostado a meu corpo, a tocar uma canção única, pautada por aquele momento, deixou-me ouvir o teu coração descompasado do meu, num bater rápido e desintonizado.
Depois mais calma, depois da rota e do traçado agitado já percorrido entre o traçado e os sons que não fitamos de um mundo que não para, e passa lá fora, tocas no meu cabelo e vais-me encostando a ti, aninhas e ajudas a aninhar-me ali, no regaço, apertas-me contra o teu peito e num mimo só ficamos ali em silêncio, a divagar, sempre longe da intimidade daquela ausência de som, com medo do que ela nos possa querer dizer.
Estamos assim, entre o meu peito e o teu, entre as mãos que se juntam, e os olhos que se trocam, aproveitamos o quente um do outro, e naquele tempo que temos, somos de um para o outro, sem direcção de partida ou chegada, damos e recebemos tudo, no peito, damos e recebemos muito do que queriamos ter logo a seguir de manhã, mas que optamos por não ter e não querer, optamos por não dar mais, porque a sabemos que outra e outra vez, podemos ter a frescura do orvalho em vez do frio da chuva, podemos ter o quente da primavera em vez do calor abrasador do verão. Vamos andando numa simbiose mutua e de aproveitamento consentido, esperando o nada, porque o maior privilégio que temos é o natural que somos e a capacidade de sabermos viver com isso...No teu peito, no meu peito, um dia destes,..depois logo se verá...
Respiramos assim o mesmo ar, sobejamos o mesmo prazer e bebemos do mesmo, enquanto passamos assim por lá, e na loucura nos permitimos aninhar e recuperar no peito um do outro, na descoberta de sermos um pouco, muito iguais...

9/17/2007

Uma Infinidade de Tempo

Há uma infinidade de tempo entre as escolhas, o acaso e a experiência, uma infinidade de tempo a separa-las, a ouvi-las, a gritar com elas, há uma liberdade fugaz...
Há um caminho tosco, embrulhado e parco, que na "pouquez" imensa, cresce com o tempo que há, há de haver, por aí entre tantos milemetros de tantas e tantas coisas..há a imagem do sol no teu rosto, e da lua na minha pele, há o som dos teus passos a fugir de mim e dos meus gemidos a colarem-se aqui no trans~bordo emaranhado de ser assim, um fluido mulher, um ser para ti de mim...
Há ainda a minha vontade, o meu dorso imenso e quente, esperando partir em algumas das suas partes, há o tudo istp e tanto mais e depois, há o mundo e nada...
Oco poderia ser vazio nosso, oco poderia ser, se oco jánão fosse, e não sei nunca se o é, se o será...
Talver haver de nada se sirva simplesmente para ser, e confuso certamente ele é...Esbarra na confusão, esbarra na ilusão, acorda na neblina e esconde-se no orvalho terno da noite, e eu ressusito no que sobra...
Haver que consome o nós e nos dá leveza, tristeza e subtiliza e mais, no sdá o algum e o nenhum sopro de vida...
Haver que existe, resiste, oco, triste e cheio d eforça, enublado e límpido, haver de guerra e paz... Haver de há. porque agora também há um passa por lá, por nós...mesmo que este não dure uma infinidade de tempo!