10/22/2014

Detox...

Às vezes temos de drenar a vida, fazer um batido e desentoxicar a existência de radicais soltosque nos trazem marasmos, preocupações e nos colocam muros no caminho! 
Às vezes temos de para um pouco, escolher os ingredientes, fazer o batido, degustar e aceitar todos os benefícios que ele nos dá...
Sentar e contemplar que passa, o que passa, o que donos, ordenar cada pedaço, desordenar tudo, beber o detox e recomeçar todas as vezes que for preciso, com muita energia! 

Tempo para pôr as coisas num novo lugar, ou no seu lugar, tempo para recuperar, esperar ou mudar... 
Tempo para o tempo voltar ao lugar, desintoxicarmos o tempo desde quase verão e acolhermos a vir fo outono, com o corpo receptivo só seu melhor, ao nosso!!!






10/16/2014

a solidão de nos morrerem coisas vivas!

A solidão de nos morrem coisas vivas é uma treta qualquer, creio que já pareceu em títulos de livros, frases feitas e cenas, na expressão simples: morreste-me !

Os dias morrem todos dos dias entre o sol e a lua, a nossa alegria vai-se morre no seu auge no improviso de algo que só porque lhe apetece, aparece. 
vem e "fode" tudo, ou pelo menos aquele tudo que nos absorvia, que nos mimava e nos fazia sentir os vencedores, mesmo que de pequenas metas...
(estás a ver um dia perfeito, e depois tens um furo no pneu, e nenhum amigo para te atender o telefone???, é mais ou menos isso).

Às vezes acho que a vida é sempre esta merda, ficas sempre a um cm da perfeição, (que a sociedade te exige) para não te esqueceres que há vento, e coisas, e coisas e coisas para lá de ti. avisa-te que na essência mais só do que és, tens de te recordar sempre que o que ainda agora é já foi, e tens  de estar preparada para ao já a seguir, sem saber se é bom ou mau. Sinais que não te podes acomodar a um estar tudo bem, ou bem demais!

Coisas de merda, não avisam, chegam, complicam, incham-nos os olhos, embrulham-nos o estômago embargam-nos o dia... mas depois arrumadas numa gaveta serão resolvidas.

As coisas são de uma solidão menor e por vezes mais simples, pelo menos mais simples que a solidão de coisas com pessoas...

A solidão de nos morrerem coisas vivas, é um cagalhão do qual nos temos que ir livrando, pouco a pouco, com a serenidade de um tempo que passa, e um amor maior que temos de cultivar pelo que somos, e pelo bem dos que nos querem sempre.

É como estar deprimido e começar por ouvir um musica que nos leva ao pranto e a dias de olhos inchados, mas que vai melhorando. 
Quando as coisas vivas escolhem morrer para nós, a dor não é menor, é diferente. constroem-se memorias boas do que foram, do que gostamos delas, do que vivemos, e colocamos cada uma delas, na gaveta das histórias, do lembras-te.... há uma altura que nos esquecemos da voz, do olhar, do jeito do corpo, e nessa altura sabemos que morreram para os nossos dias, porque voltaram uma e outra vez e não estavam iguais, porque deixaram de nos procurar, deixaram de atender o telefone, de querer saber de nós.... escolheram um caminho onde não podemos ser mais juntas. 

Isto de ser crescido, e isto de ser mulher,  ensinou-me a fazer o luto destas mortes, parvas, tão parvas como a morte de um a familiar, num dia tens um amigo, no outro ele escolheu morrer para ti. (as amigas, são as melhores a escolher morrer-nos). A crueldade que isto encerra, senhor, nunca estamos preparados para a morte, e para estas mortes vivas também não... 
Andamos em luta, perguntamos a nós se fomos nós, o que fizemos, e depois percebemos que nós somos apenas enlutados sem razão. 
Este luto nem sequer é das relações do domínio do amor carnal, mas daquele amor que achamos que temos e têm por nós, os amigos, a família que escolhemos, aqueles que são ou foram em alguma altura parte do nosso melhor...
Ser crescido, ser mulher, ensina a aceitar... a lembrar e conservar as melhores memórias, a manter aquele gostar pelo que as pessoas foram na nossa vida, e aceitar essencialmente que o que são agora. são um  não é nosso, nem do nosso interesse, porque para o tempo que partilhámos esse amigo escolheu morrer. Não podemos nós escolher a dor deste luto, porque a vida, os caminhos, a vontade de quem não quer estar, ser ou ficar  não é uma  coisa morta, mas outra forma de vida, nós seguimos a nossa, certos de que os caminhos são como são e serão o que tiverem de ser. 
O tempo passa, deixamos o luto, vivemos mais, o caminho continua, e da solidão de nos morrerem coisas vivas, ficam as lembranças, afinal são sempre elas que ficam depois da morte. 

Já agora, só me morreste porque quiseste... 
Já me esquecia, sou católica e acredito na ressurreição... afinal as vidas são feitas de portas abertas para aqueles que querem estar! 





10/07/2014

há .... que saberá sempre o que quero dizer....

neste tempo em que somos, há uma imensidão que nos pode rodear e toda uma outra que nunca nos chegará... 
conjuntos de coisas e pessoas, que podem ou não ser, perto de nós. 
há o tempo, que corre como uma linha guia de todos, no tic-tac comum, e depois há o todos, o nós, o vazio onde estamos com ele, e o cheio em que muitas  vezes não nos encontramos. 
neste tempo onde somos, há muitas pessoas, as que escolhemos, as que nos escolhem, as que acabaram de chegar, as que partiram sem avisar, as que já foram e nós não percebemos, as que gostamos, e tantas outras... 
podemos escolher as pessoas que queremos, mas elas são livres de ir, há a escolha de partirem, de não nos quererem mais, há as escolhas de ir e deixarem para sempre um bocadinho, porque não partiram de nós mas só do espaço que estava perto... e depois há outras que se esfumam, e nos abandonam sem percebermos porque, sem chegarmos a entender o seu destino ou o tempo certo da sua partida. 
neste tempo onde somos há uma caminho em que aprendemos, sentimos e nos ajustamos em que aprendemos a aceitar os destinos dos outros, aqueles onde não fazemos parte, onde não vamos estar, as escolhas...aceitamos para eles e para nós, sem culpas ou preconceitos e continuamos caminho a fora, com aqueles que vão continuar ou que vão chegar a passar por lá... 
há neste tempo em que existimos, tanto e tantas pessoas, passadas e presentes, a quem só temos de agradecer, seja boa ou má a sua passagem, cumpriu a sua missão, com ou sem distinção, mas cumpriu, mesmo que tenha sido só a missão de passar... há as pessoas com as quais escolhemos ficar que estão a ficar connosco e a que escolhemos para ficarem sempre mesmo depois de irem embora... 
...há depois aquelas pessoas que na distância, no terem ido uma e outra vez,  estejam onde estiverem, estão sempre para nós e nós para elas,  essas são aquelas que olham o perto e o distante de uma forma só, e que passado o tempo que há e o que virá, saberão sempre o que quero dizer... é por essas que este tempo que há, vale sempre a pena, (como valem as) saudades de algumas!