9/30/2014

carolina(s)

gosto tanto, mas mesmo tanto do meu nome,gosto tanto dele, que às vezes me esqueço de gostar de mim o tanto que gosto dele, gosto dos meus olhos, da dor que consigo aguentar, secar nos outros, que consigo transformar e sorrir para o mundo... adoro este mundo, onde a minha vida passa, onde sou, onde posso ainda ser mais, onde na busca de ser perfeita, às vezes me esqueço que no fundo o mais certo que somos é imperfeitos, sem que nada de errado haja nisso... 
gosto de amar , para o amor não há medidas de cozinha, não há tempos certos e acordes seguidos, há os olhos, e há o mundo, há esta musica perfeita e triste, que nos meus ouvidos é um hino doce aos meus olhos no mundo, e ao tamanho do que gosto do meu nome, e ao pedacinho que sempre aumenta,a cada dia que gosto mais de mim....
não há perda de amor mais triste, que a do amor por nós, nem batalha mais difícil que o trazer de volta.... mas de pois de vermos é tão mais fácil....
se nessa cabeça dura alguma vez entrar a ideia estúpida que nutrir amor imenso por nós mesmos é ser egoísta, mesquinho, egocêntrico ou narcisista, que se engane esse pensar, que possas ser mais do que ele, um altruísta amante do que és, pronto para ser no mundo...
esta música será para mim sempre um hino às almas felizes, às carolinas do mundo, e ao amor, ao amor que semeamos, cultivamos e plantamos dentro de nós, ao amor de dentro, despretensioso, nada egoísta, mas só, só nosso.... e que se lixe quem pensa que é errado!



https://www.youtube.com/watch?v=lz6ODngWwcY

inspira-te

pequenos passos, pequenos gestos, pequenas ideias, sonhos, coisinhas... imagens que guardamos, caminhos que fazemos, com a inspiração de vamos encontrar escondida no local mais próximo que conhecemos, dentro de nós mesmos... 
a cada tarefa tua, a cada gesto de dares a ti, de dares ao outros, a cada copo de sol que bebes pelas manhãs, e a cada luz que fazes brilhas mais, inspira-te, em ti, de ti para ti, nos outros, serás depois, e por certo, inspiração, inspiradora, de ti, de outros...
inspiração essa brisa que nos envolve como uma furação que nos move rumo a um caminho novo.... esse andar com mais amor por nós, e para com mais amor para os outros receber... 
inspira-te, a cada dia de começa... a cada recomeço....

9/25/2014

"cenas" da ordem do medo

Leituras Photo@CA2014
correr riscos é partir em busca de retornos, é fazer nascer pedaços de futuras coisas, sabendo só que podem vir a ser algo, ou  que podem vir a ser muitos e muitos inícios, uns com melhor fim que os outros.... (outros que nunca passarão de começos...sem nunca chegarem a coisa alguma).
correr riscos é não ter medo de nada, mas saber que logo a seguir podemos sentir medo do tudo, com tudo, o que o tudo, possa ter!
o medo é a  contra expressão mais simples para nos sentirmos felizes... 
e podemos ser felizes com projectos tão mas mesmo tão pequenos, mesmo que eles acabem já amanhã, mesmo que não arranquem para lá da nossa memória... para sermos felizes basta só que a dar todos os passos nunca nos esqueçamos de que demos sempre, mas mesmo sempre o melhor... mesmo quando fizemos a maior merda de todas...
fazer nascer coisinhas e vê-las crescer é um habito feliz de alimentar a felicidade,  aquela felicidade, aliás esta, felicidade, que vem de nós...

9/24/2014

tomada pelo sono, das viagens...

Como se a minha alma fosse um postal perdido num outono estranho ... Cai sobre mim um sono, avassalador, espero que me possa levar a cabeça para onde meu corpo já foi... Quero dormir e sonhar com mais uma viagem, regeneradora e revitalizante como em todas as que saio de mochila às costas em busca de novos e mais postais!
Postal perdido, de nós para nós,,, do Laus até casa!photo@CA 2014
tomada pelo sono,das viagens tenho o corpo a pedir que os meus olhos se fechem, e a minha cabeça a pedir para escancarar janelas, subir as linhas da curiosidade e não esmorecer as vontades... 
estou a dizer à minha cabeça, para deixar delicadamente o meu corpo  dormir... que durante o sono, com tudo sonharei...

fazer

não importa quem, não importa como o faz, importa o verbo... fazer... 
umas vezes com os pés, outras com as mãos; umas vezes rio acima, outras rio abaixo, tantas vezes o mesmo percurso, tantas vezes singulares viagens nas suas repetições... 
às vezes faz calor, calor demais, às vezes não se sabe bem o tempo que faz, fica um emaranhado entre a humidade e a brisa, e o abrasador do sol... rio acima, rio abaixo, esqueço o tempo que faz, esqueço o tempo que passa.... 

passo por lá, multidões passaram e passarão, aos bocadinhos de cada vez... 
certezas poucas há, talvez a paisagem mude em tudo mais devagar... 
no mais particular do geral... se há quem faça travessias umas vezes com as mãos, outras com os pés... não importa quem, não importa quando, não importa como... importa o verbo fazer... se há quem faça se quiser conseguirei tentar fazer... e serei feliz ao tentar fazer o que escolhi....

Tam Coc , Vietnam 2014 Photo@CA

9/23/2014

perspectiva

Lisboa em perspectiva, 21_09_2014 Photo@CA
simples é  perceber que tudo, nomeadamente a visão que temos das coisas, depende muito, para não ousar muito não aponto, essencialmente da perspectiva....
esta é quase  lenta e muito cíclica, querendo isto dizer o quê?
que se repete, que se prolonga nas repetições pequenas que nos impedem de ver diferente... andar em frente, passar por lá, sem ter de chamar o copo de cheio ou vazio...
perspectivas como riscos que se unem e se separam e figuras que se montam como anagramas em distancias que ilimitadas de inicio e de fim...padrões, que começam de fora para dentro, ou divergem de dentro para fora, sem que ninguém tenha razão na sua lógica.
os padrões são belezas geométricas que por vezes nos enjoam na sua persistência, para noutras nos abrirem os pulmões a uma primavera plena de nascer... 
odeio quando o padrão dominante, é o está mal, já não pode ficar pior e fica...
adoro o padrão está bem, aproveita antes que acabe... e acaba!
adoro a junção das cores, o petróleo e o amarelo...
adoro as paredes desta cidade agora minha...
adoro esta noção de perspectiva, (numa)  hora demolidora,  (noutra) hora regeneradora... diz que é sempre uma questão de visão, de perspectiva, de leitura da vida...








9/21/2014

Domingos crescidos


Há qualquer coisa nos domingos que antes não havia...
O dia que antecedia as aulas, o ver os pais ir trabalhar, a viagem de autocarro até Coimbra, o dia de não fazer nada além de ressacar... Preparar mais uma segunda preguiçosa e chata! O domingo era assim.... O domingo cresceu! 
Antecede e permite preparar a semana, transformou-se num começo, numa linha partida a que se juntam os nossos estados de espírito e pequenas viagens ou vontades. Os domingos são decadentes e bons...
Dias onde posso fazer o que mais gosto, mesmo  que seja muita coisa ou que se resuma a coisa nenhuma...
Os domingos são dias de agradável descanso ou corropio e de muita luz, do sol ou das velas, carregados da nossa energia e do bom humor da nossa casa, do enorme abraço da nossa cidade e de todo o livre arbítrio do nosso mundo!!
O domingo esta diferente, cresceu...
(cresci como os domingos.... :) )

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O domingo esta diferente, cresceu...


Antes da tempestade!
Decadências 

9/18/2014

Se tivesse ficado...

há  anos que não te vejo, pelo menos não daquela maneira, a cms da minha face, colado ao meu corpo, atrás dele respirando no meu pescoço, há anos, que não sei desse meu eu, desse teu tu... 
eu menina livre em todo o tempo, saída de uma corda a encontra um trampolim... tu um saltador, algures entre o o tudo querer e o não querer ficar com nada, tinhas sempre o Benfica a mover-te certo e direitinho para o teu lugar... 
não sei de ti, ou de qualquer coisa que tenha sobrado desse tempo, até o messenger já acabou. esse eu, esse tu, não sobreviveram, não seio que fizeste com o teu eu, onde o puseste, se o guardaste o se o deitaste no lixo, que parte seleccionaste para a tua biografia futura....
a soma de noites e noites que só foram noites, como se a cada dia se conhecessem duas pessoas diferentes, loucas sem saberem o que às vezes olho a caixa entreaberta, sabendo que nao ficaste, que não ficamos às vezes penso como teria sido a história em que ficavas, a história onde ficavamos.... para lá de tantos poucos tempos em que estivemos.... encontravam, noites de encenação, de mal dormir, de mal falar, na memória encostei todas, guardadas numa caixa, na memória, no lado que uma mulher que é mulher nunca pode esquecer. talvez um dia abra a caixa completa para explicar a uma filha mulher o que acontece a homens e mulheres assim quando se juntam...para que ela possa escolher, ou então possa não ligar, ou simplesmente só se lembra depois de passar por algo assim. 
não terá azar se na sua vida um camião gigante como este for passando devagar, não terá azar na certeza que ele passe, simplesmente passe.... 
sabíamos que não era amor, mas nunca ousamos chamar-lhe paixão, sabíamos que não ias ficar..... 
às vezes olho a caixa entreaberta, sabendo que não ficaste, que não ficamos às vezes penso como teria sido a história em que ficavas, a história onde ficávamos.... para lá de tantos poucos tempos em que estivemos.... 


ohohohohohohoh 
música de fim de filme 

texto a branco em fundo preto na tela 

às vezes olho a caixa entreaberta, sabendo que não ficaste, que não ficamos às vezes penso como teria sido a história em que ficavas, a história onde ficávamos.... para lá de tantos poucos tempos em que estivemos.... 

final em aberto para que viu o filme! 

FIM 
para quem viveu o filme!






9/16/2014

.... Dar palavras ao som!

se caíres no chão,
sente a terra nos teus pés,
como um dia sentiste um filho crescer no ventre...
Cai,
de pés no chão,
só assim o cheiro que te chegará será real,
será o teu, na tua terra, na terra de todo o mundo,
onde o tempo te faz cair, levantar,
renascer  combater e sonhar!

és sempre mais um, no quente da multidão,
no escuro do silêncio, na confusão,
nas mesmas notas de uma guitarra,
és o povo, és a nação,
aí de ti, quando também és nada....
és o tempo, o mar revolto, a angústia e a quimera
és maré cheia, ventos de mudança e muita areia....

se caíres não tenhas medo,
descalço encontra o tempo de pisar o chão,
relembra o povo a que pertences,
cai, grita, tira o chapéu, abre o pulmão...

dá voltas no vento,
cai descalço como no dia que o tempo
escolheu parar para te receber,
cai descalço no tempo
que outrora já te viu nascer!

https://m.youtube.com/watch?v=j-isYBLIC_0

9/15/2014

Começar pelo fim...

um dia explico o vício descontrolado de abrir e começar a ler os livros pelo fim... mesmo que não se entenda a última frase, que não se encontre a lógica, o sentido... mesmo que simplesmente só se abram os olhos, as portas, os caminhos do mundo...  é uma tontice, pois é... mas não é assim a vida!??!!!!..

9/11/2014

dias de "cacas"...

é Setembro, a escola dos mais novos estava quase quase a começar, imagino as mães loucas sem saber o que lhes vão vestir, e mais loucas ainda quando chegam à parte do escolher o que  lhes vão calçar...
este dilema replica-se por aí... e  por aqui também, porque nas ruas está aberta a epoca oficial da senilidade de escolha de outfits, que se confunde com a edeonismo de usar roupa da próixma estação porque é fashion, ou porque se tem mesmo frio e se acha que a chuva veio mesmo para ficar.
no caso das mulheres, que é o que verdadeiramente interessa (sorrisos)  as há que usam sem problemas botas, chinelos, sandálias e sapatos em qualquer altura ano, de acordo com o dia que se avizinha,  e depois há as outras. estou neste grupo, o das outras, se volto às botas não regresso às sandálias, caso não lhe possa colocar uns collants opacos. (isto porque tenho uma pancada imensa de usar sandálias e collants, e acho mesmo que fica top no caso das sandálias invernosas). caca de dias para saber o que tirar do armário para vestir...

nestes dias para lá do dilema da roupa à mais cacas a atormentar... 
a preguiça que nos impede de fazer a corrida matinal, porque o tempo pede cama, a brutalidade da rotina a voltar com toda a força neste mês de todos so começos, a chuva que cai quando lhe apetece é sem avisar os senhores da meteorologia, e a filha da mãe da expectativa que tínhamos de ter um Setembro bom para ir à praia no fim de semana... 
cacas e pronto, coisinhas que juntas ficam como o dia de hoje, cinzento e com aquela luz insuportável sem óculos de sol... 
o transito, as greves, sim, porque o metro nunca faz greve em Agosto (sorte dos turistas), junta-se tudo à mesa de trabalho cheia de coisinhas e coisinhas, à caixa de email a debitar necessidade de respostas a cada minuto que passa... e se é para enumerar cacas, senhores e senhoras, elas são sem fim... como sempre. 

só me apetece dizer que estão uns dias de caca... e é isso, isso e mais um bocadinho 
estão uns dias de caca, mas tão bons para ficar na cama até mais tarde a ouvir a chuva e a esconder a cabeça da trovoada, para fazer gazeta ao ginásio, puxar o edredão e esquecer das horas, beber chá com a mantinha, abrir as janelas e sentir o cheiro a terra molhada, deixar emails por responder, acender velas na sala, jantar no sofá comida reconfortante, sair do trabalho com a noite a cair, ligar aos amigos e conseguir falar com eles mais tempo... coisinhas de dias de caca que já consegui fazer esta semana... 

9/10/2014

falar ...em marrakech

marrakech, 
era uma vez marrakech...
era uma vez uma viagem... 
era uma vez a paixão, o suor, 
a janela onde sem roupa se sentava a ousadia... 
era uma vez o repeat...
era uma vez o som, e o corpo ao som que nunca tocava vezes sem conta... 
eram uma vez dois, dois corpos que se tocavam num jeito simples e único de se falarem... de partilharem o silêncio, a confusão, as palavras, a falta delas, de muitas formas e da mesma, até hoje.... 

eramos nós, os nossos corpos, paixão e noites numa riad em marrakech!



https://www.youtube.com/watch?v=-uZlvKXnYU4

9/07/2014

Flores de nossa casa!

Como se dum bairro se tratasse Lisboa acorda-me todos os dias!
Como se da minha terra se tratasse sinto-me em casa... E na nossa casa mais em casa sou. 
A rotina das flores frescas é para mim como ir buscar pão, acordar ao sábado, esquecer o tempo que faz, e ir a florista do bairro , escolher o melhor para a jarra que as espera, para que juntas componham o espaço, para fique ainda mais simples e perfeito, na sua função de nos acolher. 
Simples como as flores é tudo o resto que as espera, é o gesto de as ir buscar, é o não perceber que estão por ali dias, porque as olhamos como se sempre ali estivessem... Flores de nossa casa, adoro trazer-vos no braço rua fora, adoro  arranjar uma a uma, espalhar pétalas e folhas cozinha fora, adoro ter-vos ali, onde sem dar por vocês, sei que não há sítio melhor onde poderiam estar! 

9/05/2014

A felicidade de o medo

A magia da felicidade é igual ao lado mais soturno do medo, numa lógica de oposição!
Às vezes temos tanto medo de estar felizes, ser felizes, iniciar a busca da felicidade, que deixa de nos importar o ser para que nos importe o medo de sentir...
Os dois podem da mesma forma invadir-nos de vergonha, onde nós escondemos dos dois, um porque nos mostra ao mundo como fracos outro porque nos põe no mundo como idiotas...
Eu sou uma pessoa pequenina, neste gigante mundo, os meus pés vestidos de dias diferentes caminham entre esperanças e desventuras, entre a sorte e ofado, aventuras e quedas , entre o mundo e o mundo maior... Eu sou uma pessoa pequenina cheia de sonhos enormes, vontades imensas e muita estupidez natural ( risos sentidos) ... Sou um eu com tantos e mais medos que outros, e tamanhamente mais idiota que outros tantos, sou uma totó, sorrio aos dias felizes, mesmo antes de saber como acabam...
Quem tem medo compra um cão, quem quer perder o medo de encontrar a felicidade compra os tênis confortáveis e abre a porta rumo a nenhum destino em especial...
  


9/04/2014

Setembro

passo por três começos todos os anos... e por mil inícios todos os dias....
mas há no setembro um energia especial. quente como o verão,  seca como as cores da terra, rica como o cheiro a terra molhada que fica depois daquelas chuvas que nós salpicam os carros....
setembro é uma fotografia feliz, ou melhor um momento fotográfico em que somos os mais sortidos a fotografar a felicidade... O momento em que a cor, a luz, o cheiro, e tudo conspiram e se juntam na direcção de uma câmara qualquer, e que por acaso é nossa....

estava eu à tua espera,  mês das fichas jogadas ao ar e colocadas no destino certo, mesmo que não se saiba ao certo qual é, mês detidos os planos, o A, o B, o C.... e onde todos mas mesmo todos podem dar certos, e mudar a ordem de acontecer a ordem de tentar...

setembro, jà chegaste, jà te escrevi, vou passar a ti com o sol que encontrar, a chuva que escolher para me molhar, as manhãs para começar tudo e tudo outra vez, melhor, esperando ser mais e mais feliz, sem vergonha na busca, na vigorada viagem, na preguiça, na memória, na fotografia que te vou tirar...h

setembro, jà chegaste, vem feliz sim.... passo por ti como passo por là todos dias, vem feliz e jà está!!
Photo CA @vietnam