10/22/2006

Queria escutar-te...

Queria escutar-te, ouvir fosse o que fosse...
Preferia que numa noite qualquer me encostasses na parede, e me fizesses o teste de uma vez, preferia que fosse desejo, daquele que enceideia tudo, mesmo quJustify Fulle depois se apague...
preferia tocar-te de uma vez, mas com as mãos, deixar que o arrepio fosse sentido, simplesmente fosse, assim como eu sou, assim como tu és...
Preciso de escutar, para andar para a frente, com rumo, levar o barco a um porto, sem que para isso tenha de perder o mapa...
Eu sei, e nós sabemos que também sabes, o que afinal significa ser especial na vida de alguém, e que esse especial aumenta quando simplesmente acontece, aparece, surge...
O teu sabor é bom, e nunca o provei, o teu colo é doce, mas nunca o tive, e parece que tu és assim cá dentro, assim vais ficar, mesmo que tenha de fugir, e se tiver de levar comigo nesta fuga, algo, levo o pouco que tenho de ti, que talvez nunca saibas, como é tanto, porque talvez nunca entendas o que sou, como sou, e o que trago comigo...não porque não queiras, não porque não consigas, mas porque sentes que não faz parte do que queres para ti...
Se for assim... vai, segue, e avisa-me, que afinal, não vais passar por lá...
Até fugir, até ficar, queria escutar-te...
Estás no teu mundo, crias a cada dia, o que vens há muito criando, consegues ter definida uma linha tua que te vai levando. Assumes-te, aceitas-te e vais fazendo a gestão do que por vezes dentro de ti, acaba por ser dificil de conter e controlar.
És um eu dinâmico, forte de aspecto e que se sabe colocar na vida comum e social de tantos outros.
Tens uma história tua, onde cabem os ensinamentos, os medos e tantos momentos que acabaram por te dar o cunho dessa personalidade tua.
A menina que cresce ao sabor do tempo, está ali, mais idependente, mais sua no fundo, contornou aquela fase onde sempre se pisa o eu, ganhou força e domou aquelas asas rebeldes. Olha-se ao espelho e gosta do que vê, o que tem faz sorrir seu rosto, dá-lhe a sua imagem mista, o animo todas as manhãs, para fazer o que gosta e viver de improviso o tanto que quer saber controlar, para não cair...para não sofrer!
O linear do que digo, nem sempre acontece, o linear do que escrevo, não é sempre assim..porque sem esperar tudo gira, tupo espiraliza e fica assim como que um qualquer pano enrudilhado.p
Agora, hoje, talvez teja a tentar encontrar-me, e a encontrar a maneira de verbalizar o que quero que saibas...
Sabes, apesar de tudo, e tantas marcas e vincos neste pano, sei que o que passo agora, que é unico, diferente, enrudilhado, confuso, estilhaçado, e que acabou por me transformar neste pedaço meio inerte, meio melancolico, meio triste e muito perdido, vai valer a apena...
Mas não quero mais que me roubem este meio estado de estar, mesmo mais sozinha, independente, quero sempre a olhar de frente para o caminho, sempre a trilhar as pontes e a passar de margem para margem...
Sei que está na hora de acordar, deixar a almofada e procurar colo no tempo, já que mais ninguém me vai dar esse calor...está na hora de retomar o caminho da menina que sempre se agarra ao que lhe chega no caminho, e caminha assim, fazendo do que tem entre mãos o melhor que conheçe, sente e saboreia, tá na hora de seguir em frente, espreitando porém...não vá ainda, a tempo, passar alguém por lá...

10/21/2006

volta(s)

Há garrafas de água pelo chão, estão vazias, assim, deitados desajeitadamente, dois passos à frente a tua camisa, amarrotada, caída ali, e o resto não vejo, está perdido, entre a roupa que eu não tinha e aquele lençol arrancado da minha, daquela minha cama…
Estás ali há tantos dias, há tantas noites, há luz no quarto, as frestas daquela janela estão assim para nos mostrarem que o tempo não pára, que chove, que faz sol, que cai mais uma noite…a cortina está aberta e nada filtra…
Entre as voltas de um qualquer lado dali, estão ainda as paredes, ou melhor aquela, onde consegues colar-me e colar-te a mim, aquela que me deixa ver o sol, mesmo quando me esconde o teu rosto, aquela que me dá o calor abrasador e todos aqueles arrepios de frio, enquanto estou ali de mãos presas nas tuas e entre um dois que me faz sentir um…
Voltamos ali, quando arrefece, trocamos umas palavras e ficamos encostados aquele tempo que para nós não passa o lençol enrola o que é nosso e não precisa de mais nada para existir em pleno, mandas-me calar, obrigas-me a calar, aliás calas-me, e depois tudo se repete, ao mesmo tempo que é diferente…
Tudo isto porque sabemos que quando apanhares aquela camisa, quando as garrafas voltarem a ter água, quando fechar a cortina e subir o estore, quando dermos todas as voltas,vai haver o amanha que não queremos, o amanha depois do momento em que finalmente passámos por lá… e que depois nos volta a deixar…longe…longe da passagem!porque depois sabes que não voltas...

10/20/2006

Fácil de entender

Talvez por não saber falar de cor, imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós
Sei lá o que queres dizer, Despedir-me de ti,
Adeus um dia voltarei a ser feliz

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei, o que é sentir, e por falar falei,
pensei que se falasse era mais facil de entender

Talvez por não saber falar de cor, imaginei
triste é o virar de costas, o ultimo adeus,
sabe deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim
tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
se ao menos tudo fosse igual a ti....

The Gift


porque ha pedaços de coisas que os outros dizem e escrevem que parecem nossos, aqui está, o que não é facil de entender, mas está cá dentro, onde cada vez mais se sabe que a espera vai ser longa, dura e quem sabe vã...
talvez assim, nas palavras dos outros finalmente se perceba que não sei ser um maquina, que não tenho botões a despertar o que sinto, e que simplesmente vivo, erro, respiro, deixo arrepiar aminha pele, com o desejo, com o medo, e assumo assim... assumo a fragilidade da minha imperfeição e de tudo o que agora me deixa ainda mais quebradiça, este tudo que sem entender chegou no inesperado e aqui está...entre a passagem que nao chega...
obrigada por um dia teres visto o que sou....mas só vou descançar no dia em que sentires o que estás a ver, sim, sem cotares tudo o que digo, respondo...a vida não é um teste, a vida é... e nada mais, é imaginar... e não é facil entender!
"eu já não sei.... se por falar, falei...pensei que se falasse era mais facil de entender"...só isso!
passa por lá...

10/18/2006

Azar

O meu azar é assim, tal qual como qualquer sorte, porque é o tempo em que existo em que sou...
Embora birrenta, mimada, irritada, com todo o meu rosto e esta expressão a demostrar este meio conflito interior, ali estou pronta para as contrariedades, ali estou com o mimo à flor da pele, em busca de uma qualquer calma, venha ela daqui, de além ou de ti. Venha ela na chuva que cai, na trovoada que ouço, e não me referi só aos trovões que estão cá dentro, mas também a todos os que se fazem no céu lá fora.
Sabes, é estranho, mais uma vez tenho de dizer que é, hoje o mundo parece diferente e mau para mim, o mais menina do que sou, sente-se mal, prestes a fazer uma daquelas birras de supermercado, em bussa do doce qu eme vai acalmar, e mesmo assim tenho espaço dentro de mim a procurar-te, a querer-te, não só para te mostrar o meu sorriso, o meu ser mais adulto, o melhor de mim... estou outra vez assim , meio despida, deixei o casaco perdido por ai, e estou assim, diante dos teus olhos, que vou pedindo para que me vejam...estou eu agora a pedir colo, amparo, a pedir o teu abarço...
Sei que não devia pedir nada, não devia ser assim, devia estar aqui com o meu colo e o meu peito à espera que viesses trazer-lhes calor, devia estar pronta para te ouvir, acalmar, e eu sei que estou, mas hoje, neste azar, que nada mais é que o simples girar desta minha vida quotidiana, quis ter-te presente, estiveste aqui, quis buscar-te para te mostrar este meu pior, este ,meu infantil jeito de ser menina de birra e amuo, de mimo e mais mimo...porque eu também sou assim e porque quero muito que passes por lá..

10/16/2006

oi

Oi...estou aqui...
O meu nome não interessa, ou melhor interessa o que sou, estou aqui..
Oi...se me estiveres a ver, melhor, oi...seras capaz de me ouvir?
Oi, não entendo, podes repetir...
Oi, sinto-te longe, sinto-te amargo, sinto-te e pronto...
Oi, olá, sou eu, tás ai?
Oi e já está...
Não sei se está bem, se está mal, se um dia vai estar diferente, mas eu já estou aqui, assim...eu...cheguei com o oi que disse e foi assim que fiquei, e foi pelo teu oi de troca que estou ficando...e assim vai ser enquanto tu não desistes, ou enquanto não vais, não passas por lá...

10/13/2006

manhã...

Quando se consegue pousar sobre a almofada e adormecer, as manhãs são mais calmas, mais leves, mais manhãs...
O sono de ontem recuperou-me desta assumida instalibildade que me andava a deixar entre o escorrega e o baloiço, entre o que sentir e o que fazer...
Simplemente posso até ter perdido o que chegava assim, e ficava, posso ter perdido ainda mais, mas acima de qualquer perda, perdi o angustia ou sufoco de só guardar e nada dizer, estou mais leve, mais solta, mais capaz, estou outra vez neste caminho, estou cá desde esta manhã, mas desta vez sou mais eu...estou aqui, e quem sabe não passo por lá...

10/12/2006

...

...não me apetece dizer nada, apetece ficar ali, no vazio, eu e o silêncio, juntos, no ainda branco espaço que somos ...aguardando o teu olhar, a tua chegada...a tua passagem...

10/11/2006

espera de hoje...

Espero um dia contar-te esta história, sob o olhar que tenho dela...
Espero um dia contar-te sem medo como a vivi, como a fui saboreando entre os medos e as diferenças, espero um dia não só estar bem, como estar melhor, melhor para dizer, melhor para contar, melhor para chegar ao fim deste teste estranho com o meu resultado e não o teu...
Se pudesse pedir, dizia-te, não faças assim ,pelo menos sem me olhares, não me tires o chão só para me ver reagir, porque sofro igual, penso igual, como se tudo fosse serio, não tapes os teus olhos de forma a que eu não os veja com o superfulo de um existência que está para lá da nossa...
Só quero que sejas tu, com os pedaços do teu melhor e também os do teu pior, assim sendo serei capaz de te ver sempre, mesmo quando não estás, mesmo quando estás além, no mundo de um tu que não conheço, num mundo de um nada para mim, mas que está ali, prestes a ser vivido por ti...
Não me dês noticias de qualquer tu, porque a indifernça de todos esses que não conheço, ás vezes são como alfinetes pregados no meu peito, que doem, que picam...dá-me noticias tuas, do que é teu, do que te move, do que te faz ser mais, ser maior, do que te faz ser o teu próprio eu...
E para ti, há sempre tempo, há sempre espaço, há sempre um caminho, estejas só, acompanhado, estejas ali, aqui ou até mesmo além, sabes que podes sempre entrar...por isso passa por lá...não agora, não ontem e nem sequer amanhã....mas sim, quando achares que deves...

10/10/2006

palavras

Nem sempre encontramos as palavras certas para dizer as coisas, nem sempre as coisas conseguem sair nas palavras, e muitas vezes os momentos deixam-nos assim mudas, prestes a estourar, um pouco de raiva, um pouco de revolta, um pouco de medo, um pouco de sofrimento e um pouco muito de nós a pedir para dar a volta por cima... naquele espaço onde alguém sem se aperceber nos leva ao chão e logo depois, também nos vem tirá-lo...
Sei que nao tenho muito a perder, mas que posso e tenho muito para dar, sei que um dia destes encontro-me com as certas palavras e depois, como quem sempre desafia o desafio,vou ser eu própria, a menina, a miuda pequena, a mulher, a querer, a andar em frente e em vez de pedir como sempre, resolve, enfrenta, olha nos olhos, fala, diz, e claro...passa por lá...

10/09/2006

Pincesa...

Era uma vez uma pincesa que vivia no seu castelo imaginário, imaginando a chegada do seu encantado pincepe…
Até que um dia descobriu que nesta vida não existem pincepes…mas pessoas com quem nos sentimos bem e é com elas se vai construindo o tal castelo…
Passo a passo vão-se criando as paredes da pincesa…até que um dia o castelo fica prontinho, e por lá dois alguéns viveram felizes o eterno momento...
ja que nada e para sempre...
(Helder)

inesperado

esta é a historia do vento,
não do vento que passa,
não do vento que canta,
mas do vento que vem,
vento que volta, vento que fica,
é a história sem fim,
história que vive, que come,
que ri, que chora,
história que cresce no inesperado da tempo,
na madrugada da noite.
um dia, no inesperado da hora,
entraste pela janela ainda pouco aberta,
um dia vieste assim, no vento,
não sabias voar e chegaste ali,
não sabias quem era, e ficaste ali,
não sabias onde podias ir mas ficaste…
não pedi, mas tinha-te ali, no vento
não te olhava mas estavas ali, no vento,
não te tocava mas sentia ali, no inesperado do vento…
não digo, mas sabes,
escancaraste a janela,
deixa-la assim todos os dias, aberta
não te conto, mas sabes que sinto,
não te toco, porque espero que no inesperado no vento,
me alcances no momento,
não no que passa,
não no que canta,
não no que vai,
não no que nunca chega,
mas no inesperado momento,
em que queiras ficar…

10/08/2006

Um dia..

Um dia acordas e descobres que consegues voar, um dia acordas e sabes que no fundo tudo está diferente, a janela está aberta, e sabes como deixá-la assim...deixas de ter medo do vento, da tempestade, olhas o horizonte e sabes o que queres encontrar.
Um dia, a noite fica mais quente, fica com o som daquela voz, fica com o espirito daquele sorriso rasgado feliz, prazeiroso capaz de espelhar a docura de um qualquer simples e ocasional facto...
As coisas pequenas são assim, as verdadeiras prendas do tempo, são as que levamos connosco para todo lado, as que marcam as nossas recordações, as que escrevem sem parar as nossas noites sem dormir...
São as pequenices que nos fazem existir assim entre um mundo de outros, entre um mundo de encontros e desencontros, e claro medos.
Ultimamente ando perdida entre a angustia de não saber nada e sentir que sei, entre o encontro e o desencontro de nada poder fazer para encontrar o que não sei ainda como é, mas, tanto suponho...Confuso, tal qual estas ultimas palavras está o rio que corre cá dentro de mim, confuso, disperso, espiralizado, mas sincero... nas lágrimas, nos pensamentos e em tudo o que vai passando aqui, neste rio só meu.
Eu quero um dia diferente, não para eu voar, mas para te ver voar para mim, quero a noite quente, noite em que a brisa não sou eu, não és tu, mas é o somos dois...
Quero o momento e não o que poderá ou não vir depois, quero o momento e não a estrada toda que sempre nos separa por tantos motivos... e que pode sempre estar por lá.
Quero o momento e só, mais nada, quero-o assim, tal qual como gosto de ser, simples, forte, marcante, signigicante, feliz...
Não sei se és capaz de vir, capaz de dizer, capaz de fazer, se queres um momento assim, se o desejas se o pensas, sei no entanto que se tu o quiseres sabes que para o viveres, podes simplesmente andar, mais ou menos devagar, carregares os bolsos com o que tu és, deixares a mala em casa, e sozinho, arriscar... o momento as vezes nada mais é que o próprio ser, o momento é, um dia, passar por lá...

10/05/2006

ser sexy

Há coisas estranhas....saí de manhã bem cedo, esta cidade ainda dormia, mas eu já precisava de um café...
O descanso de feriado estava no ar, mas eu não consegui dormir, comprei a visão e sentei-me no parque, entre um café curto, casais a discutir as praxes dos filhos recem entrados no ensino superior, e os desenvolvimentos da opa da pt e o nosso sistema nacional de saúde..
Dali saí para as compras, aproveitar o feriado e o tempo....que amanha vou para o norte...
Como de costume, mal entrei dirigi-me à secção dos livros, apesar da biblioteca não ser muito boa, dá sempre para espreitar e comprar umas coisitas a preço de saldo...
Ali estava eu, de fato de treino, com a carita de sono, e um tanto despenteada e fui andando corredor a baixo, foi então que encontrei em pleno inicio de manha de feriado, um rapaz, mais velho que eu, muito arranjado, com um daqueles perfumes que vai ficar por ali e pelos corredores limitrofes, agarrado a um livro azul...parei perto para espreitar o Velho e o Mar do Ernest Hemingway, que estava perdido ali, e assustado olhou-me, ficou corado, branco, atrapalhado, deixou cair o livro e olhou-me nos olhos, eu olhei para o chão, e a capa do livro azul dizia, COMO SER SEXY, foi mais forte que eu e sorri, desviei o olhar daquele jovem bem vestido e apresentado, que estava ali, diante de uma miuda, de fato de treino, despentada, de oculos de sol desajeitadamente postos na cabeça, cheia de vontade de lhe dizer, que ser sexy não tem receita, que não está nos livros.... Quis ter dito, olha põe esses braços para trás, olha para a frente e tira a cabeça do chão e vais ser mais sexy de certeza, mas era só a miuda de um feriado matinal, que se acha mais sexy assim, mal vestida, e que vai não tarda entrar no sue carro já velhito, e não traz as roupas de grif daquele rapaz topo de gama exteriormente, porque afinal eu sou só eu, que vou para casa entre as minhas compras e as minhas vontades, mas sem me preocupar com o quanto vou ter de ser sexy, para me agradar a mim e claro aos outros...
Confesso nestes dias sinto-me feliz com o nada que tenho, com o nada que sou, com aquilo que tenho oportunidade de viver...
Ele, este alguém que não conheço, mas motivou esta minha reflexão, corou, atrapalhou-se, provavelmente é assim no seu dia-a-dia...terá tudo,e provavelmnete acha que não tem o que o poderia fazer feliz, mas se continuar assim...não sei quando chegará o seu dia, aquele em que relamente passa por lá...

10/03/2006

...

Disse-me alguem, ou melhor o ninguém que por aqui anda, que sei por onde te vais escondendo, sei que caprichosamente arrastas para a frente e para tras tanta coisa. Sei tanto do que nao dizes, começo a saber o que queres dizer, o que vai ficando calado e o que sai assim dissimulado...que vou ouvindo digerindo e imaginando...
Desarma-me, se fores capaz, dá-me tudo, ou melhor diz-me tudo, leva-me à parde, fica entre mim e ela...sim, mas só se fores capaz, se tiveres coragem de o fazer até ao fim...de numa acentada conheceres o caminho todo, anda, devagar, parado, voa, fala, cala, mas passa...passa por lá...

10/02/2006

tudo e nada

O tudo e o nada são simples pedaços, são estradas que resolvemos pintar de cores diferentes ou sem cores algumas, são migalhas de um passado, estilhaços de um qualquer presente e réstias de um futuro incerto...
Hoje, não te entendo, e não é porque me faltem as forças, não é porque me falte a vontade, não te endento porque não sei entender-te...
Entras e sais daqui, do que sou, vens como sempre de mansinho, com o sorriso e a malandrice de quem brinca em mim, de quem brinca ai...estás ausente da minha rotina, mas presente e onmipresente nesta minha vida, sabes tanto, quereres sempre saber mais, depois há ainda o que não perguntas, mas o que procuras saber...
Neste cruzamento ocasional de mim, de tim dos caminhos que teimam sempre a aproximar-nos sem nunca nos juntar, há uma princesa encantada, uma paixão, há gente apaixonada, depois há o pote das incertezas, da busca dissimulada, minha, tua, do que sou eu para ti...
As duvidas, o tudo que gostarias que te desse, que frontalmente te dissesse, o para ti que queres ouvir, vagueiam assim, levemente como a chuva que cai de manha sobre um qualquer mar salgado, enquanto não ouves, enquanto não digo, enquanto não sei, enquanto tu vives assim distante, enquanto eu vivo, disparo, enloqueço, sinto e recomeço, vai ficando este sem ti, a que nos habituámos, este sem ti que vamos escrevendo, este sem ti que todos os dias vai, vem, este que vai sendo tudo e que também sabe ser nada, mas constantemente passa por lá...