2/21/2017
não se ama sozinho...
o amor é um estrada, um caminho qualquer, desordenado onde nos perdemos sempre mais do que nos encontramos.
o amor é um tempo pequenino em tic-tac gigantes, enrolado em sol abrasador e tempestades de neve.
o amor é quase sempre uma interrogação, por vezes uma afirmação cheia de reticências.
o amor é bem e mal num jogo de roleta russa, sempre mais cinzento que preto ou vermelho. sempre mais circular que quadrado.
o amor vive devagar num mundo que corre.
corre ás nossas costas e tantas vezes por rapidez demais se perde!
o amor é quase sempre um espera... e mais que o bom tempo da primavera, ou o calor do verão, o amor é quase sempre o viver devagarinho do relógio que marca horas enquanto simplesmente se espera que o céu limpe e o mau tempo passe...
o amor é a espera acompanhada que o bom tempo venha.
não se ama sozinho ... no amor que sabe esperar!
<3 nbsp="" p="">2017
el chalten, patagónia
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2/20/2017
para lá do que a vista alcança!
E um dia a tua vida é subitamente sempre mais do que a vista alcança!
Sem filtros, cheia de Ss, melhores caminhos, com aquela luz e sempre muito para lá do que os olhos podem ver!
Lisboa
2017
2/01/2017
fevereiro!
Colado ao maior mês do ano, chega devagar o mais pequeno...
Eu mais atenta a começos, criei em mim a rotina de agradecer ainda com mais consciência ao que conseguimos levar connosco, em cada inicio de mês que por mim passa.
Talvez depois de perdas, medos, sustos e páginas em branco que se colocam em frente de nós a gritar ansiosamente por serem escritas, as pequenas coisas façam sempre e cada vez mais sentido.
A gratidão de na maior das tempestades conseguri encontra a mais gigante bonança e de a poder trazer a salvo desde 2016 é tão grande que nenhuma palavra de agardecimento ou fascinação a pode explicar.
Começar um mês na certeza que todos os exageros que sinto, dos minúsculos e quase banais, aos que me afagam o peito, é ter por vezes uma tranquilidade quase estranha, de que mesmo não adivinhando o futuro, saber só porque sim que tudo vai dar certo.
Fevereiro começa e eu continuo os meus pequenos passos nos meus grande projectos, continuo a perder-me entre o excesso de energia e a preguiça da falta dela, entre os abraços muitos que tenho recebido, que nunca tinha notado serem tantos, embora me acompanhem há tanto tempo.
Permito-me todos os dias e cada dia mais a perder-me de amores, com todos os riscos e mais alguns que possam nessa perda existir...
Olho para fevereiro e quero que seja como janeiro, um tempo de relativizar o que não podemos controlar e uma coisa de cada vez vamos fazendo, arrumando e tentando resolver.
Pés na terra e no caminho, com a crença viva, que cada recomeço é a prova de que se supera quem não desiste da sua caminhada.
Quero que Fevereiro cresça comigo no melhor de mim e me mostre como exagerar nas coisas boas não é de vergonhas é de aprendizagens.
Passa por nós fevereiro, que cada dia do teu pequeno mês seja um exagero de vida, afinal de contas diz que fomos feitos para viver... viver muito!
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