3/19/2009

algo em falta...

falta algo.. mais que a existencia ou a presença, ou ainda uma eventual omnipresença, começa a ficar aberta uma lacuna, q nao fecha....perdeu-se em pedaços o que estava a tapa-la... o tempo ajudou, a força também, a própria vontade e exigencia, o querer mais, o seaber que se merece mais, e a perda do sentimento de culpa...
Algo em falta, algo que me prenda, que me mostre que val (a pena) esperar, que afinal está sempre lá, a cada instante que se precisa e a cada instante q não se precisa, nem se espera... falta a magia, o remar para algum lado, falta o encanto de ter algo unico... falta o que se perdeu na chegada anunciada das minhas asas, do azul do meu pulso e da minha esquecida liberdade de decidir...
Rancor nao sinto, nem dor, nem que tudo seja vão, só sinto uma certa subtileza e serenidade que num instante transformou a direcção do meu olhar, e me pos em primeiro lugar...
Algo em falta... e nada a mais... algo em mim me diz, que se não chega... há que ser maior e assumir que não se vive sem o pedaço cortado... sendo simplesmente eu, com tudo o que tenho, o que não tenho, o que desejo, procuro algo que seja bom para mim, que me escolha como o melhor e que me deixe escolhe-lo... procuro o brilho que vai brilhar com os meus olhos, procuro o que falta... assim, para me levar outra vez a passar por lá...
falta algo, falta mas, faltae não doi....acalma a certeza de ter encontrado a razão e a resposta...

(vou lançar os buzios para confirmar... depois, depis não quero pensar, quero antes tentar andar para a frente, como quem voa, e simplesmente continuar)

3/16/2009

café

Café..café sou eu,curto e quente... sozinho, a acompanhar com alguem, com o jornal, com o ar, com o barulho de todos os outros que encostados no balcão assimilam o cheiro e o travo de um café, mais ou menos queimado, mais ou menos longo que o meu...mas parecido...simplesmente café ... (nao usasse eu a palavra simplesmente)
Café é vicio, adição, café sou eu...
Adição sou eu... viciada, confusa, calcada numa forma redonda, pronta a ser envadida pelo quente da água e depois vazia, nao ser mais nada que o nada de uma chavena e o aroma que fica nela...
Café amargo e doce, falta de café e dor de cabeça.. e confusao sempre com o café... solidão e vazio e distância, a maior de todas que alguma vez senti, a certeza das incertezas e o novo cafe de amanha, onde nao me encontro mas me revejo, uma e outra vez.. torso os olhos numa corrida à pastelaria, ao sitio do costume, o café vem p mesa, já nao sei quem o traz, já nao sei quem é o qué, sei a que sabe , por prazer e por habito!!
Café sempre lá, ao contrario de tudo o resto, ele vem sempre que peço, acompanha, sente, aconchega, envolve e delicia, está porque nao foge, porque nao tem como dizer que não, agarro-o entre as mãos com a certeza que de vou tê-lo novamente ali, eu café assim como nunca... eu hoje sem querer ser café e a tentar entender a escolha de beber ou não, de o beber aqui ou ali.. a reflectir e a entender, não posso pedir algo que faça voar, dando asas a quem não as quer usar, não posso evitar sentir o vazio e a indefenição, a escolha de nada esperar e o facto de estar mais longe que nunca, não posso saber qual cafe vou tomar amanhã, se procuro deixar o vicio...
o torrado e a cor de pastel, pairam no ar que respiro, o forte e quente assumem no meu gosto o mesmo que o arco-iris nos meus olhos, e o deleite do trago permanece estactico no meu paladar como se por muio tempo nao precisasse de uma chavena de café.. pior é que preciso, pior é que espero.. certa que ela chega.. café curto, escaldado.. café eu...café vicio, adição, -café?- que vem pela tua mão??!!!