A tua Vida é assim,um jogo! O limite é o fazer, construir, ganhar. Fazes tudo como se construísses uma casa, jogas! Pões as peças onde queres, almejas um bom resultado no fim, mas estás sempre a procurar primar pela boa exibição...
Um dia, entrei nesse jogo, na simplicidade do acto, no calor do impulso ou simplesmente seguindo esse magnetismo teu que atrai o estranho, pelo menos pelo que vejo e sei, são estranhos os ímanes que chamas a ti, tão estranhos que já me levaram a questionar o que sou, o como sou... Mas não é esta a parte que tem relevância, porque quando entrei neste jogo, entrei por ti, para ti, contigo, longe de saber que a tua vida era muitas vezes pautada pelo entra e sai da noite, pela correria de rostos que passam, que olham e ainda pelos que fazem como eu, seguem o impulso.
Entrei no jogo porque dei o passo em frente, porque ainda hoje sinto que se não fosse assim, não tínhamos sentido o mutuo em que tantas poucas vezes nos transformámos.
Tudo isto para dizer que fiquei ali, no teu jogo. O teu jogo de palavras, o teu jogo de escondidas, de chegar e fugir, de chegar e ficar, de chegar saborear e partir para outro campo. Fiquei ali entre os teus dedos de comando a levar-me em frente. Só muito, muito, depois de saber tanto de ti, de perceber o que eras, como eras, e que o que dizias era o mero jogo de palavras, tive noção que a tua vida é como uma táctica, umas vezes mais ofensiva outras muito muito defensiva. Umas vezes queres, outras negas a ti próprio.
Resumindo és complicado, jogas difícil, defendes-te no jogo, mas queres ficar por ali, como o treinador, neste caso, de uma pequena equipa, onde eu fui sempre pivot e tu claro dono da bancada.
Mas gostei de jogar, de me envolver na táctica, de sentir como eras, como era contigo, gostei de perder, de ganhar, e de ir percebendo que mesmo no jogo mais objectivo e pragmático se perde o controlo.
Durante este tempo, que agora já lá vai,muitas vezes doeu, muitas vezes senti picar cá dentro e nada disse, nada quis sentir, nada quis que soubesses, quis ir jogando, entre uma lesão e outra, quis ficar sempre ali mesmo quando sabia que doía de mais entrar em campo.
Não quero para mim este jogo a vida toda, ao contrario de ti, o meu jogo ultrapassa as quatro paredes de uma casa, dos mesmos lugares, gosto de transformar os meus dias em tudo o que não sei que pode acontecer.Obstinada sim, mas não obsessiva pelo vicio de jogar.
Joguei contigo e não me arrependo, nem do prazer que tive, nem da dor, mas agora, com o jogo quase parado, nada me doeu mais, que esta nova prova que inventas-te, nada me doeu mais, que esta forma que escolhes-te para conhecer, ouvir, o que tantas vezes pensaste saber... sim, és tu aqui dentro, és tu que estás, és tu a pancada, a dor a ilusão a vontade, és tu que eu quero, és tu que não queres, és tu que não tens, és tu que és assim...a vida não para, os jogos as vezes sim...se pudesse esperar talvez esperasse, pelo menos antes de doer como ontem...antes de não entender o porque desta história, deste meter e mexer assim coberto, escondido.. Quando quiseres saber pergunta, quando quiseres eu digo, assumo...como também sei que tens tantos outros jogos por aí...também sei falar e assumir que o meu tempo não pára, e que para ser eu tenho de andar com ele... Mas quando resolveres querer algo assim, por favor passa por lá, mas não magoes...já doeu que chegasse!!!
12/21/2006
12/20/2006
Ontem...
Ontem era tudo diferente, o tempo passava diferente, meu rosto era diferente, meu caminho também. Ontem estavas lá, vinhas devagar, mas estavas, chegavas, corrias para logo partir, mas entre o cá e lá ias assim, marcando devagar, o que sabiamos que nunca ia ser escrito.
Estranho, diferente, o ontem que eramos, estranho e mesmo assim estava ali de olhos postos para nós, mesmo sabendo que as previsões se mantinham, mesmo a saber , que seria sempre assim e pouco mais.
Não consigo fugir ao ontem porque ele existiu, porque ele existe, porque sem saber se ficaria diferente, quis que ficasse, quis tanto como ainda quero.
Não consigo fugir ao estranho, ao que me parece tão calmo por não ser claro, o que me parece confuso por não encaixar em qualquer tipo de explicação.
Ontem, mesmo lá no ontem, por muito que falasse não me entenderias, tal qual hoje não entendes, por isso, é que te vou pedindo para nem sequer tentares.
Não se perde tempo com o que está condenado a ficar perdido, a ficar assim, diferente e a ficar ali no ontem...estagnado.
Ontem eras tu, e hoje quero o eu de ontem, não aquele que está agora algures aí, onde não vejo, onde não olho, onde não sei, mas onde vives e vais mostrando que é mesmo assim.
Ontem eras tu, e eu vi-te, olhei-te, cravei-te aqui, onde só gravamos o que queremo, onde pomos junto ao que sintimos somente o que nos toca, os que nos move.
Ontem viste-me, talvez como poucos, talvez com outros, não sei, mas senti que me vistes, ontem quiseste ver, ler nas minhas palavras o que já tinhas encontrado nos olhares que imaginavas. Ontem adormeci e sonhei contigo, vi-te como sempre te encontrei entre o espiral do tocar a medo, entre o fugir com a luz, entre o espaço real e a ligação de um cabo...
Ontem, foi mesmo muito bom conhecer-te, foi muito saber assim...que ás vezes não escolhemos a quem abrir a porta...ontem foi bom saber, que mais cedo ou mais tarde, há janelas que se fecham...
Estranho, diferente, o ontem que eramos, estranho e mesmo assim estava ali de olhos postos para nós, mesmo sabendo que as previsões se mantinham, mesmo a saber , que seria sempre assim e pouco mais.
Não consigo fugir ao ontem porque ele existiu, porque ele existe, porque sem saber se ficaria diferente, quis que ficasse, quis tanto como ainda quero.
Não consigo fugir ao estranho, ao que me parece tão calmo por não ser claro, o que me parece confuso por não encaixar em qualquer tipo de explicação.
Ontem, mesmo lá no ontem, por muito que falasse não me entenderias, tal qual hoje não entendes, por isso, é que te vou pedindo para nem sequer tentares.
Não se perde tempo com o que está condenado a ficar perdido, a ficar assim, diferente e a ficar ali no ontem...estagnado.
Ontem eras tu, e hoje quero o eu de ontem, não aquele que está agora algures aí, onde não vejo, onde não olho, onde não sei, mas onde vives e vais mostrando que é mesmo assim.
Ontem eras tu, e eu vi-te, olhei-te, cravei-te aqui, onde só gravamos o que queremo, onde pomos junto ao que sintimos somente o que nos toca, os que nos move.
Ontem viste-me, talvez como poucos, talvez com outros, não sei, mas senti que me vistes, ontem quiseste ver, ler nas minhas palavras o que já tinhas encontrado nos olhares que imaginavas. Ontem adormeci e sonhei contigo, vi-te como sempre te encontrei entre o espiral do tocar a medo, entre o fugir com a luz, entre o espaço real e a ligação de um cabo...
Ontem, foi mesmo muito bom conhecer-te, foi muito saber assim...que ás vezes não escolhemos a quem abrir a porta...ontem foi bom saber, que mais cedo ou mais tarde, há janelas que se fecham...
12/03/2006
Sonhar

Deste-me o sonho, vesti com ele parte de mim. Deste-me a coberta em qualquer noite que senti frio, mostraste-me que sonhar pode ser viver e que antes de tudo pode ser quente.
Deste-em o nada e foi o nada que quis, deste só sonhos e também a força do sol que podemos encontrar em todos eles, que podemos aramazenar em nós. Entrei neste lago pintado de cor onde te sonhava, onde te via, onde buscavas o que sou, porque me sentias, ao invés de somente me olhares.
Não sei para onde foste, os meus sonhos não me dizem e também não quero saber, porque sonhar não é só teu, é antes de mais, meu, do meu mundo, do meu ser. Sei simplesmente que não estás, e senti isso ontem, quando pousei a minha cabeça sobre a almofada e quando de longe me roubaste o sonho que eras. Sabes, deixei-o ir, porque não o quero mais, não quero viver num sonho o que aqui seria diferente, não quero só sonhar, quero sim, vestir cada imagem sonhada ir em frente sem medo de perder e dar nada, quero sim sonhar para viver e não sonhar para guardar o que não posso ter...
Não voltes cá, não passes nos meus sonhos, porque fechei as portas ao que trazias para eles, é oficial desisti de te sonhar, não quero mais...
Se por aí fora deste mundo ebrio onde tudo acaba por ser leve e suave como o meu sono, me vires sorrir,me encontrares, bate na porta da entrada, sopra-lhe como se fosses o vento de norte, se ela se abrir passa por lá, se ficar fechada, segue em frente, segue e sonha...sê feliz então...
11/23/2006
Mais uma vez, eu e o nunca...
O nunca é assim, é assim quase como eu, aparece quando nunca se espera, vai-se depressa ou devagar e fica quase sempre estilhaço na sua perene passagem. O nunca é como o vento, sempre passa, sempre volta.
O nunca abraça-nos quando não queremos e quando não imaginavamos sequer que ele, audaz e maquiavelico poderia chegar...o nunca ás vezes é desumano, e eu , serei também?
O nunca é também como tu, sim, tu que fumas o vento que corre atrás de ti, tu que nunca estás mas nunca me deixas, tu que nunca estiveste, mas sempre marcas um pano que não é teu, que nunca queres, mas que nunca vais querer ver-me nas mãos de alguém...
Tu, eu e o nunca, a trsiteza ou não, de ser melhor, de ser pior, de nunca ser, tu nós e o nada que nunca é tudo, que nunca se apaga, que nunca passa de nunca...
Eu e mais uma vez o nunca, esta palavra que transformo em quase tudo o que quero, que consegue em mim ser som, musica, deixa de teatro, voz de qualquer tu...e eu o nunca e a minha forma teimosa de brincar com ele, de lhe dizer que ás vezes é mais sempre que o sol, mais sempre que o tempo...e eu, o eu nunca, eu e esta mania que tenho de nunca dizer que desisto, de nunca dizer que destruo, de nunca dizer que de uma vez parto...eu, e o eu nunca e, este nunca que me diz para jamais me transformar nesse nunca que desiste de te ver passar...
(confuso??...o nunca é assim....pelo menos para mim...)
11/20/2006
Só´, num comboio regional
A solidão não se mede pela ausencia de corpos presentes, mas pela nossa presença entre os corpos...melhor, a solidão não se mede, vai se levando no momento em que se sente...
À distância de inumeras estações e apiadeiros estão as nossas lembranças, o nosso pensamento, a nossa memória, estão os medos e claro a solidão...
Entre o apito do comboio que parte e que para, está a minha solidão e tudo o que ela me dá.
Está o abraço do meu pai, a forma estranha e tão própria de ter o mimo da minha mãe, o colo da minha avó, o abraço forte dos meus irmãos, a doucura da minha tia...estão as palavras dos amigos, estão os momentos que não esqueço, as pessoas que quero sempre lembrar...entre a partida e a chegada, estou eu, mais o tudo que fui e sou, mais o nada que num momento só posso passar a ser, está o simples ar que respiro, o meu primeiro beijo, o meu maior triunfo, o meu orgulho, a minha esperança, a minha vontade de ser mais, e depois está tudo o resto...
Sozinha, naquele comboio regional, na viagem de regresso ao lugar onde ainda sou pouco, mas continuo a lutar para me fazer mais, a minha solidão da-me tudo o que nunca vou perder, traz até mim o que nunca sendo meu, também não poderá ser de mais ninguém, dá-me o que não perco se me for, mas tudo aquilo que me perde se me vir ir...
Sozinha, naquele comboio regional, de pernas enrudilhadas no banco, de olhar posto numa janela meia opaca, tenho tudo o que faz os meus dias, o que me faz feliz, alegre, triste, nostalgica, tudo o que me faz eu...tenho tudo ali, à distância de um pensamento, entre as cortinas da memória... tenho tudo presente, tenho tudo a ir e a voltar, ao som daquele estouro, daqueles vidros a partir, daqueles que foram os mais rapidos intantes da minha vida, e que me mostrarm como tudo vem assim a nós, da mesma forma que tão rapido se pode ir...tenho ainda tudo a passar por lá, ao som daquele embate que foi, talvez, o maior combate do meu pequeno pensamento...
11/15/2006
Há dias assim...
Há dias que começam com o cair da noite, há dias que só terminam e outros que nem ousam sequer começar, mas há dias, dias que não param, que não se esquecem, que voam e que ficam ali, de meros espectadores a ver-nos passar...
Há depois o louco dos dias, mais o que cada um de nós colaca dentro deles, o que fazemos, o que amamos, o que damos o que queremos muito, o que guardamos e um dia, sai, assim no disparo, no tiro da hora...são dias assim que nos fazem mais nós, que constroem melhor estes eus que tudo guardam, que muito temem...
Há dias p mim, (sim, sei que há dias para todos) aqueles meus dias, que são só meus, nunca nossos, mas talvez um pouco teus, tenho de dias de inverno, de verão, tenho dias de mim para ti e de alguem para o mundo.
Os dias são tanto e tão pouco, são o muito do que vivo, o nada imenso que quero viver, mais o tudo que anda ali, aqui. Os dias são fortes correntes de tantas coisas, são horas perdidas de sono, horas de viagem, horas de rir e de chorar, os dias são como as palavras, vamos juntando uma e outra e trocando as letras de lugar até ficar o texto mais proximo do que desejamos depois reler, falar, reviver...
Olha há dias em que te descubro, outros em que teimosamente te escondo e me escondo também, há dias de ler, outros de ouvir, também os há para cantar, e outros ainda para silenciar para sempre, há dias em que recordo, outros em que desejo, dias em que tudo me faz esquecer de ti e outros em que o nada te põe na minha cabeça...olha tudo para te dizer tão pouco do que ainda falta ser dito...mas tudo para te dizer, que tudo acontece um dia, porque seja em que tempo for...passes ou não por lá, o certo é que há sempre dias "assim"...
11/10/2006
Olha, escuta, vai...
Ando flutuante, domada por um calma execessiva que me tornou sobria de mim mesma nos ultimos dias, ando assim enfeitiçada pela vida e pelo tão pouco que ela me vai dando nas horas que passam...
Mais leve de mim, ou pelo menos de toda aquela parte que smepre pesa no caminho. Encontrei-me para me perder de seguida, sim porque esta calma só me mostra o inesperado que não conheço, que é o amanhã que quero muito viver...para saltar as barreiras, tornear os obstaculos, rir muito fdas alegrias e sentir, sentir sempre, cada instante...
Guardo as vontades todas em mim, e controladas de quando em vez veem mostrar-me tudo o que tenho à minha volta, porque nada desaparece assim, nem ganha asas e sai porta fora com o vento...
Continuo as esperas de sempre, quero muito ver passar os caminhantes ver passar as noites e os dia, todos diferentes, todos do mundo e de mim, quero muito que continue esta passagem que talvez nem sequer tenha ainda começado, quero muito ver-te. Mas sei, que assim, hoje, mais proxima de mim, consigo ver-te muito melhor, se ousar fazer-te ao caminho, estarei assim, solta e mais proxima do que não se espera, não se sabe mas certamente se consegue sentir...apesar da calma, da hormonia...continuo eu, e claro digo como sempre, com a mesma força e vontade, olha, escuta, vai,...Passa Por Lá...
Mais leve de mim, ou pelo menos de toda aquela parte que smepre pesa no caminho. Encontrei-me para me perder de seguida, sim porque esta calma só me mostra o inesperado que não conheço, que é o amanhã que quero muito viver...para saltar as barreiras, tornear os obstaculos, rir muito fdas alegrias e sentir, sentir sempre, cada instante...
Guardo as vontades todas em mim, e controladas de quando em vez veem mostrar-me tudo o que tenho à minha volta, porque nada desaparece assim, nem ganha asas e sai porta fora com o vento...
Continuo as esperas de sempre, quero muito ver passar os caminhantes ver passar as noites e os dia, todos diferentes, todos do mundo e de mim, quero muito que continue esta passagem que talvez nem sequer tenha ainda começado, quero muito ver-te. Mas sei, que assim, hoje, mais proxima de mim, consigo ver-te muito melhor, se ousar fazer-te ao caminho, estarei assim, solta e mais proxima do que não se espera, não se sabe mas certamente se consegue sentir...apesar da calma, da hormonia...continuo eu, e claro digo como sempre, com a mesma força e vontade, olha, escuta, vai,...Passa Por Lá...
11/06/2006
o doce do esquecimento
Andamos por aí a escutar as lembranças, a deitarmos janela fora a miragem do que passou com elas e do tanto que ainda assim elas nos trazem... diz alguém que ando por aí a partir as paredes e os telhados de tantos que no leito não encontram paz, ou melhor não se encontram, pois teem tudo, menos o que procuram...
Andamos por aí assim, tu além, muito além de mim, foges a cada passada de distancia que o tempo traz, esqueces tudo, porque afinal dentro de ti pouco deve haver para se lembrar.
Continuas por aí, como sempre, sim, sempre o mesmo sorriso, o mesmo jeito de pegar no copo, o mesmo estilo, a mesma presença apagada para tantas belezas, a mesma presença que se acende quando alguém se ousa a aproximar. Continuas assim, não confias no que és e por isso dás-te a quem te vai querendo e não a quem tu queres, continuas assim, incapaz de assumir que és mais que estilo, mais que camisas, mais que olhares, que és mais que esse tu banal, igual a tantos outros, continuas assim incapaz de sair da noite escura e claro das paredes.
Eu continuo por aí partindo e estrangando uma ou outra estátua dupla de coisas que julgam ser um par, continuo assim, gritando na minha independência, e cada vez mais lutando por ela.
Continuo aqui, igual, continuo a ser o doce esquecimento que de quando em vez o teu corpo te ajuda a recordar, o doce esquecimento que vive, que ri, que vai sendo doce na vida que tem, que escolhe e que vive mesmo, não só entre paredes, mas no mundo...
Agitada, parada, triste, contentente, eu, o eu que sente, sente também, que não pará de viver, que existe para além do que te dá, e do que sempre vai dando,mas que respeita...cada pedaço de cada alguem que passa pelo seu colo, que dá o que é, entre o mimo, o afecto e claro a amizade, sim, esta, que não tem de ser só noite escura, que existe aqui a acolá, sempre que alguem chama por um ombro...
Continuas aí e descobri que é somente isso...porque mais não queres, nunca quiseste, poque mais não sabes dar, porque talvez o possas dar alguém... ou talvez não, não sei...talvez...
Continuo aqui, doce como esse esquecimento onde sempre me guardas, porque afinal, não me conseguirás esquecer...presunção??!! não, sabemos que não, é a realidade do quente que sempre se guarda... do quente e doce, como eu um dia fui, (ou num dia sou), e claro como o teu doce esquecimento!
10/22/2006
Queria escutar-te...
Queria escutar-te, ouvir fosse o que fosse...
Preferia que numa noite qualquer me encostasses na parede, e me fizesses o teste de uma vez, preferia que fosse desejo, daquele que enceideia tudo, mesmo qu
e depois se apague...
preferia tocar-te de uma vez, mas com as mãos, deixar que o arrepio fosse sentido, simplesmente fosse, assim como eu sou, assim como tu és...
Preciso de escutar, para andar para a frente, com rumo, levar o barco a um porto, sem que para isso tenha de perder o mapa...
Eu sei, e nós sabemos que também sabes, o que afinal significa ser especial na vida de alguém, e que esse especial aumenta quando simplesmente acontece, aparece, surge...
O teu sabor é bom, e nunca o provei, o teu colo é doce, mas nunca o tive, e parece que tu és assim cá dentro, assim vais ficar, mesmo que tenha de fugir, e se tiver de levar comigo nesta fuga, algo, levo o pouco que tenho de ti, que talvez nunca saibas, como é tanto, porque talvez nunca entendas o que sou, como sou, e o que trago comigo...não porque não queiras, não porque não consigas, mas porque sentes que não faz parte do que queres para ti...
Se for assim... vai, segue, e avisa-me, que afinal, não vais passar por lá...
Preferia que numa noite qualquer me encostasses na parede, e me fizesses o teste de uma vez, preferia que fosse desejo, daquele que enceideia tudo, mesmo qu
e depois se apague...preferia tocar-te de uma vez, mas com as mãos, deixar que o arrepio fosse sentido, simplesmente fosse, assim como eu sou, assim como tu és...
Preciso de escutar, para andar para a frente, com rumo, levar o barco a um porto, sem que para isso tenha de perder o mapa...
Eu sei, e nós sabemos que também sabes, o que afinal significa ser especial na vida de alguém, e que esse especial aumenta quando simplesmente acontece, aparece, surge...
O teu sabor é bom, e nunca o provei, o teu colo é doce, mas nunca o tive, e parece que tu és assim cá dentro, assim vais ficar, mesmo que tenha de fugir, e se tiver de levar comigo nesta fuga, algo, levo o pouco que tenho de ti, que talvez nunca saibas, como é tanto, porque talvez nunca entendas o que sou, como sou, e o que trago comigo...não porque não queiras, não porque não consigas, mas porque sentes que não faz parte do que queres para ti...
Se for assim... vai, segue, e avisa-me, que afinal, não vais passar por lá...
Até fugir, até ficar, queria escutar-te...
Estás no teu mundo, crias a cada dia, o que vens há muito criando, consegues ter definida uma linha tua que te vai levando. Assumes-te, aceitas-te e vais fazendo a gestão do que por vezes dentro de ti, acaba por ser dificil de conter e controlar.
És um eu dinâmico, forte de aspecto e que se sabe colocar na vida comum e social de tantos outros.
Tens uma história tua, onde cabem os ensinamentos, os medos e tantos momentos que acabaram por te dar o cunho dessa personalidade tua.
A menina que cresce ao sabor do tempo, está ali, mais idependente, mais sua no fundo, contornou aquela fase onde sempre se pisa o eu, ganhou força e domou aquelas asas rebeldes. Olha-se ao espelho e gosta do que vê, o que tem faz sorrir seu rosto, dá-lhe a sua imagem mista, o animo todas as manhãs, para fazer o que gosta e viver de improviso o tanto que quer saber controlar, para não cair...para não sofrer!
O linear do que digo, nem sempre acontece, o linear do que escrevo, não é sempre assim..porque sem esperar tudo gira, tupo espiraliza e fica assim como que um qualquer pano enrudilhado.p
Agora, hoje, talvez teja a tentar encontrar-me, e a encontrar a maneira de verbalizar o que quero que saibas...
Sabes, apesar de tudo, e tantas marcas e vincos neste pano, sei que o que passo agora, que é unico, diferente, enrudilhado, confuso, estilhaçado, e que acabou por me transformar neste pedaço meio inerte, meio melancolico, meio triste e muito perdido, vai valer a apena...
Mas não quero mais que me roubem este meio estado de estar, mesmo mais sozinha, independente, quero sempre a olhar de frente para o caminho, sempre a trilhar as pontes e a passar de margem para margem...
Sei que está na hora de acordar, deixar a almofada e procurar colo no tempo, já que mais ninguém me vai dar esse calor...está na hora de retomar o caminho da menina que sempre se agarra ao que lhe chega no caminho, e caminha assim, fazendo do que tem entre mãos o melhor que conheçe, sente e saboreia, tá na hora de seguir em frente, espreitando porém...não vá ainda, a tempo, passar alguém por lá...
10/21/2006
volta(s)
Há garrafas de água pelo chão, estão vazias, assim, deitados desajeitadamente, dois passos à frente a tua camisa, amarrotada, caída ali, e o resto não vejo, está perdido, entre a roupa que eu não tinha e aquele lençol arrancado da minha, daquela minha cama…
Estás ali há tantos dias, há tantas noites, há luz no quarto, as frestas daquela janela estão assim para nos mostrarem que o tempo não pára, que chove, que faz sol, que cai mais uma noite…a cortina está aberta e nada filtra…
Entre as voltas de um qualquer lado dali, estão ainda as paredes, ou melhor aquela, onde consegues colar-me e colar-te a mim, aquela que me deixa ver o sol, mesmo quando me esconde o teu rosto, aquela que me dá o calor abrasador e todos aqueles arrepios de frio, enquanto estou ali de mãos presas nas tuas e entre um dois que me faz sentir um…
Voltamos ali, quando arrefece, trocamos umas palavras e ficamos encostados aquele tempo que para nós não passa o lençol enrola o que é nosso e não precisa de mais nada para existir em pleno, mandas-me calar, obrigas-me a calar, aliás calas-me, e depois tudo se repete, ao mesmo tempo que é diferente…
Tudo isto porque sabemos que quando apanhares aquela camisa, quando as garrafas voltarem a ter água, quando fechar a cortina e subir o estore, quando dermos todas as voltas,vai haver o amanha que não queremos, o amanha depois do momento em que finalmente passámos por lá… e que depois nos volta a deixar…longe…longe da passagem!porque depois sabes que não voltas...
Estás ali há tantos dias, há tantas noites, há luz no quarto, as frestas daquela janela estão assim para nos mostrarem que o tempo não pára, que chove, que faz sol, que cai mais uma noite…a cortina está aberta e nada filtra…
Entre as voltas de um qualquer lado dali, estão ainda as paredes, ou melhor aquela, onde consegues colar-me e colar-te a mim, aquela que me deixa ver o sol, mesmo quando me esconde o teu rosto, aquela que me dá o calor abrasador e todos aqueles arrepios de frio, enquanto estou ali de mãos presas nas tuas e entre um dois que me faz sentir um…
Voltamos ali, quando arrefece, trocamos umas palavras e ficamos encostados aquele tempo que para nós não passa o lençol enrola o que é nosso e não precisa de mais nada para existir em pleno, mandas-me calar, obrigas-me a calar, aliás calas-me, e depois tudo se repete, ao mesmo tempo que é diferente…
Tudo isto porque sabemos que quando apanhares aquela camisa, quando as garrafas voltarem a ter água, quando fechar a cortina e subir o estore, quando dermos todas as voltas,vai haver o amanha que não queremos, o amanha depois do momento em que finalmente passámos por lá… e que depois nos volta a deixar…longe…longe da passagem!porque depois sabes que não voltas...
10/20/2006
Fácil de entender
Talvez por não saber falar de cor, imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós
Sei lá o que queres dizer, Despedir-me de ti,
Adeus um dia voltarei a ser feliz
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei, o que é sentir, e por falar falei,
pensei que se falasse era mais facil de entender
Talvez por não saber falar de cor, imaginei
triste é o virar de costas, o ultimo adeus,
sabe deus o que quero dizer
Obrigado por saberes cuidar de mim
tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
se ao menos tudo fosse igual a ti....
The Gift
porque ha pedaços de coisas que os outros dizem e escrevem que parecem nossos, aqui está, o que não é facil de entender, mas está cá dentro, onde cada vez mais se sabe que a espera vai ser longa, dura e quem sabe vã...
talvez assim, nas palavras dos outros finalmente se perceba que não sei ser um maquina, que não tenho botões a despertar o que sinto, e que simplesmente vivo, erro, respiro, deixo arrepiar aminha pele, com o desejo, com o medo, e assumo assim... assumo a fragilidade da minha imperfeição e de tudo o que agora me deixa ainda mais quebradiça, este tudo que sem entender chegou no inesperado e aqui está...entre a passagem que nao chega...
obrigada por um dia teres visto o que sou....mas só vou descançar no dia em que sentires o que estás a ver, sim, sem cotares tudo o que digo, respondo...a vida não é um teste, a vida é... e nada mais, é imaginar... e não é facil entender!
"eu já não sei.... se por falar, falei...pensei que se falasse era mais facil de entender"...só isso!
passa por lá...
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós
Sei lá o que queres dizer, Despedir-me de ti,
Adeus um dia voltarei a ser feliz
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei, o que é sentir, e por falar falei,
pensei que se falasse era mais facil de entender
Talvez por não saber falar de cor, imaginei
triste é o virar de costas, o ultimo adeus,
sabe deus o que quero dizer
Obrigado por saberes cuidar de mim
tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
se ao menos tudo fosse igual a ti....
The Gift
porque ha pedaços de coisas que os outros dizem e escrevem que parecem nossos, aqui está, o que não é facil de entender, mas está cá dentro, onde cada vez mais se sabe que a espera vai ser longa, dura e quem sabe vã...
talvez assim, nas palavras dos outros finalmente se perceba que não sei ser um maquina, que não tenho botões a despertar o que sinto, e que simplesmente vivo, erro, respiro, deixo arrepiar aminha pele, com o desejo, com o medo, e assumo assim... assumo a fragilidade da minha imperfeição e de tudo o que agora me deixa ainda mais quebradiça, este tudo que sem entender chegou no inesperado e aqui está...entre a passagem que nao chega...
obrigada por um dia teres visto o que sou....mas só vou descançar no dia em que sentires o que estás a ver, sim, sem cotares tudo o que digo, respondo...a vida não é um teste, a vida é... e nada mais, é imaginar... e não é facil entender!
"eu já não sei.... se por falar, falei...pensei que se falasse era mais facil de entender"...só isso!
passa por lá...
10/18/2006
Azar
O meu azar é assim, tal qual como qualquer sorte, porque é o tempo em que existo em que sou...
Embora birrenta, mimada, irritada, com todo o meu rosto e esta expressão a demostrar este meio conflito interior, ali estou pronta para as contrariedades, ali estou com o mimo à flor da pele, em busca de uma qualquer calma, venha ela daqui, de além ou de ti. Venha ela na chuva que cai, na trovoada que ouço, e não me referi só aos trovões que estão cá dentro, mas também a todos os que se fazem no céu lá fora.
Sabes, é estranho, mais uma vez tenho de dizer que é, hoje o mundo parece diferente e mau para mim, o mais menina do que sou, sente-se mal, prestes a fazer uma daquelas birras de supermercado, em bussa do doce qu eme vai acalmar, e mesmo assim tenho espaço dentro de mim a procurar-te, a querer-te, não só para te mostrar o meu sorriso, o meu ser mais adulto, o melhor de mim... estou outra vez assim , meio despida, deixei o casaco perdido por ai, e estou assim, diante dos teus olhos, que vou pedindo para que me vejam...estou eu agora a pedir colo, amparo, a pedir o teu abarço...
Sei que não devia pedir nada, não devia ser assim, devia estar aqui com o meu colo e o meu peito à espera que viesses trazer-lhes calor, devia estar pronta para te ouvir, acalmar, e eu sei que estou, mas hoje, neste azar, que nada mais é que o simples girar desta minha vida quotidiana, quis ter-te presente, estiveste aqui, quis buscar-te para te mostrar este meu pior, este ,meu infantil jeito de ser menina de birra e amuo, de mimo e mais mimo...porque eu também sou assim e porque quero muito que passes por lá..
10/16/2006
oi
Oi...estou aqui...
O meu nome não interessa, ou melhor interessa o que sou, estou aqui..
Oi...se me estiveres a ver, melhor, oi...seras capaz de me ouvir?
Oi, não entendo, podes repetir...
Oi, sinto-te longe, sinto-te amargo, sinto-te e pronto...
Oi, olá, sou eu, tás ai?
Oi e já está...
Não sei se está bem, se está mal, se um dia vai estar diferente, mas eu já estou aqui, assim...eu...cheguei com o oi que disse e foi assim que fiquei, e foi pelo teu oi de troca que estou ficando...e assim vai ser enquanto tu não desistes, ou enquanto não vais, não passas por lá...
10/13/2006
manhã...
Quando se consegue pousar sobre a almofada e adormecer, as manhãs são mais calmas, mais leves, mais manhãs...
O sono de ontem recuperou-me desta assumida instalibildade que me andava a deixar entre o escorrega e o baloiço, entre o que sentir e o que fazer...
Simplemente posso até ter perdido o que chegava assim, e ficava, posso ter perdido ainda mais, mas acima de qualquer perda, perdi o angustia ou sufoco de só guardar e nada dizer, estou mais leve, mais solta, mais capaz, estou outra vez neste caminho, estou cá desde esta manhã, mas desta vez sou mais eu...estou aqui, e quem sabe não passo por lá...
10/12/2006
...
...não me apetece dizer nada, apetece ficar ali, no vazio, eu e o silêncio, juntos, no ainda branco espaço que somos ...aguardando o teu olhar, a tua chegada...a tua passagem...
10/11/2006
espera de hoje...
Espero um dia contar-te esta história, sob o olhar que tenho dela...
Espero um dia contar-te sem medo como a vivi, como a fui saboreando entre os medos e as diferenças, espero um dia não só estar bem, como estar melhor, melhor para dizer, melhor para contar, melhor para chegar ao fim deste teste estranho com o meu resultado e não o teu...
Se pudesse pedir, dizia-te, não faças assim ,pelo menos sem me olhares, não me tires o chão só para me ver reagir, porque sofro igual, penso igual, como se tudo fosse serio, não tapes os teus olhos de forma a que eu não os veja com o superfulo de um existência que está para lá da nossa...
Só quero que sejas tu, com os pedaços do teu melhor e também os do teu pior, assim sendo serei capaz de te ver sempre, mesmo quando não estás, mesmo quando estás além, no mundo de um tu que não conheço, num mundo de um nada para mim, mas que está ali, prestes a ser vivido por ti...
Não me dês noticias de qualquer tu, porque a indifernça de todos esses que não conheço, ás vezes são como alfinetes pregados no meu peito, que doem, que picam...dá-me noticias tuas, do que é teu, do que te move, do que te faz ser mais, ser maior, do que te faz ser o teu próprio eu...
E para ti, há sempre tempo, há sempre espaço, há sempre um caminho, estejas só, acompanhado, estejas ali, aqui ou até mesmo além, sabes que podes sempre entrar...por isso passa por lá...não agora, não ontem e nem sequer amanhã....mas sim, quando achares que deves...
10/10/2006
palavras
Nem sempre encontramos as palavras certas para dizer as coisas, nem sempre as coisas conseguem sair nas palavras, e muitas vezes os momentos deixam-nos assim mudas, prestes a estourar, um pouco de raiva, um pouco de revolta, um pouco de medo, um pouco de sofrimento e um pouco muito de nós a pedir para dar a volta por cima... naquele espaço onde alguém sem se aperceber nos leva ao chão e logo depois, também nos vem tirá-lo...
Sei que nao tenho muito a perder, mas que posso e tenho muito para dar, sei que um dia destes encontro-me com as certas palavras e depois, como quem sempre desafia o desafio,vou ser eu própria, a menina, a miuda pequena, a mulher, a querer, a andar em frente e em vez de pedir como sempre, resolve, enfrenta, olha nos olhos, fala, diz, e claro...passa por lá...
Sei que nao tenho muito a perder, mas que posso e tenho muito para dar, sei que um dia destes encontro-me com as certas palavras e depois, como quem sempre desafia o desafio,vou ser eu própria, a menina, a miuda pequena, a mulher, a querer, a andar em frente e em vez de pedir como sempre, resolve, enfrenta, olha nos olhos, fala, diz, e claro...passa por lá...
10/09/2006
Pincesa...
Era uma vez uma pincesa que vivia no seu castelo imaginário, imaginando a chegada do seu encantado pincepe…
Até que um dia descobriu que nesta vida não existem pincepes…mas pessoas com quem nos sentimos bem e é com elas se vai construindo o tal castelo…
Passo a passo vão-se criando as paredes da pincesa…até que um dia o castelo fica prontinho, e por lá dois alguéns viveram felizes o eterno momento...
ja que nada e para sempre...
Até que um dia descobriu que nesta vida não existem pincepes…mas pessoas com quem nos sentimos bem e é com elas se vai construindo o tal castelo…
Passo a passo vão-se criando as paredes da pincesa…até que um dia o castelo fica prontinho, e por lá dois alguéns viveram felizes o eterno momento...
ja que nada e para sempre...
(Helder)
inesperado
esta é a historia do vento,
não do vento que passa,
não do vento que canta,
mas do vento que vem,
vento que volta, vento que fica,
é a história sem fim,
história que vive, que come,
que ri, que chora,
história que cresce no inesperado da tempo,
na madrugada da noite.
um dia, no inesperado da hora,
entraste pela janela ainda pouco aberta,
um dia vieste assim, no vento,
não sabias voar e chegaste ali,
não sabias quem era, e ficaste ali,
não sabias onde podias ir mas ficaste…
não pedi, mas tinha-te ali, no vento
não te olhava mas estavas ali, no vento,
não te tocava mas sentia ali, no inesperado do vento…
não digo, mas sabes,
escancaraste a janela,
deixa-la assim todos os dias, aberta
não te conto, mas sabes que sinto,
não te toco, porque espero que no inesperado no vento,
me alcances no momento,
não no que passa,
não no que canta,
não no que vai,
não no que nunca chega,
mas no inesperado momento,
em que queiras ficar…
não do vento que passa,
não do vento que canta,
mas do vento que vem,
vento que volta, vento que fica,
é a história sem fim,
história que vive, que come,
que ri, que chora,
história que cresce no inesperado da tempo,
na madrugada da noite.
um dia, no inesperado da hora,
entraste pela janela ainda pouco aberta,
um dia vieste assim, no vento,
não sabias voar e chegaste ali,
não sabias quem era, e ficaste ali,
não sabias onde podias ir mas ficaste…
não pedi, mas tinha-te ali, no vento
não te olhava mas estavas ali, no vento,
não te tocava mas sentia ali, no inesperado do vento…
não digo, mas sabes,
escancaraste a janela,
deixa-la assim todos os dias, aberta
não te conto, mas sabes que sinto,
não te toco, porque espero que no inesperado no vento,
me alcances no momento,
não no que passa,
não no que canta,
não no que vai,
não no que nunca chega,
mas no inesperado momento,
em que queiras ficar…
10/08/2006
Um dia..
Um dia acordas e descobres que consegues voar, um dia acordas e sabes que no fundo tudo está diferente, a janela está aberta, e sabes como deixá-la assim...deixas de ter medo do vento, da tempestade, olhas o horizonte e sabes o que queres encontrar.
Um dia, a noite fica mais quente, fica com o som daquela voz, fica com o espirito daquele sorriso rasgado feliz, prazeiroso capaz de espelhar a docura de um qualquer simples e ocasional facto...
As coisas pequenas são assim, as verdadeiras prendas do tempo, são as que levamos connosco para todo lado, as que marcam as nossas recordações, as que escrevem sem parar as nossas noites sem dormir...
São as pequenices que nos fazem existir assim entre um mundo de outros, entre um mundo de encontros e desencontros, e claro medos.
Ultimamente ando perdida entre a angustia de não saber nada e sentir que sei, entre o encontro e o desencontro de nada poder fazer para encontrar o que não sei ainda como é, mas, tanto suponho...Confuso, tal qual estas ultimas palavras está o rio que corre cá dentro de mim, confuso, disperso, espiralizado, mas sincero... nas lágrimas, nos pensamentos e em tudo o que vai passando aqui, neste rio só meu.
Eu quero um dia diferente, não para eu voar, mas para te ver voar para mim, quero a noite quente, noite em que a brisa não sou eu, não és tu, mas é o somos dois...
Quero o momento e não o que poderá ou não vir depois, quero o momento e não a estrada toda que sempre nos separa por tantos motivos... e que pode sempre estar por lá.
Quero o momento e só, mais nada, quero-o assim, tal qual como gosto de ser, simples, forte, marcante, signigicante, feliz...
Não sei se és capaz de vir, capaz de dizer, capaz de fazer, se queres um momento assim, se o desejas se o pensas, sei no entanto que se tu o quiseres sabes que para o viveres, podes simplesmente andar, mais ou menos devagar, carregares os bolsos com o que tu és, deixares a mala em casa, e sozinho, arriscar... o momento as vezes nada mais é que o próprio ser, o momento é, um dia, passar por lá...
10/05/2006
ser sexy
Há coisas estranhas....saí de manhã bem cedo, esta cidade ainda dormia, mas eu já precisava de um café...
O descanso de feriado estava no ar, mas eu não consegui dormir, comprei a visão e sentei-me no parque, entre um café curto, casais a discutir as praxes dos filhos recem entrados no ensino superior, e os desenvolvimentos da opa da pt e o nosso sistema nacional de saúde..
Dali saí para as compras, aproveitar o feriado e o tempo....que amanha vou para o norte...
Como de costume, mal entrei dirigi-me à secção dos livros, apesar da biblioteca não ser muito boa, dá sempre para espreitar e comprar umas coisitas a preço de saldo...
Ali estava eu, de fato de treino, com a carita de sono, e um tanto despenteada e fui andando corredor a baixo, foi então que encontrei em pleno inicio de manha de feriado, um rapaz, mais velho que eu, muito arranjado, com um daqueles perfumes que vai ficar por ali e pelos corredores limitrofes, agarrado a um livro azul...parei perto para espreitar o Velho e o Mar do Ernest Hemingway, que estava perdido ali, e assustado olhou-me, ficou corado, branco, atrapalhado, deixou cair o livro e olhou-me nos olhos, eu olhei para o chão, e a capa do livro azul dizia, COMO SER SEXY, foi mais forte que eu e sorri, desviei o olhar daquele jovem bem vestido e apresentado, que estava ali, diante de uma miuda, de fato de treino, despentada, de oculos de sol desajeitadamente postos na cabeça, cheia de vontade de lhe dizer, que ser sexy não tem receita, que não está nos livros.... Quis ter dito, olha põe esses braços para trás, olha para a frente e tira a cabeça do chão e vais ser mais sexy de certeza, mas era só a miuda de um feriado matinal, que se acha mais sexy assim, mal vestida, e que vai não tarda entrar no sue carro já velhito, e não traz as roupas de grif daquele rapaz topo de gama exteriormente, porque afinal eu sou só eu, que vou para casa entre as minhas compras e as minhas vontades, mas sem me preocupar com o quanto vou ter de ser sexy, para me agradar a mim e claro aos outros...
Confesso nestes dias sinto-me feliz com o nada que tenho, com o nada que sou, com aquilo que tenho oportunidade de viver...
Ele, este alguém que não conheço, mas motivou esta minha reflexão, corou, atrapalhou-se, provavelmente é assim no seu dia-a-dia...terá tudo,e provavelmnete acha que não tem o que o poderia fazer feliz, mas se continuar assim...não sei quando chegará o seu dia, aquele em que relamente passa por lá...
10/03/2006
...
Disse-me alguem, ou melhor o ninguém que por aqui anda, que sei por onde te vais escondendo, sei que caprichosamente arrastas para a frente e para tras tanta coisa. Sei tanto do que nao dizes, começo a saber o que queres dizer, o que vai ficando calado e o que sai assim dissimulado...que vou ouvindo digerindo e imaginando...
Desarma-me, se fores capaz, dá-me tudo, ou melhor diz-me tudo, leva-me à parde, fica entre mim e ela...sim, mas só se fores capaz, se tiveres coragem de o fazer até ao fim...de numa acentada conheceres o caminho todo, anda, devagar, parado, voa, fala, cala, mas passa...passa por lá...
Desarma-me, se fores capaz, dá-me tudo, ou melhor diz-me tudo, leva-me à parde, fica entre mim e ela...sim, mas só se fores capaz, se tiveres coragem de o fazer até ao fim...de numa acentada conheceres o caminho todo, anda, devagar, parado, voa, fala, cala, mas passa...passa por lá...
10/02/2006
tudo e nada
O tudo e o nada são simples pedaços, são estradas que resolvemos pintar de cores diferentes ou sem cores algumas, são migalhas de um passado, estilhaços de um qualquer presente e réstias de um futuro incerto...
Hoje, não te entendo, e não é porque me faltem as forças, não é porque me falte a vontade, não te endento porque não sei entender-te...
Entras e sais daqui, do que sou, vens como sempre de mansinho, com o sorriso e a malandrice de quem brinca em mim, de quem brinca ai...estás ausente da minha rotina, mas presente e onmipresente nesta minha vida, sabes tanto, quereres sempre saber mais, depois há ainda o que não perguntas, mas o que procuras saber...
Neste cruzamento ocasional de mim, de tim dos caminhos que teimam sempre a aproximar-nos sem nunca nos juntar, há uma princesa encantada, uma paixão, há gente apaixonada, depois há o pote das incertezas, da busca dissimulada, minha, tua, do que sou eu para ti...
As duvidas, o tudo que gostarias que te desse, que frontalmente te dissesse, o para ti que queres ouvir, vagueiam assim, levemente como a chuva que cai de manha sobre um qualquer mar salgado, enquanto não ouves, enquanto não digo, enquanto não sei, enquanto tu vives assim distante, enquanto eu vivo, disparo, enloqueço, sinto e recomeço, vai ficando este sem ti, a que nos habituámos, este sem ti que vamos escrevendo, este sem ti que todos os dias vai, vem, este que vai sendo tudo e que também sabe ser nada, mas constantemente passa por lá...
9/26/2006
sem ti...para ti...
sem ti a vida faz pouco sentido, nao sei se e por te amar ou ao mesmo tempo odiar, não sei se por te ter neste meu vazio, vou ficando assim...incuravelmente demente, demente de um amor, que é oco...por viver sem ti, sei k olhas p mim e ao memso tempo me ignoras, não sei o que é esse sentimento, se odio, se amor...-porque me finges ignorar, quando sei que há em ti um lugar p guardares o que eu sou...onde vais para ter meu colo, ou melhor para fugires dele, mais uma vez...
(helder leite e carolina)
para ti ha um nada e um tudo, guardado, há ainda a duvida em saber o que vais querer, há ainda o saber se vais querer, seja o que for...para ti há um eu escondido, um mar revolto, um eu que recuso porque sou sempre mais forte se o esconder, para ti tenho poucas palavras
que dirao o nada ou o tão pouco, que as vezes tanto quero...Passa por Lá
(helder leite e carolina)
para ti ha um nada e um tudo, guardado, há ainda a duvida em saber o que vais querer, há ainda o saber se vais querer, seja o que for...para ti há um eu escondido, um mar revolto, um eu que recuso porque sou sempre mais forte se o esconder, para ti tenho poucas palavras
que dirao o nada ou o tão pouco, que as vezes tanto quero...Passa por Lá
9/25/2006
mesa de café
Pois é, as mesas de café são como todas as palavras que não dizemos…são as caixas fechadas de tantos nós, de tantas pessoas que não vejo, não imagino e não conheço.
Hoje é domingo e desisti de uma viagem (mesmo estando cheia de vontade de a fazer), daquelas que estão marcadas há muito, mas que por força de uma data pouco definida, vão ficando por acontecer… Entre um amontuado pequeno de roupa, um banho de imersão e uma pequena caminhada estou agora aqui.
A chávena de café acompanha-me e o seu travo está preso à minha boca, café curto, amargo, tal como eu gosto…
Analisei uns 20 currículos, talvez mais, vi pequenas mulheres, novinhas rodeadas dos seus filhos ainda bebés através da janela do café e ouvi o barulho do vento que aqui é terrível e comum.
E na mesa de café, nesta que poderia ser qualquer outra, ainda consegui arranjar tempo e lugar para escrever, soltar uma amarra de mim, ou melhor mais uma, consegui com palavras pensar sobre o meu dia e tudo isto porque me apetece gravar no papel, que nesta simples mesa consigo ter-te, estás aqui, ao lado da chávena do café, entraste pelo gosto na minha boca, e afinal não tenho hoje de te pedir, passa por lá…
Hoje é domingo e desisti de uma viagem (mesmo estando cheia de vontade de a fazer), daquelas que estão marcadas há muito, mas que por força de uma data pouco definida, vão ficando por acontecer… Entre um amontuado pequeno de roupa, um banho de imersão e uma pequena caminhada estou agora aqui.
A chávena de café acompanha-me e o seu travo está preso à minha boca, café curto, amargo, tal como eu gosto…
Analisei uns 20 currículos, talvez mais, vi pequenas mulheres, novinhas rodeadas dos seus filhos ainda bebés através da janela do café e ouvi o barulho do vento que aqui é terrível e comum.
E na mesa de café, nesta que poderia ser qualquer outra, ainda consegui arranjar tempo e lugar para escrever, soltar uma amarra de mim, ou melhor mais uma, consegui com palavras pensar sobre o meu dia e tudo isto porque me apetece gravar no papel, que nesta simples mesa consigo ter-te, estás aqui, ao lado da chávena do café, entraste pelo gosto na minha boca, e afinal não tenho hoje de te pedir, passa por lá…
experiencia
Não sei que parte te hei-de dar...não sei como se dá o que não se explica, o que não se vê, e o que não se sabe, por se ir sabendo.. .”talvez descobrindo uma parte de mim, vás sabendo explicar o que nao se vê...”
Ficam difíceis as razões, ou melhor os motivos que não existem, as palavras que não se vêem, as descobertas que não surgem e tudo mais, que hoje se resume no teu dizer: isto não vai lá…
Ficam difíceis as razões, ou melhor os motivos que não existem, as palavras que não se vêem, as descobertas que não surgem e tudo mais, que hoje se resume no teu dizer: isto não vai lá…
(Carolina e Helder Leite)
"amar não é sentir aquilo que queremos sentir, mas sentir aquilo que sentimos sem querer"
Helder Leite
Não vou comentar para não alterar a ideia, a filosofia, para não mexer nem invadir o que alguem sente, não tenho esse direito...
Concordo, o amor vem e é como tudo o que não sabemos, e por isso acrescento à ideia, amar é simplesmente amar, pegar no que sem querer se sente e fazer a viagem e naturalmente passar por lá...
9/07/2006
impossibilidades, eu sei...
os dias não são todos iguais, então o espaço reservado ao sono é sempre tão vasto, enorme e atrofiante, ou quem sabe doce e terno…podes dormir, podes correr maratonas sem saíres da tua cama tentando vencer as insónias, podes ter um sono profundo doloroso de sonhos e podes acordar com vontades estranhas…
acordei, como quem acorda todos os dias encaixada numa rotina, pronta para lentamente despertar e com coragem largar a esperança dos meus lençóis, mas acordei com vontade de preencher todos os buracos vazios que foram ficando para trás à minha passagem, acordei disposta a pagar pelos meus erros, a sentir na pele tudo o que ficou por ser sentido, falado, escrito… e isto é como quem diz, acordei para mais um dia, e vou ali viver tudo de novo outra vez...
queria ter em mim poder para tal mas não tenho, queria enfeitiçar-me de vez e ir por aí numa letargia tal que me deixasse imune ao sofrimento e hipersensível à felicidade! rodera-me do bom do melhor, e dar aos outros a felicidade que tanto buscam.
impossibilidades eu sei, vontades minhas,coisas minhas, tão iguais às de tantos, os outros...
voltas que dei e voltas que ficaram por dar, passeios eternos escondidos nos medos, nas falsas esperanças e ainda numa escuridão, aquela que assino como ninguém por ser exclusiva da minha mente e me deixa presa algures e às vezes a alguém, que está ali uma vez e outra, mas nunca, nunca mais passa por lá…
acordei, como quem acorda todos os dias encaixada numa rotina, pronta para lentamente despertar e com coragem largar a esperança dos meus lençóis, mas acordei com vontade de preencher todos os buracos vazios que foram ficando para trás à minha passagem, acordei disposta a pagar pelos meus erros, a sentir na pele tudo o que ficou por ser sentido, falado, escrito… e isto é como quem diz, acordei para mais um dia, e vou ali viver tudo de novo outra vez...
queria ter em mim poder para tal mas não tenho, queria enfeitiçar-me de vez e ir por aí numa letargia tal que me deixasse imune ao sofrimento e hipersensível à felicidade! rodera-me do bom do melhor, e dar aos outros a felicidade que tanto buscam.
impossibilidades eu sei, vontades minhas,coisas minhas, tão iguais às de tantos, os outros...
voltas que dei e voltas que ficaram por dar, passeios eternos escondidos nos medos, nas falsas esperanças e ainda numa escuridão, aquela que assino como ninguém por ser exclusiva da minha mente e me deixa presa algures e às vezes a alguém, que está ali uma vez e outra, mas nunca, nunca mais passa por lá…
9/01/2006
Dorme comigo hoje
Dorme comigo hoje…
Vem, vem cair num sono comum só hoje…só por esta noite, que nem está frio, que nem é de Inverno. Vem, vem dormir, partilhar o leito, as minhas almofadas e o fresco dos meus lençóis verdes…
Não, não quero o teu corpo, nem o calor que ele já me deu, não quero três horas do teu tempo, o tempo da nossa existência. Não quero a cura de todos os chamamentos físicos, não me quero entender contigo entre as paredes e o edredão.
Quero-te a ti, por instante aquele em que te deitas ali para e só dormir, em que a tua mão toca na minha barriga, em que o teu beijo não é na minha boca mas sim na minha cabeça, quero o teu colo a abrigar-me e não a alvoraçar-me, quero dormir e só dormir…
Achas que posso esperar, achas que vens, hoje, amanhã, nunca? Achas que ainda dá e uma noite destas passas por lá?
Vem, vem cair num sono comum só hoje…só por esta noite, que nem está frio, que nem é de Inverno. Vem, vem dormir, partilhar o leito, as minhas almofadas e o fresco dos meus lençóis verdes…
Não, não quero o teu corpo, nem o calor que ele já me deu, não quero três horas do teu tempo, o tempo da nossa existência. Não quero a cura de todos os chamamentos físicos, não me quero entender contigo entre as paredes e o edredão.
Quero-te a ti, por instante aquele em que te deitas ali para e só dormir, em que a tua mão toca na minha barriga, em que o teu beijo não é na minha boca mas sim na minha cabeça, quero o teu colo a abrigar-me e não a alvoraçar-me, quero dormir e só dormir…
Achas que posso esperar, achas que vens, hoje, amanhã, nunca? Achas que ainda dá e uma noite destas passas por lá?
não queiras
Não queiras chorar como eu, sabes, as tuas lágrimas não terão o mesmo sabor das que correm da retina do meu olho ao canto daquele meu lábio, que de quando em vez as consome.
No teu ouvido, o teu choro será sempre diferente, tão diferente como o meu, que só é chorado por mim.
Não queiras sorrir no mundo se ainda não sabes sorrir com ele, não me importava de te ensinar mas o medo e o tempo ensinaram-me que é melhor aprenderes sozinho e que eu afinal sei pouco para te ensinar a ti. Lembra-te só que se não te puseres nesta existência dos outros assumindo a tua vontade os teus caminhos vão encruzilhar-se a cada segundo e nunca mais encontras a verdadeira espiral do teu tempo.
Não queiras esquecer tudo, é muita audácia fazer assim, guarda os pedaços, os sonhos, as mágoas, guarda-os para ti, em ti, porque tudo o que flutua por aí pronto para se arrumar são as linhas da nossa história.
Deixa o tempo passar, olha para ele com frescura, não queiras aprender a viver depressa o que sabes que tem de acontecer devagar; voa com as asas e com as mãos, voa sentado, parado, quieto, voa e pronto. Se sofreres, se caíres não desistas, podes sempre começar de novo, ou começar dali, podes não fazer nada e fugir para o pranto, mas não negues o depois.
Faz tudo torto que vais ver que não tarda o tudo se endireita e depois sorri, olha as tuas mãos imagina as minhas e perceberás porque é que elas não falam nunca, perceberás que são para ti estas palavras que lês, porque quero que saibas que te quero, umas vezes mais, outras com mais força e outras com muita ausência, te quero sempre bem…
No teu ouvido, o teu choro será sempre diferente, tão diferente como o meu, que só é chorado por mim.
Não queiras sorrir no mundo se ainda não sabes sorrir com ele, não me importava de te ensinar mas o medo e o tempo ensinaram-me que é melhor aprenderes sozinho e que eu afinal sei pouco para te ensinar a ti. Lembra-te só que se não te puseres nesta existência dos outros assumindo a tua vontade os teus caminhos vão encruzilhar-se a cada segundo e nunca mais encontras a verdadeira espiral do teu tempo.
Não queiras esquecer tudo, é muita audácia fazer assim, guarda os pedaços, os sonhos, as mágoas, guarda-os para ti, em ti, porque tudo o que flutua por aí pronto para se arrumar são as linhas da nossa história.
Deixa o tempo passar, olha para ele com frescura, não queiras aprender a viver depressa o que sabes que tem de acontecer devagar; voa com as asas e com as mãos, voa sentado, parado, quieto, voa e pronto. Se sofreres, se caíres não desistas, podes sempre começar de novo, ou começar dali, podes não fazer nada e fugir para o pranto, mas não negues o depois.
Faz tudo torto que vais ver que não tarda o tudo se endireita e depois sorri, olha as tuas mãos imagina as minhas e perceberás porque é que elas não falam nunca, perceberás que são para ti estas palavras que lês, porque quero que saibas que te quero, umas vezes mais, outras com mais força e outras com muita ausência, te quero sempre bem…
8/09/2006
noites
Está escuro. As noites transforamaram-se em infernos abrasadores mas escuros, uma vez por outra a lua redonda e bela quebra a ousadia da noite abafada e quente, e torna-a mais leve.
Tenho dado imensas voltas para dormir, tenho sentido como é dificil viver rodeada de insónias, pois a noite torna-se escuramente longa e ficamos ali, presos na sua longividade e em tudo o que ela consegue encerrar; sem dormir somos levados para a frente e para traz numa linha que sem sair do papel nos transporta para qualquer palmo de lugar...
Nos ultimos tempos parei nessas noites, os dias de luz e sol começaram a resumir-se nas esperas, na busca da brisa que teima em chegar e que não vence o subir abrupto das temperaturas.
Nas noites que passo, tenho ficado louca, transformo-me numa mulher psicótica que fala para si e que vai mais longe pois fala consigo, falando para fora, para um tu que não está fisicamente por ali mas que se materializa no mundo de uma forma qualquer...
Sussurro murmurios e palavras longas de som melancólico e as vezes sussuro os doces momentos que forma no tempo uma partilha...e ai falo contigo...
Não perguntes entre os teus pensamentos e as tuas poucas palavras como estou, não o faças e não ouses tentar descobrir, não me peças para não ficar presa, nem para desamarrar correntes pois elas são os algos que tenho aqui e agora a puxar pelas linhas que me levarão em frente e no agora que está para vir me poderão oferecer o que agora não posso pedir!Não deixes que a banalidade de um qualquer momento de relação igual e comum estrague o singular que um dia tivemos e não soubemos manter, porque os dias resolveram ficar maiores que as noites e porque fugimos ao já que chegava depressa...
Não falemos mais do que passou, e guardemos o que já não passa, o que foi sem explicação e que se resume na palavra momento...não o voltemos a pedir, não o voltemos a olhar; o ar que passa por aqui agora e parece parado vai de certo dizer amanha se algum de nós mais uma vez...na solidão ou na cumplicidade do que pode ser duo, ousa repetir e, num instante veloz, tranversal, lento ou simplesmente único passa por lá..
6/02/2006
sorrir
É tão importante sorrir, e ontem não consegui...aliás, nem ontem, nem hoje, nem antes de ontem...
Eu sei que vou sorrir, sei que vou voltar a sorrir...
Mas anda algo por aí algo a sugar-me a energia, a levar-me os sonhos e as expectativas para longe, a levar-me o que em tempo me fazia saltar, pular, andar por aí, como uma borboleta enorme e colorida...
Tenho chorado, muito, talvez comece a entender a importância que tem o facto de se saber estar sozinho, sozinho, para ultrapassar tudo, sem aquele ombro, aquele ouvinte a meio da noite, ou melhor de todas aquelas noites...
E assim, estou por aqui, naquele tempo, em que ninguém passa e alguém passa, sim porque podes não ser tu, mas ele, um dia passa, Passa Por lá...
Quando a ti, sim, tu, olha, anda, porque é sempre o que fazes, só não andes comigo, para frente e para trás, porque enjoo!!!
Eu sei que vou sorrir, sei que vou voltar a sorrir...
Mas anda algo por aí algo a sugar-me a energia, a levar-me os sonhos e as expectativas para longe, a levar-me o que em tempo me fazia saltar, pular, andar por aí, como uma borboleta enorme e colorida...
Tenho chorado, muito, talvez comece a entender a importância que tem o facto de se saber estar sozinho, sozinho, para ultrapassar tudo, sem aquele ombro, aquele ouvinte a meio da noite, ou melhor de todas aquelas noites...
E assim, estou por aqui, naquele tempo, em que ninguém passa e alguém passa, sim porque podes não ser tu, mas ele, um dia passa, Passa Por lá...
Quando a ti, sim, tu, olha, anda, porque é sempre o que fazes, só não andes comigo, para frente e para trás, porque enjoo!!!
5/31/2006
voltaste
Voltaste ao caminho, voltas-te a fazer-me sentir cada passo que tem de se dar até lá...
Confesso-te que já não esperava, que fiquei meia atordoada com tal aparição...
Devagarinho fui de novo buscar tudo, o cheiro imaginado, o suor de um corpo que nunca senti e o sorriso que nunca vi, mas ouvi...as palavras e as vontades, tudo ficou mais leve, mais fresco, mais meu outra vez...
É incrivel como o tempo passa e torna uma história tão maior e como há coisas que permanecem, como sei ir lá, como sei chegar-te a mim, mesmo que isso sejam só recordações...
Ainda bem que falaste, ainda bem que de novo, fica no ar a possibilidade de um dia quebrarmos barreiras e finalmente nos encontrarmos pelo olhar...e aí quem sabe juntos, não matamos a charada e finalemente, passamos por lá...
Confesso-te que já não esperava, que fiquei meia atordoada com tal aparição...
Devagarinho fui de novo buscar tudo, o cheiro imaginado, o suor de um corpo que nunca senti e o sorriso que nunca vi, mas ouvi...as palavras e as vontades, tudo ficou mais leve, mais fresco, mais meu outra vez...
É incrivel como o tempo passa e torna uma história tão maior e como há coisas que permanecem, como sei ir lá, como sei chegar-te a mim, mesmo que isso sejam só recordações...
Ainda bem que falaste, ainda bem que de novo, fica no ar a possibilidade de um dia quebrarmos barreiras e finalmente nos encontrarmos pelo olhar...e aí quem sabe juntos, não matamos a charada e finalemente, passamos por lá...
5/25/2006
Esquece
"Esqueça se ele não te ama,
Esqueça se ele não quer,
Não chore mais,
Não sofra assim,
Porque eu posso te dar amor sem fim,
Ele não pensa em querer-te,
Te faz sofrer e até chorar
….
Não chore mais, vem para mim
Vem não pense, não sofra, não chore mais meu bem!"
Esquece se não há nada para esquecer, esquece porque não terás alguém a recordar-te…
Andar para a frente sim…andar p frente porque está sempre alguém no caminho, porque acredito, que está alguém à espera que eu Passe Por Lá…
Esqueça se ele não quer,
Não chore mais,
Não sofra assim,
Porque eu posso te dar amor sem fim,
Ele não pensa em querer-te,
Te faz sofrer e até chorar
….
Não chore mais, vem para mim
Vem não pense, não sofra, não chore mais meu bem!"
Esquece se não há nada para esquecer, esquece porque não terás alguém a recordar-te…
Andar para a frente sim…andar p frente porque está sempre alguém no caminho, porque acredito, que está alguém à espera que eu Passe Por Lá…
5/15/2006
Não somos nós aqueles que passam, e que por ali ficam na esperança de agarrar o tempo, segurar os dias, e prender a nós, aquela sensação de não querer ir com eles!
Não somos nós o sonho? Esse também não passa pelo sono de uma qualquer noite fria??? Não será por vezes doce como doce é o sabor que auardo sentir na minha boca num outro qualquer dia??
Nem perto nem distante se consegue explicar o tempo, se consegue agarrar o vento numa pequena caixa de musica e pedir-lhe que ela passe a assobiar em vez de tocar. Provavelmente a bailarina não dansava mais, e depois morria...ou talvez não, porque simplesmente não vive para morrer..
Hoje vivo para o tempo, não para o tempo que passa mas para o tempo que chega...espero estar aqui quando ele chegar, espero ver-te por lá...
Enquanto o futuro não chega, enquanto o mar não pára de se enrolar, enquanto não vejo as nuvens azuis e o pensamento a ganhar angulos e contornos geométricos, vou ficando pela janela, vou espreitando por ela, que me mostra o jardim e vou pensando... que se respira por aí, que se vive um e outro momento tão diferente de qualquer um a que chamo meu, que até o relogio é outro, embora o tempo esse seja o mesmo, mas mascarado de dia e de noite, em diferente lugares...
E depois de pensar tudo isto, mais uma vez sinto que no entanto há sempre o dia que passa e há também uma grande bola de momentos que nos afogam de felicidade para depois nos desidratarem de sofrimento... mas há ainda mais, muito mais, há quem não desista, e uma e outra vez lá vai e se senta, e ali fica, enquanto ele não chega e não "Passa Por Lá..."
5/01/2006
eles
Reparei que a simplicidade das coisas se esconde em pontos tão pequenos que acaba por se tornar tão complexa, como qualquer imensidão ...
Senti, no entanto que, talvez por isso, somos tão mais felizes quando se alinham perante nós um ou dois desses pontos.!
O gesto pequeno de sorrir, de dar a mão, de voar por ali, olhar lá de cima e avista uma e outra casa mais pequena, de gritar bem alto e de fazer isto tudo na surpresa do momento é antes de ser feliz, um estar feliz...
Sim hoje passei por lá, e foi demais... Passei sem precisar de ti, do outro, ou de qualquer um, passei por lá, e foi assim... um misto de som, de vozes e até de gritos, subi, desci, comtemplei, foi uma simples caminhada, com tantas paragens. Gravei cada momento na eteridade da criança que há em mim, e na inocência que tinha prazeirosamente por perto...
Passei por lá, e nem sei como digo isto assim, está facil de dizer...e lá é tão bom!!
Tive beijos, abraços e foram todos meus; mas não, não foram todos para mim...
Passei por lá, e ao contrário de todas as vezes em que me fiz à estrada, escolhi não ir sozinha...
Não penses nada, sim, sei o que pensas! Fui com o amor, fui com a ternura...com o mimo e o cheiro que mais gosto, fui com alguém que cheira a mim e não sou eu; espera, não é o que pensas, não fui com um simples alguém...Fui com Eles!!
Passei por lá, e descobri que, afinal, sempre que eles estão comigo...o meu eu "Passa Por Lá...
Longe
Não sei onde é, onde fica, afinal o longe é sempre longe!
Não sei como é o perto, acho que ando por lá algumas vezes...
Como eu própria vejo, nada é como sabemos, o próprio mundo é a mudança em estado bruto, que a bruto se transforma...o segundo seguinte, aumenta a distância ao que passou ao mesmo tempo que diminui a distância do que está para vir, e o mundo é assim...a espera do tempo que passa, a distância do hoje para o amanhã; e depois, ainda todas aquelas coisas que ficam longe...
Tive de sair, sim, libertar-me desse espaço que não me mostra o passado mas também me distancía abrutamente de um futuro, porque ousa negar-lhe a existência...
Mas longe do teu olhar, do conforto do teu colo, da trajectória do ar que se partilha num cubo de betão qualquer, senti o peso de uma distância diferente.
Estava ali, longe, longe do teu cheiro; os meus olhos que subtilmente te escondem o que vejo, o pensam que o fazem, estavam postos num nada qualquer; a minha pessoa estava longe da tua figura e distante do teu percurso, e tudo isto por vontade, opção, necessidade... porque de súbito se alojou em mim um desejo de reflecção, ou quem sabe de paragem...parar para te sentir longe, para que não fossem os centimetros a separar o teu caminho do meu, mas sim uma unidade invisivelmente maior, por não poder ser imaginada sequer...
Foi ali, onde o vento que passa é diferente, onde até o ruido dos dias sabe a pouco, que me apercebi que fui para longe, para te ter cá por dentro, só e simplesmente mais perto do que nunca... e depois, depois voltar...
Não sei como é o perto, acho que ando por lá algumas vezes...
Como eu própria vejo, nada é como sabemos, o próprio mundo é a mudança em estado bruto, que a bruto se transforma...o segundo seguinte, aumenta a distância ao que passou ao mesmo tempo que diminui a distância do que está para vir, e o mundo é assim...a espera do tempo que passa, a distância do hoje para o amanhã; e depois, ainda todas aquelas coisas que ficam longe...
Tive de sair, sim, libertar-me desse espaço que não me mostra o passado mas também me distancía abrutamente de um futuro, porque ousa negar-lhe a existência...
Mas longe do teu olhar, do conforto do teu colo, da trajectória do ar que se partilha num cubo de betão qualquer, senti o peso de uma distância diferente.
Estava ali, longe, longe do teu cheiro; os meus olhos que subtilmente te escondem o que vejo, o pensam que o fazem, estavam postos num nada qualquer; a minha pessoa estava longe da tua figura e distante do teu percurso, e tudo isto por vontade, opção, necessidade... porque de súbito se alojou em mim um desejo de reflecção, ou quem sabe de paragem...parar para te sentir longe, para que não fossem os centimetros a separar o teu caminho do meu, mas sim uma unidade invisivelmente maior, por não poder ser imaginada sequer...
Foi ali, onde o vento que passa é diferente, onde até o ruido dos dias sabe a pouco, que me apercebi que fui para longe, para te ter cá por dentro, só e simplesmente mais perto do que nunca... e depois, depois voltar...
Assustada, sim, atordoada, sei lá, um emaranhado de tantas espirais passam por aqui, por este lugar que não é lá e me mostram que a distância pode ser mais amarga quando estamos perto, e que o longe esse, depende de nós...e tão cegamente do nosso coração...
Que digo??!!!
Onde andarei eu com a cabeça ?...
Ai, (!!) parece-me que anda longe donde eu queria que andasse, mas parece que não anda longe do que no fundo (sou e) quero para o meu caminho...
4/29/2006
Uma forma de ser, eu!
Na forma diferente de seres tu,
Na doçura de um magoar intenso
Fui ficando doente...
Sim, foi ao analisar,
Ao impor no meu mais profundo id
Uma pulsão dinâmica
que o meu ego se recusou esquecer (-te).
És muito mais que olhar o espelho.
És o descobrir dia após dia,
Que a noite é tão fria
Como quente é o teu peito;
Que a alegria positiva de respirar
é a forma inata de uma mutação constante,
que o circulo completa o passado...
e tudo mais.
Hoje estou doente,
Pois foi no ébrio mais louco
de tudo o que me habita
que descobri...
És senão mais que o sintoma de uma dor
E a cura de uma doença...
que vou tendo eternamente.
No entanto,
esta minha enfermidade
esta minha enfermidade
e chaga intensa,
foi a simples descoberta
De me sentir - Amada!!
De me sentir - Amada!!
Para vires então curar-me da paixão
Tu, que és outro,
Terás de olhos abertos
Apertar teu coração, tocares o meu
E simplesmente pelo que sou...
Dizeres: "amo-te"...
4/16/2006
Ainda vou ganhar...
Um dia, quem sabe, agora, já, ainda ganho, ainda vou ganhar, ainda consigo...
Umas vezes parece tão possivel, tantas quantas me parece impensavel...umas vezes parece que se virar a minha cabeça, um pouco que seja, vou ter nas mãos o que quero ganhar, mas outras aparecem muros, montanhas, todo o tipo de barreiras, e fica lá muito distante o que almejo para mim...
Umas vezes parece tão possivel, tantas quantas me parece impensavel...umas vezes parece que se virar a minha cabeça, um pouco que seja, vou ter nas mãos o que quero ganhar, mas outras aparecem muros, montanhas, todo o tipo de barreiras, e fica lá muito distante o que almejo para mim...
Confesso, não sei o caminha até lá, mas gostava de o saber, não assim, de um instante para o outro, mas devagar, devagarinho, para sentir o gosto de cada descoberta, gostava que o tempo fosse uma escola, pronta a ensinar-me como ganhar, como chegar e conseguir...
Acredita, quando falo em ganhar, não me refiro, ao que se obtém para beneficio exclusivo, queria ganhar, sim, mas para poder partilhar, todas, aquelas coisas que só partilhadas fazem sentido...queria ganhar para dar, o pouco e o muito, o melhor, mas também o pior de mim, queria ganhar, para sonhar, rir e chorar, para me entregar em alguns momentos de cabeça e noutros me fechar no que é só meu, e do qual nunca consigo abdicar!
Um Dia, quem sabe, ainda vou ganhar...não tenho pensado muito nisso, mas hoje, mais que nunca pensei. Não vou, começar agora a questionar porque isto está a acontecer, não vou parar o tempo, a vida e os meus dias, procurando as razões, correndo o risco de encontrar angústias pelo caminho....não me vou entregar a uma caminho sinuoso, só porque hoje sonhei ganhar...
Talvez um dia ganhe, talvez um dia, te ganhe, um dia, quem sabe, ainda vou ganhar, e aí, não sou eu, nem tu, é a vitória, mas não a minha, que Passa Por Lá...
4/14/2006
As flores de plástico não morrem.
As flores de plástico não morrem, não secam, não murcham.
Mas também não cheiram, não respiram, não pedem de beber, não vivem.
As flores de plástico serão eternas? Não sei, ao eterno não se responde.
As flores de plástico, são assim plástico, podes tê-las onde quiseres, levá-las contigo, elas não mudam, não desabrocham, não ganham, mas também não perdem.
São simples demais, ou talvez complexas, um misto de beleza duradoura, ânsia do seu eterno esplendor, com o pó que fica sobre elas!
- Se olhares sempre para elas, não ficarás cansado?
- Se elas forem sempre plástico, não deixaram de ser flores para ser mero objecto de adorno de outra beleza qualquer?
As flores de plástico, lembram-me um "Tu" que conheço, mora e vive por aí. Um tu que nunca vai a lado nenhum, um tu nunca perco, mas Também nunca o tenho...
Ás vezes o meu eu cruza-se com ele, é perfeito e rápido, olhamos para o que é, que ali fica, e não passa dali, como o plástico das flores que não morrem. Pelo menos até ao dia em que as tiramos do seu lugar, se partem, as colocamos no armário ou até mesmo no lixo.
Ás vezes o meu eu cruza-se com ele, é perfeito e rápido, olhamos para o que é, que ali fica, e não passa dali, como o plástico das flores que não morrem. Pelo menos até ao dia em que as tiramos do seu lugar, se partem, as colocamos no armário ou até mesmo no lixo.
Depois, olho pela janela e vejo flores, muitas flores em todos os lugares, por ali e por aqui, e também por lá. Sinto cheiros doces e muito fortes, brisas florais que o vento traz, vejo flores, frágeis ao toque, leves e frescas,, vivas, esqueço o plástico, e gira a vida em ciclo normal, a das flores e a minha.
Entre a dinâmica dos dias e a simplicidade das lembranças, há flores a nascer.
Entre a dinâmica dos dias e a simplicidade das lembranças, há flores a nascer.
Como serão as flores daquele lugar, como serias tu, se não me fizesses lembrar as flores de plástico, como serias tu, se olhasse em teus olhos e mostrasse o que eu, realmente vejo, como serias tu, e a tua imagem, não a do presente, mas, aquela que talvez pudesses ser na ousadia de outro tempo qualquer?
#PassaPorLá
#PassaPorLá
4/10/2006
De mansinho!

Voltou… pisou levemente este ar que respiro, eu senti!
Foi estranho, um doce amargo, um pesadelo meio sonho inquieto mas calmo.
Tanta ausência me fez estranhar a sua presente presença…
Porquê agora?
Agora que o meu mundo anda louco de um lado para o outro, na incerteza de ter onde pousar, agora que tenho de deixar as minhas asas pousar não onde melhor estaria, mas de certo onde vou estar melhor? Porquê?
Tanto tempo, sim um tempo imenso, tiveste todo ele, para ir, voltar e regressar, e eu por lá, nunca te assombrei!
Não sei que dizer, muito menos o que pensar. Não sei as razões, e confesso que me custa a acreditar que tenhas sido mesmo tu. Não por que a sombra não me parecesse tua, mas porque os meus olhos estavam há muito desenganados, da tua passagem real por lá, e viviam nas margens de uma utopia na iminência de acontecer, só no mundo do sonho!!!
Acho melhor não fazer perguntas, não dizer muito mais do que já disse. Afinal pisaste o chão tão de mansinho, que não quero partir algo que poderá ser frágil. Não sei bem o que posso eu querer agora, mas se soubesse não o diria hoje…
O que vou fazer, por este tempo que se avizinha, é retomar uma velha rotina, vou voltar à caminhada, mas vou começar de mansinho, não quero assustar.
Quem sabe não ganha coragem, e mais ou menos de mansinho, regressa e “Passa Por Lá…”
Foi estranho, um doce amargo, um pesadelo meio sonho inquieto mas calmo.
Tanta ausência me fez estranhar a sua presente presença…
Porquê agora?
Agora que o meu mundo anda louco de um lado para o outro, na incerteza de ter onde pousar, agora que tenho de deixar as minhas asas pousar não onde melhor estaria, mas de certo onde vou estar melhor? Porquê?
Tanto tempo, sim um tempo imenso, tiveste todo ele, para ir, voltar e regressar, e eu por lá, nunca te assombrei!
Não sei que dizer, muito menos o que pensar. Não sei as razões, e confesso que me custa a acreditar que tenhas sido mesmo tu. Não por que a sombra não me parecesse tua, mas porque os meus olhos estavam há muito desenganados, da tua passagem real por lá, e viviam nas margens de uma utopia na iminência de acontecer, só no mundo do sonho!!!
Acho melhor não fazer perguntas, não dizer muito mais do que já disse. Afinal pisaste o chão tão de mansinho, que não quero partir algo que poderá ser frágil. Não sei bem o que posso eu querer agora, mas se soubesse não o diria hoje…
O que vou fazer, por este tempo que se avizinha, é retomar uma velha rotina, vou voltar à caminhada, mas vou começar de mansinho, não quero assustar.
Quem sabe não ganha coragem, e mais ou menos de mansinho, regressa e “Passa Por Lá…”
...
Esquecer não é apagar…
Apagar não é deixar para trás…
Deixar para trás não é seguir em frente…
Querer por querer não faz sentido…
Não faz sentido esquecer o que se quer lembrar…
Lembrar dói, quando não chega para viver…
Viver é tudo,
Mesmo que o sol não brilhe,
Mesmo que caia do céu um abismo de nuvens negras…
Viver sou eu…
E eu, sou a soma de um nada com um tudo…
Sou o produto do que há para esquecer,
Mais o que há para apagar,
O que há para deixar para trás…
Sou aquilo que quero, mais o que quero lembrar…
Sou o que me faz doer…
Mas sou mais,
Sou ainda o que me faz seguir em frente!
Apagar não é deixar para trás…
Deixar para trás não é seguir em frente…
Querer por querer não faz sentido…
Não faz sentido esquecer o que se quer lembrar…
Lembrar dói, quando não chega para viver…
Viver é tudo,
Mesmo que o sol não brilhe,
Mesmo que caia do céu um abismo de nuvens negras…
Viver sou eu…
E eu, sou a soma de um nada com um tudo…
Sou o produto do que há para esquecer,
Mais o que há para apagar,
O que há para deixar para trás…
Sou aquilo que quero, mais o que quero lembrar…
Sou o que me faz doer…
Mas sou mais,
Sou ainda o que me faz seguir em frente!
4/01/2006
Apaixonada eu?!!!...

Num dia qualquer, para ser sincera, sei qual, mas não me apetece lembrar ,com certeza, qual foi, surgiu o assunto...
Não dei conta de ele vir à tona, ou se dei, mergulhei de cabeça no mar que me rodeva e escondi-me no momento...
Não sei se perguntaste, ou se simplesmente afirmaste, mas foste dizendo como quem dizia um natural bom dia...que eu estava apaixonada...
Não dei conta de ele vir à tona, ou se dei, mergulhei de cabeça no mar que me rodeva e escondi-me no momento...
Não sei se perguntaste, ou se simplesmente afirmaste, mas foste dizendo como quem dizia um natural bom dia...que eu estava apaixonada...
Foste dizendo e mudando aquele agora...que estava tão bem...
Não importa o que eu disse, nem a resposta que eu dei...
O que realmente importa, é que depois...tudo mudou.
Não importa o que eu disse, nem a resposta que eu dei...
O que realmente importa, é que depois...tudo mudou.
O minha expressão, o meu humor, o meu sorriso, e tu, até tu mudaste...
Fiquei parada, sentia o tempo a andar e eu ali estagnada, não passava por nada, e não deixava nada passar por mim. Os sonhos, nem esses voltaram a acontecer, afinal, na minha cabeça instalou-se o baralho da confusão, do tumulto, não senti que fosse por tudo, mas sim pelo nada.
Aquela palavra, simples, fez-me pensar tanto...fez-me sentir revoltada, estranha comigo, de mal com o mundo, irritada com o que vejo ao espelho, ou melhor com o que ele não mostra.
Fiquei parada, sentia o tempo a andar e eu ali estagnada, não passava por nada, e não deixava nada passar por mim. Os sonhos, nem esses voltaram a acontecer, afinal, na minha cabeça instalou-se o baralho da confusão, do tumulto, não senti que fosse por tudo, mas sim pelo nada.
Aquela palavra, simples, fez-me pensar tanto...fez-me sentir revoltada, estranha comigo, de mal com o mundo, irritada com o que vejo ao espelho, ou melhor com o que ele não mostra.
Será crime, não me querer sentir apaixonda? Negar a mim esse sentir?
Eu sempre vou acreditar no amor...Mas,agora, porquê agora(?)....Agora não!
Parei já algum tempo, a caminhada até lá, ao meu lugar, criado e desejado por mim, pelo que sou, pelos meus sentimentos. Disse a mim mesma que não, que não quero os sentimentos a emergir agora, neste pedaço de tempo em que realmente vivo, nesta data da minha existência... Lá no fundo sei que não controlo tudo e muito menos o que não vejo, embora saiba que está por aí e me pode apanhar, tão facilmente, como a qualquer outro mortal, fui sussurrando ao meu eu, que ía ser assim...
Rejeitei passar por lá...uma e outra vez como fazia sempre.
O certo é que até agora, a sensação de calma, de paz e de harmonia, estava dentro de mim; porque terá passado...
Apaixonda EU?!, não quero responder, e quando digo isto, não falo da resposta que te dava a ti, ao mundo, aos outros...não quero Eu, saber a resposta...
Se estiver, não é importante, afinal, tenho fugido aos sentimentos, a essas caminhadas até lá..
Se não estiver, não tem mal, a tempestade sempre passa, e logo me vou sentir enquadrada por ai...
Parei já algum tempo, a caminhada até lá, ao meu lugar, criado e desejado por mim, pelo que sou, pelos meus sentimentos. Disse a mim mesma que não, que não quero os sentimentos a emergir agora, neste pedaço de tempo em que realmente vivo, nesta data da minha existência... Lá no fundo sei que não controlo tudo e muito menos o que não vejo, embora saiba que está por aí e me pode apanhar, tão facilmente, como a qualquer outro mortal, fui sussurrando ao meu eu, que ía ser assim...
Rejeitei passar por lá...uma e outra vez como fazia sempre.
O certo é que até agora, a sensação de calma, de paz e de harmonia, estava dentro de mim; porque terá passado...
Apaixonda EU?!, não quero responder, e quando digo isto, não falo da resposta que te dava a ti, ao mundo, aos outros...não quero Eu, saber a resposta...
Se estiver, não é importante, afinal, tenho fugido aos sentimentos, a essas caminhadas até lá..
Se não estiver, não tem mal, a tempestade sempre passa, e logo me vou sentir enquadrada por ai...
No final de todas estas palavras o que importa, é que estou bem, os momentos felizes que me dão, confortam-me, não me são tudo, mas dão um pouco do que peço, então porquê mudar isso?!
Não serei melhor, nem pior, serei só algúem, que não quer saber se sente falta de se apiaxonar ou não, mas que eternamente vai gostar, como qualquer outro ego, que se apaixonem por ela...
Por enquanto a dúvida, essa vai continuar, e a resposta, essa só se vai saber quando o tempo trouxer a vontade de ir (outra vez), e trouxer de volta o sonho, aquele que lhe pede: "Passa Por Lá"!!
Por enquanto a dúvida, essa vai continuar, e a resposta, essa só se vai saber quando o tempo trouxer a vontade de ir (outra vez), e trouxer de volta o sonho, aquele que lhe pede: "Passa Por Lá"!!
Ser feliz
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas nao esqueço que a minha vida e a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela va a falencia.
Ser feliz e reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e periodos de crise.
Ser feliz e deixar de ser vitima dos problemas e tornar-se autor da propria historia. E atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oasis no recondito da alma.
E agradecer a Deus a cada manha pelo milagre da vida. Ser feliz é nao ter medo dos proprios sentimentos.
E saber falar de si mesmo. E ter coragem para ouvir um "não".
E ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...". (Fernando Pessoa)
3/24/2006
Por aí...Cega!
Andei por aí cega...tapei os olhos com a ilusão de uma lua que só eu via brilhar...
Pedi a mim mesma para ficar assim, para não desistir e ir embora, para não deixar para trás o que afinal se construíu.
Andei cega, sempre a ver os lados e pelo lado, a negar a mim que os meios, eles também existiam, que estavam ali, prontos para abrirem uma pequena janela das suas vidas, e convidar-me a entrar.
A cegueira não nos impede de ver tudo, e também não nos permite deixar de ver o que pensamos que não existe, que é simplesmente capaz de matar as imagens, de deitar por terra tantas covicções...
Andei, e pronto...
Mesmo assim, durante essa cegueira estranha, que quase não senti, tive a coragem de assumir, para mim, a existência de um outro lugar, esse lugar onde espero que passes, onde chego algumas vezes e me sento, esperando viver no real o que já ousei sentir, mas guardei para mim...
Hoje, posso gritar, sim, sem medo dos ecos, que gostava muito que espreitasses o canto que criei para te guardar, mesmo, sem saber, o tamanho do espaço que precisas...
O tempo passou, os meus olhos mostram-me o que antes me escondiam, os meus sonhos são outros, a linha que sigo também...estás por aqui, diferente, mas estás, por isso continuo à espera, que um dia te chegue a mensagem... "Passa Por Lá.."
3/20/2006
Eu Nunca...
Eu nunca vi o mar da cor rosa, nunca vi o céu lilás, nunca vi as árvores com os ramos na base...nunca vi um cão azul... não sei se por aí, há algo assim...não sei, não vi...
Nunca vi o sonho, não, nunca o vi passear pelo jardim, nunca da minha janela o vi a subir a encosta ou simplesmente a caminhar...e isso intriga-me...
Nunca vi o sonho, e ele é aquela metáfora constante, que recordo quando penso naquela frase que repito tantas vezes, quantas tal sensação me atinge..."olhas-me, mas, não me vês"... Isto que tu fazes comigo, eu faço com o sonho...olho para ele mas não o consigo ver. A minha retina não o fixa, se não fica tudo enevoado, ele passa a correr, veloz em demasia; a entropia que se instala à sua volta é sempre imensa, como imensa é a complexidade do seu significado...
Eu nunca consegui ser como tu, nem sequer consegui conhecer-te...
Nunca percebi onde andas, nunca te cheguei a encontrar, não parei o tempo e fugi, para lá, para mais perto...
Nunca li um livro capaz de contar aquela história, sim a minha, a tua e de um todos que por aí passam... mesmo as autobriografias falham, são episódicas, leves, contam o que se pode dizer, o que se quer que se saiba e não contam a vida, não contam a história, a história do sonho...
Nunca joguei ao "eu nunca" sem ter pegado no copo para beber, nunca perdi um comboio, mas sim muitos autocarros... Nunca escrevi tantas vezes nunca, nunca disse tantos nuncas descabidos...
Eu nunca te pedi nada, nunca me ouviste ao teu redor a falar, a dizer, nunca te contei o meu sonho, porque nunca o contaria nem a ti nem a ninguém...jamais negaria que ele existe, um eu em mim, vive dele...
Sabes a que eu me refiro?! Não ao da loucura, mas ao da sanidade, sim o eu que vive da esperança, que vive do tempo, esse que oferece tudo num simples passar, porque é doente irrequieto, que não para para não morrer...
Hoje, não sei porque digo, escrevo assim... Geralmente há em mim aquela razão, o pensamento semente que me faz começar a pensar para o papel...eu nunca me esqueço dele, uso e abuso da sua forma, faço frases na cabeça, para as condensar nas minhas ideias...
Acreditem, é verdade, eu nunca escrevi nada assim, desordenado, solto, como hoje, eu nunca te vi entrar, eu nunca neguei que esperava...mas agora, como nunca, falta-me o tempo, sim esse, que irrequeitamente nega parar, eu nunca te disse isto, eu nunca te disse nada, mas agora, o nunca está aqui, para me dizer, que "Passa por lá", mas não pára, tu não vais, não estás, e o nunca mostra-me que eu não tenho voltado lá.... a razão é que nunca a vida me mostrou um pedaço que vejo agora, não só com os olhos, mas com todos os sentidos...
Nunca eu tinha visto assim...
3/17/2006
Um dia assim...
O outro dia, sim aquele que passou, não foi perfeito...
Estranho talvez, começou com o sol e o calor, como que a anunciar uma Primavera, que nem tarda, nem chega, mas se espera...
O outro dia, foi diferente, estava tudo bem, quando ficou mal, estava claro, quando resolveram aparecer a nuvens no céu...
Eu estava ali, aquele dia, era também meu, passava por lá o vento, o tempo, passava por lá ninguém...passava sempre por lá o mundo!
O outro dia não foi igual, simplesmente foi, só assim... e ao cair da noite, viu-se luz...
Estava vazio o caminho até lá, estava também confuso, afinal há muito tempo que ninguém ousava voltar até lá...
Não desisti, da caminhada, não desisti de te ver passar por lá, não desisti do sonho de sentir na pele, somente o que sei viver no sonho, desistir de tudo isto era desistir de mim...
Talvez tenha abrandado o passo, estou encostada no caminho, a ver o que vai passando por ele, estou ali a olhar para mim, e a ver-me como já não me via há muito tempo...
O meu corpo ficou mais leve, a minha alma mais solta, gosto mais de mim, sem deixar de gostar do outro, sem conseguir ainda amar alguém...Gosto do momento, sim, aquele que me faz feliz, que me toca em todo o lado num simples sopro, que me leva bem alto num simples gesto, gosto de mim, porque ali, naquele instante que até se repete, consigo conhecer-me enquanto um ar me toca, consigo ser eu e ao mesmo tempo perder-me na novidade, consigo querer mais...consigo estar lá inteira, sem que isso doa...
O caminho até lá, ao lugar que escolhi, para um dia te ver passar, não se fecha, mas neste intante também não se abre. Eu sei bem, que nem uma ou outra teimosia que possas vincadamente ter de levariam lá agora, e se levasse, não importaria ...mas se por uma simples acaso fizeres muita questão, não te reprimas, entra, não me encontras agora em tal lugar, também não sei se encontrar-me seria teu desejo, de qualquer forma, a porta nunca se fecha, e tu, nada perdes...-Passa por Lá..."
3/04/2006
Fado

Há por aí, no mundo, alguém ou algo, melhor que o fado, para espelhar, num sopro vago, a magia dos cinco sentidos?
Não me parece... mas a minha simples ignorância pode fazer-me pensar assim... o Fado é o misto, e o misto é o melhor para nos mostrar com rapidez e languidez o sabor, o toque, o olhar, o som e odor, do que se vislumbra, mesmo que num fundo tão distante, longe tão longe, que lhe nega contornos...
Fado é tudo o que eu não consigo dizer, é mais que cantar uma língua, um país, uma dor...Fado não é só saudade, não é só o negro dos xailes, o frio da noite que chora ao som de uma e outra guitarra. Fado é dedilhar a vida e não o instrumento...fado és tu, sou eu, e mais aquele que não sabes onde está, se algum dia virá, sim, é o nevoeiro, que ousamos metaforizar, por nos custar tanto a aceitar, quando não deixa simplesmente de ser, o futuro!!!
Fado é triste?
Não sei se é...
Fado é musica?
Também...
Não sei do teu fado, não sei do fado da gente, das pessoas que correm de um lado para o outro dia atrás de dia, não sei mas imagino o fado, daqueles que cantam pela manhã e que trabalham com as mãos, uma terra, que lhes dá de volta um pouco, do que eles lhe ofereceram...
Não sei de ti, não sei do fado que ouves...
Sei que algumas horas do meu fado, até são doces, mesmo frias e escondidas entre a pedras de algumas arcadas e pontes, é o fado da espera, mas que não perde a vida, não perde os sentidos...
Tactilmente, fica a ver, docemente saboreia o som que só u odor especial poderia trazer, e tudo isto enquanto espera, enquanto vai e volta, enquanto "Passa Por Lá"...
3/03/2006
Um toque...o teu, não sei como é... se sei é segredo, pode ser só um sonho!
Uma espera, não sei, vou ficando, um dia, uma hora, ás vezes fica um pedaço de mim, outras fico eu...
Gosto de lá, não gosto todos os dias, mas gosto de ficar por ali, a olhar, mesmo que não veja, a sentir o que gostaria de saber como é, e não chega a tocar-me e a provar o sabor que não conheço....
Isto aqui, é um lugar calmo, mas com pouco para descobrir, ou se há, ainda não consegui chegar até essas coisas, devem andar escondidas, naqueles lugares que criei, enquanto andava distraída, a olhar, para ver se chegavas...
Não sei de que cor é o céu deste lugar, nem sei se um dia, chegará a ter céu, não sei como se forma o ar, que por lá respiro, nem sem muito bem o que almeja esta minha vontade quando trilho aquele chão, meio duro, meio de palha que parece que se abre em estilhaços a cada passo, mesmo que aos passos mais pequenos...
Não sei como vai ser amanhã, não sei por quanto tempo, alimentarei sozinha este lugar meu, mas criado para alguém que nunca vi! Às vezes derrotada, naqueles momentos tão baixos, num baixo que não sabemos onde acaba, acho que afinal esse alguém não existe, mas logo depois, num instante pequeno que seja, tudo muda, pode ser só a brisa, mas fica por ali a sensação, ou a vontade, fica por ali um pedaço de algo, que aquela hora, mesmo não sabendo como, "passa por lá"...
3/02/2006
Não vás...
Nunca te pedi para não ires, nunca te pedi para ficares parado naquele lugar onde eu nunca fui, não conheço, não entendo, não sei a que cheira...
Dias tive em que sussurando te pedi, para andares um pouco, e sem pisares o sonho, sem pisares um chão que criei para mim, e que gostava que até conhecesses...dias houve em que gritei desesperadamente para passares por lá num bocadinho, para roubares um segundo ao teu mundo e às tuas coisas, para só olhares e veres que afinal estava ali...
Hoje, não me apetece, não quero ir lá, não sei porquê, são dias, dias felizes, horas e horas em que nos lembramos de outros caminhos e de outros lugares onde deixámos de ir...
Dias tive em que sussurando te pedi, para andares um pouco, e sem pisares o sonho, sem pisares um chão que criei para mim, e que gostava que até conhecesses...dias houve em que gritei desesperadamente para passares por lá num bocadinho, para roubares um segundo ao teu mundo e às tuas coisas, para só olhares e veres que afinal estava ali...
Hoje, não me apetece, não quero ir lá, não sei porquê, são dias, dias felizes, horas e horas em que nos lembramos de outros caminhos e de outros lugares onde deixámos de ir...
Não vou dizer, não vás, não faz sentido... não sei porquê, mas também não quero saber...
Adoro o que é meu, e gosto tanto do que não conheço, e sabes porquê? simplesmente, porque não sei como é, mas tenho vontade, muita vontade de saber, de tocar, de sentir...
"Passa por lá", hoje podes passar, só ou acompanhado, (e se não quiseres não passes) não vou dar por isso, não vou querer saber...vou estar ocupada, sim...tirei umas horas para passar por mim...
"Passa por lá", hoje podes passar, só ou acompanhado, (e se não quiseres não passes) não vou dar por isso, não vou querer saber...vou estar ocupada, sim...tirei umas horas para passar por mim...
2/28/2006
Porque teima o amor em tirar-nos a vontade de sonhar, em negar-nos o voo mais distante...
Porque afinal ser louco é bem mais facil, vem a vontade, e ela leva-nos lá, voamos, voamos e sentimos tudo, num só momento, é verdade, mas sentimos...
Porque afinal não te conheço, porque afinal o que vejo chega, mesmo não sendo nada, mesmo não vendo nada acabo por despertar. Olha o sorriso, ele é real... eu vejo, ele vai comigo, chega lá, é o resultado...e está ali para quem quiser olhar...
Não nego que a vontade de sonhar me leva um pouco além, mas o sonho é só memso isso, um empurrão, que damos a nós próprios, alimentamos na cabeça a loucura e depois vamos até lá, para a concretizar...
Mas o bom da vida é mesmo, o despertar, o andar com os pés no chão, sentir o chão que se pisa, e o calor que vem dele, sentir o agreste do vento, o frio das gotas da chuva no rosto, e depois, usar o tempo, e o momento que ele nos vai dar e, claro, passo a passo, ver, com os dois olhos abertos, como se "passa por lá..."
2/26/2006
Trilhar todo o camino até lá, significa deixar de viver, para passar somente a caminhar...
Não preciso conhecer o sol para sentir o seu calor, não preciso de apanhar a chuva ao cair da nuvem, pois sei que posso esperará-la cá por baixo, não preciso de mergulhar em mar profundo para desfrutrar da leveza das sua água, no meu corpo...não preciso de te ter para saber que vais subtilmente, querer saber como está, como é, quem "passa por lá..."
2/21/2006
Flor(es)

Um dia tudo começa assim...o amor de uma mae, e de um pai, o inesperado do momento, a surpresa, o acidente, fazem brotar flores. Querem naquele dia, na aceitação de uma boa nova, transformar um mundo, seja ele qual for, num jardim...vãs vontades, afinal, já todos sabem que o mundo é justamente como não é.
Um dia ficamos crescidos, grandes, sempre pequenos perante o mundo, mas sempre maiores naquele canteiro...
Até gosto do cheiro, e do prazer visual, estético que uma ou outra flor podem proporcionar, mas as flores têm, por vezes, o dom de me mostrar, o efemero de uma vida, da minha e da dos outros...não somos sempre novos, não somos sempre belos, mas o pior é quando não somos sempre nós!!!!
Com estas palavras não viro costas a tudo o que uma flor pode ser, mas desvio um pouco o olhar, para não ver as flores, por aí, onde sei que não nascem, onde sei que não chegam, porque o frio não deixa, ou porque simplesmente, não eu não quero...
Desculpem-me as flores, se a elas faço alergia, desculpem-me os outros que acreditam que durante todo a caminho, elas vão estar por lá espalhadas...Gosto da utopia, mas recuso levá-la ao estremo, recuso que ela simplesmente me leve...
Adoro sonhar, muitos dos sonhos são desejos, são metas que até colocamos a nós próprios, principalmente quando se tratam dos sonhos que vamos tendo acordados...
Perdoem-me os sonhos, porque adoro viver, e escolho que seja o sonho quem "passa por lá", e não me reduzo a uma vida que passa pelos sonhos...
Desculpem-me as flores, se a elas faço alergia, desculpem-me os outros que acreditam que durante todo a caminho, elas vão estar por lá espalhadas...Gosto da utopia, mas recuso levá-la ao estremo, recuso que ela simplesmente me leve...
Adoro sonhar, muitos dos sonhos são desejos, são metas que até colocamos a nós próprios, principalmente quando se tratam dos sonhos que vamos tendo acordados...
Perdoem-me os sonhos, porque adoro viver, e escolho que seja o sonho quem "passa por lá", e não me reduzo a uma vida que passa pelos sonhos...
2/19/2006

Um dia, depois do outro, certo...
Noites a fio, tempos que não se contam, e memórias, essas tantas, que não se esquecem, não se afogam no pensamento, mas teimam em emergir.
Sempre o tempo, sempre o que ele trás com ele. Sempre o estranho sentir que nada é como queremos, nada sacia a nossa vontade, nem o mundo entende nossa forma de ser, de estar, recusa aceitar o nosso espírito assim, tal como ele é...
O que importa afinal, acabamos por nunca saber, ou melhor, preferimos nunca responder a essa pergunta. Uns dias, importa o sol, outros, importa ele, aquela coisa, e num instante fico baralhada! o que acontece afinal, quando algumas coisas mudam, mas continua a importar sempre a mesma coisa, porque está lá, não passa??
Não quero acreditar que existem coisas para sempre, não faz sentido, afinal, nem nós somos imortais.
Talvez fique sempre um pedaço de algo dentro de nós, fique um pouquinho capaz de nos ensinar algo, de nos confortar, de nos adormecer nas noites sós. Talvez fique connosco o único pedacinho que alguma vez ousou chegar mais além, aquele que com coragem assumiu, com subtileza, que até "passa por lá!"...
Porque olhei para ti, e numa hora que passou, ficaste diferente?
Sem aviso, sem razão, sem sequer me ter dado tempo para esperar, para arranjar um espaço cá dentro, capaz de guardar tudo realmente!
Porque muda o céu, tantas vezes no dia, está diferente, porque muda o tempo, o mar, porque muda o meu rosto, o teu? Porque não sorris agora, para eu ver? Porque não me mostras o teu sonho?
Talvez na metamorfose que há em mim, neste sede de agarrar o mundo, se acabe por perder o encanto, o espaço para encontrar por aí no caminho, as razões especiais de uma existência não só. Talvez acabe por sentir que há estados em que somos só nós, em que acabamos por ser melhores, pessoas, melhores amigos, mais humanos... Talvez feche sempre as portas, porque teimosamente, quero abrir muitas, muitas janelas. Talvez perca tudo, porque quando a tua respiração se aproxima eu acabo por mudar de direcção, fecho e sigo. Tenho medo sim, de conhecer as metamorfoses que reservas para amanhã, não falo das que já conheces, daquelas que fases em consonância com determinados momentos, falo daquelas que nem tu sabes, nem sonhas como serão! Tenho de conhecer o espaço que falta, de saber se gosto ou não, de conhecer o sabor, de querer respirar e sentir aquela respiração; tenho medo de querer mais, de acordar amanhã, e sem explicar sentir que ele já não "passa por lá", porque afinal, foi ficando...
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