12/15/2014

Laços

Vai passando no teu caminho, desfazendo amarras, escalando muros... E mais importante...:cria laços em vez de nós! 

12/11/2014

luz

às vezes sinto que se instala em mim um leve sentido premonitório... 
como se soubesse ontem à noite, que o dia de hoje ia fazer-me acordar sem luz, ia ficar ainda pior do que eu achava que podia ficar...o sentia que poderia ficar... 

olho para esta ideia fixa que depois de instaurada em mim acabou por acontecer, e penso na força que lhe dei para que assim fosse,, ás voltas dentro de casa, encontro uma forma de pouco a pouco a começar a minimizar. descalça de um lado para o outro, estico os braços, e procuro na pouca luz da manhã, pensar como será o ar que corre lá fora, encontro vontades para me vestir... 
durante uns minutos invento coisas para fazer, que estavam ali ontem e antes de ontem, mas que agora, naquele instante são a razão para me atrasar para este dia, que adivinho sombrio....

patética percebo que o dia mal começou e as minhas energias estão focadas em acabar já com ele, e alguma coisa me começa a dizer que tenho que sair e encontrar a forma que as horas vão tomar umas a seguir ás outras, sem as querer alinhar de uma ou outra forma melhor, porque o melhor não existe, o melhor desvanecesse quando passa de mim para outro mim qualquer... 

o meu dia volta a começar, na certeza que poderá não ser o melhor, nem o mais fácil que se pouca luz tinha, já passou por ele quem mais ainda lhe quisesse tirar... o meu dia volta, volto para ele na esperança que alguma luz me venha encontrar.... 

chego ao trabalho, respiro, olho e digo para mim mesma... 
nunca fujas da luz que te encontra.... 
(ela passará contigo onde tu fores passar....)



12/09/2014

...

estou a aprender que o mundo me pode tirar tudo, cada um dos que eu quero, cada coisa que eu amo, até pedaços de mim... mas jamais me levará os sítios onde fui, os lugares onde vou... mesmo quando não saio do sofá!

11/25/2014

ser do mundo...

somos pessoas, a descoberta plena deste estado, não é linear, nem simples, muito menos rápida... podemos viver anos, meses, horas a fio com a máxima intensidade e não ficarmos perto de conhecer a pessoa que somos, e o significa ser pessoa... 
quando descobrimos há uma imensidão de portas neste mundo que se abrem, que se mostram, que nos recebem... 
deixamos de ser daqui, dali e de além e passamos incrivelmente a ser do mudo.... 
neste mundo de onde sou, há um lugar onde sou melhor, onde a minha respiração acalma, o meu coração embala-me a um ritmo que me agrada, me envolvo em leveza e amor. 
onde a minha pele transpira energia, mesmo quando bebo cerveja a mais. o meu olhar no horizonte nunca piora, mesmo depois de dias a contemplar o mesmo pôr do sol, o mesmo mar....
há lugares no mundo que mesmo estando longe de casa, nos sentimos em casa. lugares que nos fazem sentir bem, nos ensinam a viver, nos mostram como é viver melhor, nos fazem desejar ficar, voltar, ir, e passar vezes sem conta pelo que são, e pelo que são para nós. 

passei há pouco tempo pelo Rio de Janeiro sem tempo para o escrever, fotografei-o vezes sem conta, com as maquinas lá de casa, as nossas meninas, e com os meus olhos, saudosos da sua luz, do seu som para o meu corpo. passei pelo rio e não passei sozinha, o que transformou o rio no melhor do que ele é m ais uma vez,  não escrevi, o livro que levei para as férias foi e voltou na marcado na mesma página, porque cada hora que temos para nada fazer  nesta terra, está ocupada com um nada chamado carioquice, com um espírito que não se explica, como um tempo chamado Rio, com um olhar chamado nós no Rio... 
não há duas sem três... e sei que estas três não são o fim... desta serie, mas o início de outras! 

há lugares no mundo onde a pessoas que somos fica melhor, onde sabemos ser, aproveitar a vida sem medos, sem ses, sem pensar que.... 

(Apartes que nos chamam à razão, a carteira que fica vazia, e de que precisamos para viver por lá...) 

há lugares onde damos graças, onde passamos a ser do mundo, onde agradecemos o sempre, onde podíamos viver dias em conta e múltiplos de muitas vezes, o rio é assim, e como costumo dizer quando me vou, ou quando lá chego... sou tão feliz no rio! 

10/22/2014

Detox...

Às vezes temos de drenar a vida, fazer um batido e desentoxicar a existência de radicais soltosque nos trazem marasmos, preocupações e nos colocam muros no caminho! 
Às vezes temos de para um pouco, escolher os ingredientes, fazer o batido, degustar e aceitar todos os benefícios que ele nos dá...
Sentar e contemplar que passa, o que passa, o que donos, ordenar cada pedaço, desordenar tudo, beber o detox e recomeçar todas as vezes que for preciso, com muita energia! 

Tempo para pôr as coisas num novo lugar, ou no seu lugar, tempo para recuperar, esperar ou mudar... 
Tempo para o tempo voltar ao lugar, desintoxicarmos o tempo desde quase verão e acolhermos a vir fo outono, com o corpo receptivo só seu melhor, ao nosso!!!






10/16/2014

a solidão de nos morrerem coisas vivas!

A solidão de nos morrem coisas vivas é uma treta qualquer, creio que já pareceu em títulos de livros, frases feitas e cenas, na expressão simples: morreste-me !

Os dias morrem todos dos dias entre o sol e a lua, a nossa alegria vai-se morre no seu auge no improviso de algo que só porque lhe apetece, aparece. 
vem e "fode" tudo, ou pelo menos aquele tudo que nos absorvia, que nos mimava e nos fazia sentir os vencedores, mesmo que de pequenas metas...
(estás a ver um dia perfeito, e depois tens um furo no pneu, e nenhum amigo para te atender o telefone???, é mais ou menos isso).

Às vezes acho que a vida é sempre esta merda, ficas sempre a um cm da perfeição, (que a sociedade te exige) para não te esqueceres que há vento, e coisas, e coisas e coisas para lá de ti. avisa-te que na essência mais só do que és, tens de te recordar sempre que o que ainda agora é já foi, e tens  de estar preparada para ao já a seguir, sem saber se é bom ou mau. Sinais que não te podes acomodar a um estar tudo bem, ou bem demais!

Coisas de merda, não avisam, chegam, complicam, incham-nos os olhos, embrulham-nos o estômago embargam-nos o dia... mas depois arrumadas numa gaveta serão resolvidas.

As coisas são de uma solidão menor e por vezes mais simples, pelo menos mais simples que a solidão de coisas com pessoas...

A solidão de nos morrerem coisas vivas, é um cagalhão do qual nos temos que ir livrando, pouco a pouco, com a serenidade de um tempo que passa, e um amor maior que temos de cultivar pelo que somos, e pelo bem dos que nos querem sempre.

É como estar deprimido e começar por ouvir um musica que nos leva ao pranto e a dias de olhos inchados, mas que vai melhorando. 
Quando as coisas vivas escolhem morrer para nós, a dor não é menor, é diferente. constroem-se memorias boas do que foram, do que gostamos delas, do que vivemos, e colocamos cada uma delas, na gaveta das histórias, do lembras-te.... há uma altura que nos esquecemos da voz, do olhar, do jeito do corpo, e nessa altura sabemos que morreram para os nossos dias, porque voltaram uma e outra vez e não estavam iguais, porque deixaram de nos procurar, deixaram de atender o telefone, de querer saber de nós.... escolheram um caminho onde não podemos ser mais juntas. 

Isto de ser crescido, e isto de ser mulher,  ensinou-me a fazer o luto destas mortes, parvas, tão parvas como a morte de um a familiar, num dia tens um amigo, no outro ele escolheu morrer para ti. (as amigas, são as melhores a escolher morrer-nos). A crueldade que isto encerra, senhor, nunca estamos preparados para a morte, e para estas mortes vivas também não... 
Andamos em luta, perguntamos a nós se fomos nós, o que fizemos, e depois percebemos que nós somos apenas enlutados sem razão. 
Este luto nem sequer é das relações do domínio do amor carnal, mas daquele amor que achamos que temos e têm por nós, os amigos, a família que escolhemos, aqueles que são ou foram em alguma altura parte do nosso melhor...
Ser crescido, ser mulher, ensina a aceitar... a lembrar e conservar as melhores memórias, a manter aquele gostar pelo que as pessoas foram na nossa vida, e aceitar essencialmente que o que são agora. são um  não é nosso, nem do nosso interesse, porque para o tempo que partilhámos esse amigo escolheu morrer. Não podemos nós escolher a dor deste luto, porque a vida, os caminhos, a vontade de quem não quer estar, ser ou ficar  não é uma  coisa morta, mas outra forma de vida, nós seguimos a nossa, certos de que os caminhos são como são e serão o que tiverem de ser. 
O tempo passa, deixamos o luto, vivemos mais, o caminho continua, e da solidão de nos morrerem coisas vivas, ficam as lembranças, afinal são sempre elas que ficam depois da morte. 

Já agora, só me morreste porque quiseste... 
Já me esquecia, sou católica e acredito na ressurreição... afinal as vidas são feitas de portas abertas para aqueles que querem estar! 





10/07/2014

há .... que saberá sempre o que quero dizer....

neste tempo em que somos, há uma imensidão que nos pode rodear e toda uma outra que nunca nos chegará... 
conjuntos de coisas e pessoas, que podem ou não ser, perto de nós. 
há o tempo, que corre como uma linha guia de todos, no tic-tac comum, e depois há o todos, o nós, o vazio onde estamos com ele, e o cheio em que muitas  vezes não nos encontramos. 
neste tempo onde somos, há muitas pessoas, as que escolhemos, as que nos escolhem, as que acabaram de chegar, as que partiram sem avisar, as que já foram e nós não percebemos, as que gostamos, e tantas outras... 
podemos escolher as pessoas que queremos, mas elas são livres de ir, há a escolha de partirem, de não nos quererem mais, há as escolhas de ir e deixarem para sempre um bocadinho, porque não partiram de nós mas só do espaço que estava perto... e depois há outras que se esfumam, e nos abandonam sem percebermos porque, sem chegarmos a entender o seu destino ou o tempo certo da sua partida. 
neste tempo onde somos há uma caminho em que aprendemos, sentimos e nos ajustamos em que aprendemos a aceitar os destinos dos outros, aqueles onde não fazemos parte, onde não vamos estar, as escolhas...aceitamos para eles e para nós, sem culpas ou preconceitos e continuamos caminho a fora, com aqueles que vão continuar ou que vão chegar a passar por lá... 
há neste tempo em que existimos, tanto e tantas pessoas, passadas e presentes, a quem só temos de agradecer, seja boa ou má a sua passagem, cumpriu a sua missão, com ou sem distinção, mas cumpriu, mesmo que tenha sido só a missão de passar... há as pessoas com as quais escolhemos ficar que estão a ficar connosco e a que escolhemos para ficarem sempre mesmo depois de irem embora... 
...há depois aquelas pessoas que na distância, no terem ido uma e outra vez,  estejam onde estiverem, estão sempre para nós e nós para elas,  essas são aquelas que olham o perto e o distante de uma forma só, e que passado o tempo que há e o que virá, saberão sempre o que quero dizer... é por essas que este tempo que há, vale sempre a pena, (como valem as) saudades de algumas!




9/30/2014

carolina(s)

gosto tanto, mas mesmo tanto do meu nome,gosto tanto dele, que às vezes me esqueço de gostar de mim o tanto que gosto dele, gosto dos meus olhos, da dor que consigo aguentar, secar nos outros, que consigo transformar e sorrir para o mundo... adoro este mundo, onde a minha vida passa, onde sou, onde posso ainda ser mais, onde na busca de ser perfeita, às vezes me esqueço que no fundo o mais certo que somos é imperfeitos, sem que nada de errado haja nisso... 
gosto de amar , para o amor não há medidas de cozinha, não há tempos certos e acordes seguidos, há os olhos, e há o mundo, há esta musica perfeita e triste, que nos meus ouvidos é um hino doce aos meus olhos no mundo, e ao tamanho do que gosto do meu nome, e ao pedacinho que sempre aumenta,a cada dia que gosto mais de mim....
não há perda de amor mais triste, que a do amor por nós, nem batalha mais difícil que o trazer de volta.... mas de pois de vermos é tão mais fácil....
se nessa cabeça dura alguma vez entrar a ideia estúpida que nutrir amor imenso por nós mesmos é ser egoísta, mesquinho, egocêntrico ou narcisista, que se engane esse pensar, que possas ser mais do que ele, um altruísta amante do que és, pronto para ser no mundo...
esta música será para mim sempre um hino às almas felizes, às carolinas do mundo, e ao amor, ao amor que semeamos, cultivamos e plantamos dentro de nós, ao amor de dentro, despretensioso, nada egoísta, mas só, só nosso.... e que se lixe quem pensa que é errado!



https://www.youtube.com/watch?v=lz6ODngWwcY

inspira-te

pequenos passos, pequenos gestos, pequenas ideias, sonhos, coisinhas... imagens que guardamos, caminhos que fazemos, com a inspiração de vamos encontrar escondida no local mais próximo que conhecemos, dentro de nós mesmos... 
a cada tarefa tua, a cada gesto de dares a ti, de dares ao outros, a cada copo de sol que bebes pelas manhãs, e a cada luz que fazes brilhas mais, inspira-te, em ti, de ti para ti, nos outros, serás depois, e por certo, inspiração, inspiradora, de ti, de outros...
inspiração essa brisa que nos envolve como uma furação que nos move rumo a um caminho novo.... esse andar com mais amor por nós, e para com mais amor para os outros receber... 
inspira-te, a cada dia de começa... a cada recomeço....

9/25/2014

"cenas" da ordem do medo

Leituras Photo@CA2014
correr riscos é partir em busca de retornos, é fazer nascer pedaços de futuras coisas, sabendo só que podem vir a ser algo, ou  que podem vir a ser muitos e muitos inícios, uns com melhor fim que os outros.... (outros que nunca passarão de começos...sem nunca chegarem a coisa alguma).
correr riscos é não ter medo de nada, mas saber que logo a seguir podemos sentir medo do tudo, com tudo, o que o tudo, possa ter!
o medo é a  contra expressão mais simples para nos sentirmos felizes... 
e podemos ser felizes com projectos tão mas mesmo tão pequenos, mesmo que eles acabem já amanhã, mesmo que não arranquem para lá da nossa memória... para sermos felizes basta só que a dar todos os passos nunca nos esqueçamos de que demos sempre, mas mesmo sempre o melhor... mesmo quando fizemos a maior merda de todas...
fazer nascer coisinhas e vê-las crescer é um habito feliz de alimentar a felicidade,  aquela felicidade, aliás esta, felicidade, que vem de nós...

9/24/2014

tomada pelo sono, das viagens...

Como se a minha alma fosse um postal perdido num outono estranho ... Cai sobre mim um sono, avassalador, espero que me possa levar a cabeça para onde meu corpo já foi... Quero dormir e sonhar com mais uma viagem, regeneradora e revitalizante como em todas as que saio de mochila às costas em busca de novos e mais postais!
Postal perdido, de nós para nós,,, do Laus até casa!photo@CA 2014
tomada pelo sono,das viagens tenho o corpo a pedir que os meus olhos se fechem, e a minha cabeça a pedir para escancarar janelas, subir as linhas da curiosidade e não esmorecer as vontades... 
estou a dizer à minha cabeça, para deixar delicadamente o meu corpo  dormir... que durante o sono, com tudo sonharei...

fazer

não importa quem, não importa como o faz, importa o verbo... fazer... 
umas vezes com os pés, outras com as mãos; umas vezes rio acima, outras rio abaixo, tantas vezes o mesmo percurso, tantas vezes singulares viagens nas suas repetições... 
às vezes faz calor, calor demais, às vezes não se sabe bem o tempo que faz, fica um emaranhado entre a humidade e a brisa, e o abrasador do sol... rio acima, rio abaixo, esqueço o tempo que faz, esqueço o tempo que passa.... 

passo por lá, multidões passaram e passarão, aos bocadinhos de cada vez... 
certezas poucas há, talvez a paisagem mude em tudo mais devagar... 
no mais particular do geral... se há quem faça travessias umas vezes com as mãos, outras com os pés... não importa quem, não importa quando, não importa como... importa o verbo fazer... se há quem faça se quiser conseguirei tentar fazer... e serei feliz ao tentar fazer o que escolhi....

Tam Coc , Vietnam 2014 Photo@CA

9/23/2014

perspectiva

Lisboa em perspectiva, 21_09_2014 Photo@CA
simples é  perceber que tudo, nomeadamente a visão que temos das coisas, depende muito, para não ousar muito não aponto, essencialmente da perspectiva....
esta é quase  lenta e muito cíclica, querendo isto dizer o quê?
que se repete, que se prolonga nas repetições pequenas que nos impedem de ver diferente... andar em frente, passar por lá, sem ter de chamar o copo de cheio ou vazio...
perspectivas como riscos que se unem e se separam e figuras que se montam como anagramas em distancias que ilimitadas de inicio e de fim...padrões, que começam de fora para dentro, ou divergem de dentro para fora, sem que ninguém tenha razão na sua lógica.
os padrões são belezas geométricas que por vezes nos enjoam na sua persistência, para noutras nos abrirem os pulmões a uma primavera plena de nascer... 
odeio quando o padrão dominante, é o está mal, já não pode ficar pior e fica...
adoro o padrão está bem, aproveita antes que acabe... e acaba!
adoro a junção das cores, o petróleo e o amarelo...
adoro as paredes desta cidade agora minha...
adoro esta noção de perspectiva, (numa)  hora demolidora,  (noutra) hora regeneradora... diz que é sempre uma questão de visão, de perspectiva, de leitura da vida...








9/21/2014

Domingos crescidos


Há qualquer coisa nos domingos que antes não havia...
O dia que antecedia as aulas, o ver os pais ir trabalhar, a viagem de autocarro até Coimbra, o dia de não fazer nada além de ressacar... Preparar mais uma segunda preguiçosa e chata! O domingo era assim.... O domingo cresceu! 
Antecede e permite preparar a semana, transformou-se num começo, numa linha partida a que se juntam os nossos estados de espírito e pequenas viagens ou vontades. Os domingos são decadentes e bons...
Dias onde posso fazer o que mais gosto, mesmo  que seja muita coisa ou que se resuma a coisa nenhuma...
Os domingos são dias de agradável descanso ou corropio e de muita luz, do sol ou das velas, carregados da nossa energia e do bom humor da nossa casa, do enorme abraço da nossa cidade e de todo o livre arbítrio do nosso mundo!!
O domingo esta diferente, cresceu...
(cresci como os domingos.... :) )

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O domingo esta diferente, cresceu...


Antes da tempestade!
Decadências 

9/18/2014

Se tivesse ficado...

há  anos que não te vejo, pelo menos não daquela maneira, a cms da minha face, colado ao meu corpo, atrás dele respirando no meu pescoço, há anos, que não sei desse meu eu, desse teu tu... 
eu menina livre em todo o tempo, saída de uma corda a encontra um trampolim... tu um saltador, algures entre o o tudo querer e o não querer ficar com nada, tinhas sempre o Benfica a mover-te certo e direitinho para o teu lugar... 
não sei de ti, ou de qualquer coisa que tenha sobrado desse tempo, até o messenger já acabou. esse eu, esse tu, não sobreviveram, não seio que fizeste com o teu eu, onde o puseste, se o guardaste o se o deitaste no lixo, que parte seleccionaste para a tua biografia futura....
a soma de noites e noites que só foram noites, como se a cada dia se conhecessem duas pessoas diferentes, loucas sem saberem o que às vezes olho a caixa entreaberta, sabendo que nao ficaste, que não ficamos às vezes penso como teria sido a história em que ficavas, a história onde ficavamos.... para lá de tantos poucos tempos em que estivemos.... encontravam, noites de encenação, de mal dormir, de mal falar, na memória encostei todas, guardadas numa caixa, na memória, no lado que uma mulher que é mulher nunca pode esquecer. talvez um dia abra a caixa completa para explicar a uma filha mulher o que acontece a homens e mulheres assim quando se juntam...para que ela possa escolher, ou então possa não ligar, ou simplesmente só se lembra depois de passar por algo assim. 
não terá azar se na sua vida um camião gigante como este for passando devagar, não terá azar na certeza que ele passe, simplesmente passe.... 
sabíamos que não era amor, mas nunca ousamos chamar-lhe paixão, sabíamos que não ias ficar..... 
às vezes olho a caixa entreaberta, sabendo que não ficaste, que não ficamos às vezes penso como teria sido a história em que ficavas, a história onde ficávamos.... para lá de tantos poucos tempos em que estivemos.... 


ohohohohohohoh 
música de fim de filme 

texto a branco em fundo preto na tela 

às vezes olho a caixa entreaberta, sabendo que não ficaste, que não ficamos às vezes penso como teria sido a história em que ficavas, a história onde ficávamos.... para lá de tantos poucos tempos em que estivemos.... 

final em aberto para que viu o filme! 

FIM 
para quem viveu o filme!






9/16/2014

.... Dar palavras ao som!

se caíres no chão,
sente a terra nos teus pés,
como um dia sentiste um filho crescer no ventre...
Cai,
de pés no chão,
só assim o cheiro que te chegará será real,
será o teu, na tua terra, na terra de todo o mundo,
onde o tempo te faz cair, levantar,
renascer  combater e sonhar!

és sempre mais um, no quente da multidão,
no escuro do silêncio, na confusão,
nas mesmas notas de uma guitarra,
és o povo, és a nação,
aí de ti, quando também és nada....
és o tempo, o mar revolto, a angústia e a quimera
és maré cheia, ventos de mudança e muita areia....

se caíres não tenhas medo,
descalço encontra o tempo de pisar o chão,
relembra o povo a que pertences,
cai, grita, tira o chapéu, abre o pulmão...

dá voltas no vento,
cai descalço como no dia que o tempo
escolheu parar para te receber,
cai descalço no tempo
que outrora já te viu nascer!

https://m.youtube.com/watch?v=j-isYBLIC_0

9/15/2014

Começar pelo fim...

um dia explico o vício descontrolado de abrir e começar a ler os livros pelo fim... mesmo que não se entenda a última frase, que não se encontre a lógica, o sentido... mesmo que simplesmente só se abram os olhos, as portas, os caminhos do mundo...  é uma tontice, pois é... mas não é assim a vida!??!!!!..

9/11/2014

dias de "cacas"...

é Setembro, a escola dos mais novos estava quase quase a começar, imagino as mães loucas sem saber o que lhes vão vestir, e mais loucas ainda quando chegam à parte do escolher o que  lhes vão calçar...
este dilema replica-se por aí... e  por aqui também, porque nas ruas está aberta a epoca oficial da senilidade de escolha de outfits, que se confunde com a edeonismo de usar roupa da próixma estação porque é fashion, ou porque se tem mesmo frio e se acha que a chuva veio mesmo para ficar.
no caso das mulheres, que é o que verdadeiramente interessa (sorrisos)  as há que usam sem problemas botas, chinelos, sandálias e sapatos em qualquer altura ano, de acordo com o dia que se avizinha,  e depois há as outras. estou neste grupo, o das outras, se volto às botas não regresso às sandálias, caso não lhe possa colocar uns collants opacos. (isto porque tenho uma pancada imensa de usar sandálias e collants, e acho mesmo que fica top no caso das sandálias invernosas). caca de dias para saber o que tirar do armário para vestir...

nestes dias para lá do dilema da roupa à mais cacas a atormentar... 
a preguiça que nos impede de fazer a corrida matinal, porque o tempo pede cama, a brutalidade da rotina a voltar com toda a força neste mês de todos so começos, a chuva que cai quando lhe apetece é sem avisar os senhores da meteorologia, e a filha da mãe da expectativa que tínhamos de ter um Setembro bom para ir à praia no fim de semana... 
cacas e pronto, coisinhas que juntas ficam como o dia de hoje, cinzento e com aquela luz insuportável sem óculos de sol... 
o transito, as greves, sim, porque o metro nunca faz greve em Agosto (sorte dos turistas), junta-se tudo à mesa de trabalho cheia de coisinhas e coisinhas, à caixa de email a debitar necessidade de respostas a cada minuto que passa... e se é para enumerar cacas, senhores e senhoras, elas são sem fim... como sempre. 

só me apetece dizer que estão uns dias de caca... e é isso, isso e mais um bocadinho 
estão uns dias de caca, mas tão bons para ficar na cama até mais tarde a ouvir a chuva e a esconder a cabeça da trovoada, para fazer gazeta ao ginásio, puxar o edredão e esquecer das horas, beber chá com a mantinha, abrir as janelas e sentir o cheiro a terra molhada, deixar emails por responder, acender velas na sala, jantar no sofá comida reconfortante, sair do trabalho com a noite a cair, ligar aos amigos e conseguir falar com eles mais tempo... coisinhas de dias de caca que já consegui fazer esta semana... 

9/10/2014

falar ...em marrakech

marrakech, 
era uma vez marrakech...
era uma vez uma viagem... 
era uma vez a paixão, o suor, 
a janela onde sem roupa se sentava a ousadia... 
era uma vez o repeat...
era uma vez o som, e o corpo ao som que nunca tocava vezes sem conta... 
eram uma vez dois, dois corpos que se tocavam num jeito simples e único de se falarem... de partilharem o silêncio, a confusão, as palavras, a falta delas, de muitas formas e da mesma, até hoje.... 

eramos nós, os nossos corpos, paixão e noites numa riad em marrakech!



https://www.youtube.com/watch?v=-uZlvKXnYU4

9/07/2014

Flores de nossa casa!

Como se dum bairro se tratasse Lisboa acorda-me todos os dias!
Como se da minha terra se tratasse sinto-me em casa... E na nossa casa mais em casa sou. 
A rotina das flores frescas é para mim como ir buscar pão, acordar ao sábado, esquecer o tempo que faz, e ir a florista do bairro , escolher o melhor para a jarra que as espera, para que juntas componham o espaço, para fique ainda mais simples e perfeito, na sua função de nos acolher. 
Simples como as flores é tudo o resto que as espera, é o gesto de as ir buscar, é o não perceber que estão por ali dias, porque as olhamos como se sempre ali estivessem... Flores de nossa casa, adoro trazer-vos no braço rua fora, adoro  arranjar uma a uma, espalhar pétalas e folhas cozinha fora, adoro ter-vos ali, onde sem dar por vocês, sei que não há sítio melhor onde poderiam estar! 

9/05/2014

A felicidade de o medo

A magia da felicidade é igual ao lado mais soturno do medo, numa lógica de oposição!
Às vezes temos tanto medo de estar felizes, ser felizes, iniciar a busca da felicidade, que deixa de nos importar o ser para que nos importe o medo de sentir...
Os dois podem da mesma forma invadir-nos de vergonha, onde nós escondemos dos dois, um porque nos mostra ao mundo como fracos outro porque nos põe no mundo como idiotas...
Eu sou uma pessoa pequenina, neste gigante mundo, os meus pés vestidos de dias diferentes caminham entre esperanças e desventuras, entre a sorte e ofado, aventuras e quedas , entre o mundo e o mundo maior... Eu sou uma pessoa pequenina cheia de sonhos enormes, vontades imensas e muita estupidez natural ( risos sentidos) ... Sou um eu com tantos e mais medos que outros, e tamanhamente mais idiota que outros tantos, sou uma totó, sorrio aos dias felizes, mesmo antes de saber como acabam...
Quem tem medo compra um cão, quem quer perder o medo de encontrar a felicidade compra os tênis confortáveis e abre a porta rumo a nenhum destino em especial...
  


9/04/2014

Setembro

passo por três começos todos os anos... e por mil inícios todos os dias....
mas há no setembro um energia especial. quente como o verão,  seca como as cores da terra, rica como o cheiro a terra molhada que fica depois daquelas chuvas que nós salpicam os carros....
setembro é uma fotografia feliz, ou melhor um momento fotográfico em que somos os mais sortidos a fotografar a felicidade... O momento em que a cor, a luz, o cheiro, e tudo conspiram e se juntam na direcção de uma câmara qualquer, e que por acaso é nossa....

estava eu à tua espera,  mês das fichas jogadas ao ar e colocadas no destino certo, mesmo que não se saiba ao certo qual é, mês detidos os planos, o A, o B, o C.... e onde todos mas mesmo todos podem dar certos, e mudar a ordem de acontecer a ordem de tentar...

setembro, jà chegaste, jà te escrevi, vou passar a ti com o sol que encontrar, a chuva que escolher para me molhar, as manhãs para começar tudo e tudo outra vez, melhor, esperando ser mais e mais feliz, sem vergonha na busca, na vigorada viagem, na preguiça, na memória, na fotografia que te vou tirar...h

setembro, jà chegaste, vem feliz sim.... passo por ti como passo por là todos dias, vem feliz e jà está!!
Photo CA @vietnam 

8/29/2014

sextas

as sextas feiras são como os affairs...
passam o dia numa languidez que nem é carne nem é peixe, e é um tic-tac constante do relógio para o qual se olha, e se percebe que simplesmente come tempo muito mais devagar ,que em qualquer outro dia da semana... 
as sextas devoram a noite com uma rapidez estúpida , infame e faminta, que nos obriga a entrar a um todo vapor, que  no final de contas, não queríamos... queríamos um devagar que prolongasse no tempo o chega ao fim-de-semana,  esse que logo se irá colapsar em mais um enfadonha segunda feira. 
as sextas são fugazes, são secas, intensas e levianas como a vodka; versáteis, descontraídas como a cerveja, sublimes, quentes e encorpadas como o tinto,  imensas e picantes com o gin... 
são dias que na realidade só deviam ser noites. nesse aspecto são muito parecidas com as segundas, agora que penso ... 
as sextas são um engate, passageiras e fugitivas, esperamos que cheguem para logo se irem... por isso muitas vezes transbordam demasiada intensidade e fixação, mesmo quando esperamos a sua plenitude para nos deliciarmos em preguiça, ócio de sofá e mantas, vinho tinto muito....
as sextas são o puro do engate, o toma lá dá cá de um momento que é curto, são o ir e vir de umas horas que acabam só no dia que lhe segue... são como olhares, passam por tudo o que existe e resumem o que podem ser a desertos onde pode acontecer o mais vulcânico dos amores, ou o catastrófico e desolador conhecimento de uma solidão de fim de semana.

e entre esta ou qualquer teoria sobre o tipo de engate que são as sextas feiras, podemos concluir que nada concluímos, ou que coisa nenhuma assim é; no final de contas as sextas são mais um dia na semana, como qualquer outro de tantas semanas num ano e tantos anos no nosso tempo... 

não adianta fazer o risco do olho mais carregado, aumentar o brilho do bâton, porque afinal as horas reais da sexta que todos esperam esfuma-se e chegam ao auge, perto do momento em que nos esquecemos que o bâton tem de se retocar, em que a sexta já é sábado, e ainda e como fomos parar ao sitio onde estamos (sei que estou a exagerar, mas pareceu-me bem, usar o exagero)...

isto tudo simplesmente para dizer o que muitos também já pensaram... ando desde segunda entre o nunca mais é sexta e já é quase sexta à tarde... 

esta filha da mãe da sexta engatou-me com resiliência, ainda nem segunda de manhã era... 




8/28/2014

loucos uns pelos outros!


acredito na loucura, na vontade desmedida de fazermos coisas simples ou imensas loucuras complexas para ver alguém sorrir, ou somente brilhar dos olhos. acredito na sorte que tenho em ter por perto, alguns, a quem quero muito, mesmo muito amarrar a felicidade, e dizer-lhe: ficas aí que nem um louca e não deixas que coisas más se aproximem... ficas aí porque não há lugar melhor para estares, e ninguém melhor a quem te dares... os meus olhos brilhariam loucamente com esta coisa simples e sorria desmedidamente... queria tanto encontrar essa senhora omnipresente, materializada e acorrenta-la na certeza de fazer a alguém "cenas", como aquelas que a felicidade nos faz! acredito na loucura que temos que ter uns pelos outros... muito! acredito muito mesmo. certa que nem a felicidade, nem a loucura e nem quase todas as coisas, têm sentido algum na existência unificada. 
somos porque existe plural (e plural é sempre mais que um)... se não acreditas, atrevo-me a dizer que podes não ser muito feliz, e tenho a certeza que louco não és, nem ousar podes sequer!

8/20/2014

No comboio! Sri Lanka

Há comboios onde temos a sorte de Escolher viajar...e a sorte maior de não termos que pagar bilhete! —  Ella, Sri Lanka.



Photo CA@Sri Lanka 

Hoi An - quase perfeita!


Chegámos a Hoi An!
Uma cidade pitoresca, colorida de verdade. Cheia de tons  quentes que nos parecem ver as ruelas de Barcelona, uma ponte chinesa que nos lembra Florença... Pontes e barcos que nos lembram Aveiro... E muitas tantas outras coisas que nos lembram que podíamos estar na Europa mas que afinal estamos no Vietname!!
A calma subtil da manha que presenciámos, eclipsou-se no ar húmido que respiramos e deu lugar a uma confusão de locais a vender tudo...a tocar-te a chamar por ti... a procurar um dólar, uma moeda, ouvimos gritos de uma língua que parece cantada ou constantemente ralhada entre as lâmpadas que se acendem e as lanternas alinhadas em cor e beleza, presenciamos um negócio comum a tantos outros espalhado pelo mundo... as velas que colocas no rio a troco de pedires um desejo... Mil mulheres e crianças ali ficam desde as seis às dez da noite tentando as sortes dos outros por um dólar! Parece-me bonito as velas a entrar no rio, há flashs sem fim a disparar, esperando a melhor luz, o melhor ângulo para as ver entrar na água, em barquinhos redondos e coloridos.
 menos belo o lixo fica depois, como se o desejo já não fizesse sentido, como se a vela perdesse a chama, mesmo que continue a arder, como se depois da foto, se fosse o encanto, o sentido, a sorte. 

estas velas são vendidas por mulheres de todas as idades que se deslocam entre muitos turistas, entre uma e outra margem do pitoresco lugar que está na lista dos mais fotografas do mundo, mas o que em toda a actividade me faz-me ainda alguma confusão, e pensa que podem as mães, a fome, a necessidade, o algum sentido que não entendo, obrigar as crianças a estar na estrada dizendo e cantando coisas em coro, sorrindo e acenando,  para captarem as atenções dos turistas e  poderem vender as velhinhas com os desejos dos outros... estou Quase certa, que em momento algum,  alguém lhes perguntou os seus!
photo CA@Hoi An 

Encontro com o Vietname!


De norte a Sul um país de contrastes. 

Um norte mais caótico, um Sul mas ocidentalizado. 
Não se conhece um povo em dez dias ou se interioriza toda a sua essência, no entanto sinto-me capaz de falar sobre o que sinto na Ásia, neste caso no Vietname.
A barreira linguística não ajuda. É como se dissessem sempre que sim a tudo...e num mau inglês, ou melhor, numa estranha forma de usar o inglês. Alguns sorriem e acenam, alguns que não são do norte,mas sim do Sul... Photos com eles sim a troco de dinheiro.... Esquemas e mais esquemas, com passaportes, com tais, com bicicletas, com comida, com cabines de comboio... Mas não são o mais importante! A comida é boa, muito boa, barata, bem temperada,sal, pimenta, agridoce, lima, coentros (demasiados coentros), há cultura, energia citadina, calma interior, rostos e corpos tapados com panos as flores ou bonecos que mostram como não gostam do sol, olhares estranhos para os nossos cabelos, para os nossos pés... Hospitalidade e simpatia de quem quer levar o país para a frente, os jovens, que te pedem para falares inglês com eles em meio de parques, na passadeira (que não serve para nada)... Há o mar... A história, a guerra, poucos com Idade para falar dela... idosos só vimos em Hoi An, dali para o resto do país, meninos, jovens, meia idade... A terra dos leds, das luzes a piscar, da publicidade por tudo e por nada, do culto ao Buda e a Cristo, dos que falam como se tivessem de mal com a vida, cantam e resmungam de sotaque; um país onde dar tiros pode relaxar, e onde negociar umas coisinhas de recordação é mais difícil que sei lá. Há um país a renascer para os mochileiros, os filhos de quem cá esteve na guerra, os com a idade dos meus país, os que sabem que o sudoeste asiático é uma pérola , já não imaculada e completamente deslumbrante de visitar, mas uma zona do globo com surpresas e encontros como o fantástico que tivemos com o Vietname!
Photos CA@Vietname

o mundo das pessoas diferentes

O teu coração pode andar em rebuliço, o teu corpo em frenesim a captar cada emoção, e a tua alma pode relaxar... encontrar nas coisas mais simples a verdade do que elas são, a sua essência, o serem tão e somente coisas. coisas que guardamos, coisas que fazemos, coisas que vemos, coisas que arrumamos, coisas que limpamos... coisas!
do comer, ao dormir, ao subir e descer, ao ser, sozinhos, e com os outros... numa escolha, em muitas escolhas todos os dias! 

para lá de nós, do que passamos dentro de que somos, há lugares que no meio de países e situações confusas, transbordam a tranquilidade no meio de uma quase confusão, respiram a realidade do viver em grupo, em dependência da boa-vontade, em gratidão... onde se vive pelo espírito de dar na medida maior do que se recebe, e se sorri, com a alma aberta para o pouco que se têm... serão lugares mais felizes que o meu... serão as pessoas deste lugares felizes, mais felizes que outras...passo por lá mas não sei responder... mas sei que existem e vivem... lugares assim e as suas pessoas!
 — em Luang Prabang.
photo CA @Laus

8/18/2014

tempo de gartidão

o dia é sempre frenético! 
o raio do tempo agora passa tão rápido... 
não tarda estamos no natal outra vez...

os meus dias são muito maus, 
o meu emprego é secante, o meu chefe ordinário! 
não tenho dinheiro para ir de férias! 

- desafio-te: completa estas listas em 30 minutos. 

atrevo-me a dizer que qualquer um de nós o faria em menos de trinta minutos, e com linhas e linhas que dariam para páginas, de queixas, suspiros, desabafos, resticios de coisas menos boas ou falta de sol e vida e sorrisos, e tempo e tudo e tudo. 
ai o tempo que eu perco presa às coisas menos boas, o que piso e repiso na tentativa às vezes de as resolver, e quantas vezes ao carregar nelas como teclas só dificulto que se vão embora...
no meio de tanta lamuria esqueço as graças a dar pelo bom, o melhor, o que tantas vezes me acontece e me fez sorrir, corar, respirar com a tranquilidade simples de existir! 

atrevo-mo hoje a roubar um pouco de tempo ao meu dia, que normalmente tem pouco tempo, e parar para o contemplar, a ele e a tudo o que encontro junto a mim, junto ao que faço com o meu tempo, ao que escolho, ao que vem ter comigo... 
atrevo-me a sentir uma gratidão imensa e a dizer que senti-la é quase tão difícil e desafiante como não pensar em nada durante breves instantes; desengane-se quem acha que sentir gratidão é saber dizer obrigada... 
talvez seja menos que falar, e muito mais do que o que por vezes conseguimos sentir... 
inspiro, respiro, olho para o céu, penso, observo, contemplo (porque tenho andado a aprender a contemplar), e sinto... uma imensidão de pequenas coisas preciosas e pequenas, que de forma audaz posso chamar minhas, sem que a sua posse me esteja legada... 
obrigada vida, mundo, universo, senhor, céu, mar.... ar.... 
roubo ao tempo, tempo e olho o céu, este céu também é meu, esta cidade que vejo de cima é perfeita, e também é um pouco minha, olho o céu e só respiro, devagar, assaltei o dia e tudo o que por ele passa, e não lhe roubei nada, fiquei com único espaço em branco que havia e estou com ele a olhar o céu desta cidade, é meu tempo de agradecer... de dar graças... porque tenho em mim e por perto tanto e tantos que dão sentido ao meu jeito de encontrar tempo para sentir esta gratidão... 

conspiração das pequenas coisas pequenas e boas, serás sempre mais forte que a montanha de coisinhas más que vamos repetindo aos nossos dias... serás... prometo...agradeço...dou graças! amanha devia olhar o céu outra vez... e depois... e depois... (devia apontar, devia lembrar, devia fazer...)

8/11/2014

contemplar! aprende-se!

estou disposta a trabalhar a tolerância, a aceitação, a calma e a contemplação... estás a ouvir universo? 
há coisas que basta simplesmente dizermos uma e unica só vez... 
espero o eco do meu compromisso, célere, intenso e muito forte, capaz de se ouvir e permanecer discreto, mas forte como se dum mantra se tratasse!
espero que chegue com toda a força e me transforme numa pessoa melhor, ou numa melhor pessoa... sem ordem de preferência! 
às vezes precisamos de pás... (não não me enganei a escrever), precisamos de pás e baldes para limpar o gorgulho, a poeira, a entropia dos nossos dias, e encontramos alguma paz nos dias que se perfilam diante de nós, na ânsia de sermos capaz de os contemplar... de nos envolvermos com eles, com as atenções voltadas para o que realmente interessa. 
temos de aprender a contemplar... ir mais além de olhar do alto a paisagem que nos corta a respiração ou o céu que nos inspira... temos de contemplar de fora para dentro, de dentro para coisa nenhuma ou para tanta coisa, ou ainda uma coisa de cada vez... contemplar e ser! ser contemplação, não ser nada, respirar e existir, porque na confusão de tanta informação e coisas e pessoas, e confusões, às vezes ser quase nada é um descoberta feliz de sermos muito mais! 
às vezes precisamos de tempoo, para passarmos pelos lugares, pelas imagens, pelas recordações e pelos caminhos, tempo de passarmos para os ver, e nos encontrarmos com o que fomos ou somos em cada um dos minutos de cada (nossa) passagem... (devíamos ter a capacidade de nos por em modo repeat, loop imenso e caminhar devagar por todas as nossas passagens...)
Contemplar?! não sei, sei pouco, não sei se sei, sei às vezes....
calma contigo, contemplar aprende-se!
photo: CA @srilanka 2013

7/23/2014

(a coisa da ) parvoíce

debrucei-me já mais de uma vez sobre a riqueza infindável deste tema sempre actual que é o sermos parvos... 
ando há dois dias a dizer a mim mesma que vou ali matar a parvoíce e só volto depois... depois de o dizer dou por mim perdida sem saber para que lado ir  ter com ela... (visto que ela está mesmo por toda a parte).

há parvos engraçados, outros espertos, há ainda os que utilizam a parvoíce com inteligência e astucia, depois às os parvos felizes, os tristonhos, e aqueles de Deus Nossa Senhora... e é nesses que se foca o meu Espírito nos ultimo dias... 
não sei onde os parvos andam com a cabeça, creio que  a perderam e no meio de tanta parvoíce estupidificaram; saltaram para a ignorância de não distinguir o limite do uso deste atributivo carregado de tanta dualidade, que os coloca no limiar do aceitável vrs intragável... 
caríssimos até para os parvos há limites... 
se ser parvo às vezes desculpa aquele acto descuidadoemotivo e irreflectido, não desculpa tudo, porque nem toda a gente está para vos aturar... apesar de parvos, há quem se farte... 
esta semana que vai a meio creio que tive toda a minha dose de parvoíce possível vinda do exterior, tanta que achei que o melhor era mesmo escusar-me de ser parva até sexta feira, mesmo que me de muita vontade, e mesmo que num acto de pura parvoíce me apeteça espancar os palhaços parvos que andam há três dias a encher-me a cabeça e os dias com parvoíces sem "sustância" nenhuma.... 

é os parvos do transito, os parvos do  trabalho, os parvos do ginásio, os parvos do café, das bombas de gasolina, dos senhores da tv por cabo... ou são eles, todos,  que estão a abusar da parvoíce ou sou eu que lhe coloquei o limite abaixo dos limites normais... mas não importa muito, importa só que estão todos a exagerar e para o nosso bem é melhor que a parvoíce se acalme, se retire para pensar no que quer fazer com as fichas que lhe faltam...

e pronto, dada a riqueza semântica e erudita deste tema, nada melhor que ter escrito umas quantas linhas sobre o mesmo e de elas dizerem praticamente nada; estou completamente envolvida no contexto, e acuso já subida nos níveis de parvoíce apropria, e isto foi quase uma purga, por isso é bom que eles baixem e voltem ao normal... agora vou ali fazer o resto do que tenho para fazer durante a semana, e vou ver se esta parvoíce que me deu já me passou e pôs os parvos do costume a dormir, para que não me cruze com eles ou lhes explique que já chega... que ser para se ser parvo com graça as vezes há que dar descanso ao uso da parvoíce... descansar a imagem... e  explicar-lhes que se não sabem o que fazer com parvoíce mas  se sabem que não se podem curar dela para sempre, não se preocupem, há uma solução, mandem-na de  férias... ponham-na a banhos uns dias no Algarve; diz que no meio do pessoal (muitos portugueses, e vários estrangeiros) bronzeados e alegres, parvos e não parvos são como os demais... todos iguais...e assim ninguém nota, e também ninguém sente falta...
e pronto, é isto....(suspiro) 

7/22/2014

Oração do avião


Seguro a tua mão e rezo...
Na porta de embarque sorrio
Olho o telemóvel, desligo o telemóvel...
Em silêncio falo com um Deus, 
Não escolho um, normalmente é o primeiro a estar disponível...
Entre o vinho que vou beber e os comprimidos que já tomei... Começo a rezar...
Agarrada com toda a força ao teu braço, finjo que relaxo e rezo...

Senhor da vida, deixa-me partir depois, depois deste voo, de toda a turbulência que ele possa apanhar...
Senhor não me levais daqui, desta existência da qual ainda pouco sei, quero beijos nos meus lábios muitos, abraços no meu corpo, sol no meu rosto, chuva nos meus dias... Quero voltar para os meus amigos, sorrir-lhes (ainda) mais, tenho a vida dos Meus para fazer parte. Senhor não me levais desta vida, não me tirais esta mão colada à minha. Trazei-me o sono, a calma da travessia e toda a alegria de tantas viagens e mais aquelas que irei fazer...
Senhor fazei com que este vinho me embebede, eu durma, o avião não caia, e esteja tudo melhor daqui a umas horas... e me esqueça de ti a seguir, e me esqueça de ter rezado, quase como se não me fosse preciso.
Senhor não me queiras mal por te falar boazinha, sempre que me vejo atrapalhada dentro do avião, senhor sabes que quando estou bem a minha oração sai do meu sorriso e da minha gratidão com a vida.
Senhor poupei tanto para este caminho, deixa-me rezar no regresso, deixa-me gastar cada cêntimo, deixa-me rezar outra viagem...

Podia continuar, ou tentar porque a cada viagem de avião, barco, carro, a pé, no comboio há o melhor da descoberta, é a incerteza de vão sabermos como irá acabar...
Gosto que as minhas viagens de avião continuem a começar a cada aterragem, gosto de rezar para que assim seja, e reconheço estupidez porque sempre me esqueço do principal: pedir ao senhor para me levar o medo...
Ele não desiste e não se vai....tenho una mão para agarrar , não é. Tudo nas é bem melhor....que rezar sem ela!