11/21/2009

singularidades de dias diferentes ...

Nem sempre as muduanças, são simples passos diferentes que nos levm a singularidades de novos dias, situações e coisas. Os saltos para a frente, para os lados ou diagonias, são respostas a necessidades que temos e que tantos nos dificultam as situações e as escolhas, a gestão das nossas vontades. Nem todos são capazes do salto à vara, nem todos são capazes de saltar o degrau da escada lá de casa. Não se pode medir a força por ai, nem pelo pensamento de não ir, fazer, de desistir de duvidar da escolha que se tomou. O mundo diz bem alto que para melhor se muda sempre, e quem sabe o que vem lá? a especulação, o achar que é? o será ou não, o como será? de verdade que sinto que todos os comodismos se podem usar de medo para se acomodarem, porque legitamente de futuró só cereto está a convivencia plena de que a morta acompanha a nossa certeza de vida.
Os acontecimentos da nossa vida, acabam por nos fazer andar de forma torta, curvada, em carrocel, e nos levam às singularidades que de verdade ainda desconhecemos. Também chegam a nós depois de tumultuosos anseios as certezas mais nitidas que o tempo faz questão de acalmar. Coragem é chave se juntarmos objectivos e muita persistência e ouso dizer que se visualizaros de forma intensa o que realmente queremos ver acontecer, tudo se encamina de forma mais veloz para nos levar e nos fazer chegar lá.
Pode parecer utopico um pouco pragmático e racional, o que não me assuta, visto que na minha singularidade e na singularidade dos meus dias sou sem duvida uma emotiva em control para me equilibrar..(risos), mas muito é mesmo assim .
Os dias que passam monstram-me agora me novos pontos de stress, de energia, de ousadia, de esforço, de amor, de relações e de amizade, levaram-me a uma nova etapa, que singular em tudo me deixa as vezes mais fragil e logo depois muito mais forte e me mostra que como sempre terei d eir gerindo as emoções, os impulsos, e a cabeça, para não perder o que tanto quero ao meu lado e ganhar o que vejo aqui tão perto...juntar tudo na singularidade destes dias diferentes que passam por aqui!

9/29/2009

a serra e o luar

Perfeito, num detalhe jugular, condutor ao principal, espaço mágico e com tempo desmembrado do tempo que se vive, meteorologia enganada na constante diferença... Espaço prolongado no horizonte do jardins de cá ao castelo do alto, às colinas e às nuvens do aqui tão perto! Descontínuo e siderados momentos, estranheza, estranheza e perfeição, sublimar de sentimentos, fervilhar de nectares e sabores, odores do tempo que se misturam nas encruzilhadas...
Pareceu-me capaz de inebria e cortar louca a respiração, esta Serra da Lua, aqui tão perto, tão capaz de nos levar para longe, sem palavras, sem parecenças, dualidades e ambiguidades, ecléctica e muito vasta, especifica de tão distinta...
Depois da ignorância que me afastava de um dos pedaços de história, tempo e lugar mais belos do mundo, dos ancestrais e rituais de imensa sabedoria, que se pode ler maçonaria, contrariedade ou qualquer outra coisa carregada de ritos, mistério, ideias, ideias, palavras e homens de espírito e mente fervilhante, na segunda tentativa, abriu-se luz e vislumbrou-se um pouco tanto mais que da primeira, e começou a descobrir-se Sintra, para lá das queijadas e travesseiros, das histórias da boca dos outros...do já ali que nunca mais era aqui!Como certo sempre e por mim dito, nesta ou noutra vida havia de conhecer-te acabamos por passar por lá, melhor acabei por de forma privilegiada descobrir acompanhada o que ainda não admirava até então.
O tempo parece sempre pouco, e sei que nunca fica tudo visto, perfeitamente alinhado na mente para depois se relembrar, fica talvez alinhavada a próxima visita, na esperança que não chova, que não vejamos nevoeiro e que o tempo não corra tanto...
Sintra das palavras, agora mais das imagens, da fotografia, do filtrar da luz para rapidamente a  tornarmos a ex película,  o marco em pixeis para sempre amarrado à retina que controlamos.
Serra e luar, do passeio, que gostei muito, da viagem, das palavras, das mãos, das gargalhadas, da chuvada, do meu casaco perdido, de uma tarde, de muitas mais... Sintra, hoje foi assim, da próxima como será? não sei, mas bom foi passar por lá contigo...

7/28/2009

(menino)Verde


Viajar de comboio, pode dize-se, ou melhor, posso eu dizer, que é um "continum" movimento sobre carris e vários metros em palmos de terra, que de outra forma de transporte se assumem muitas vezes como desapercebidos...
Nesta viagem em especial, esta que se distancía em tempo por já ter passado algum, não me cansei de encontrar a mesma mensagem em todos os momentos. Neguei a força dos sinais nesse tempo...descobri que é sempre mais facil ficarmos presos ao que nos faz mal, nos causa desconforto e instabiliza, nos deixa assombrados, entorpecidos, muitas vezes apagados e imundos no pó que recusamos de nós tirar! sei hoje que a mensagem em tudo era boa e renovadora, intensa, quente como o povo e o comboio que a transportavam...
Passado o tempo, esta viagem, este tempo naquele comboio e não em outro qualquer, torna-se mais rica em tudo o que ela me disse, me mostrou, me vai dizendo e ainda mostrando...como muito de mim, esta viagem é assumidamente em sinal de pontuação chamando, reticências...não vagas, não totalemnete abstractas, mas envolvidas no tempo, nas curvas da linha de comboio, no movimento, no continuo.

Desde do momento em que me sentei na cabine lado a lado com ninguem, cheirando o pó imundo que a percorria e que contava a história das centenas de pessoas em movimento a passar por ali lado a lado com a pobreza, até ao facto de ter encontrado razão para não ter tirado bilhete na 1º classe e circular diante de toda a imundisse e realidade encardida daquele país, tudo fez e faz um sentido diferente e carregado de diferentes importâncias...
Mulheres pintadas lado a lado com burcas exageradas, chinesas mulçulmanas com fihos pálidos dolce e gabana dos pés à cabeça, meios pés com morenos e monhés de sacos de plástico carregados de trapos... Velhos desdentados e velhos desde o sentido lado ao mais estrito, circulando nos corredores a fumar o pó no comboio e o pó de todos os fumadores, latrinas nojentas, gritos islamicos, colheres a bater para passar um hospedeiro com os sapatos imundos a destoar numa "tualette" quase europeia, quase fashion, quase na moda, como noutro TGV, ou avião em viagem intercontinental...
Não esqueço o chinês e a sua irmã, duas criançasa rondar os 8 anos,sorriam para mim, alias riam de mim, do som do meu telefone, do meu aspecto, dos meus movimentos, troquei com o miudo alguns dos sorrisos que mais falaram ao longo do tempo que conheço para contar, trocando mensagens como o fecha ou abre a porta da cabine, ou o deixa-me passar que tenho de fazer "xixi", mostravam-me aqueles sorrisos a empatia que tenho, a capacidade de chegar aos outros e de sem presunção o assumir assim descarada e "chapadamente"; em frente a duas crianças que de telefones topo de gama na mão se fotografavam com ele, riam de mim e para mim, e me entendiam tão bem como eu a eles, duas crianças vestidas com o mais dourado possível, imitações conceituadas compradas na medida, ao lado de vestes enormes que tapam quase a alma daquelas mulheres que altruistamente viajam com os seus filhos...

Podia continuar a descrever a velhice dos outros que me mostra a sua historia de viver e a forma como entranharam na cor da pele a filosofia de ser e estar num lugar onde o dia é enorme e importa trabalhar para turista ver e comer ...mas não posso deixar de falar na alma que ousei fotografar...verde de roupa, e também de esperança, 4 horas de olhar fixo num caminho que todos no comboio poderiam saber de cor, se o dissessem de estação em estação, 4 horas a usar o vidro como o mais tradicional dos intrumentos tradicionias, a fazer musica com os seus dedos, soletrando o poema da sua curta vida, numa canção muda, de certo cheia de sonhos,hora cantando, hora balbuciando, ou em silêncio soletrando pequenos versos do cantar para mim e todos os outros viajantes, desconhecido, fotografei o menino durante algum tempo, sorrimos de forma a que ele consentisse as fotos e eu pudesse percorrer com a lente a sua essência, sem pecar ou abusar... Ele sabia-se fotografado e eu enebriada e envolvida no facto daquele a olhar pela janela, dele me estar a dizer tanto, me mostrar a continuidade daquele caminho, daquela vida, daquele miudo que fotografava com vontade e que se deixava imortalizar nas minhas viagens como um passo importante nesta... Não esqueço a sua forma de olhar, de se aperceber e de no momento seguinte voltar para as suas cantorias, sonhos e vontades... Perfeita a foto e o momento, o sinal de força, de espera, de batalha, de acalçar o que se quer, deseja e procura... Mesmo com os miudos chineses a rir da minha figura meio deitada, de pé, sentada ou quase no chão para fazer aquele momento numa foto e deixa-lo em mim para recordar, mesmo sem ninguem entender o porque daquela foto a um desconhecido vidrado e espelhado numa janela porca de um comboio velho... disparo, disparado...Foto!
Tenho espelho e reflexo de alguem que nao conheço, uma criança e tudo o que ela simboliza, uma janela, um olhar sobre ela, e o póprio cantar, linhas que poderia continuar a preencher e a a entender, a namorar para não se perderem no tempo e nas memórias... (tudo isto acompnahdo pela respiraçãodo teu sono, da tua boca entreaberta, sentada no banco mesmo ali na frente, e logo depois pelo teu corpo encostado ao mesmo vidro, na mesma janela, tocando outras canções que melhor conheço)...
Sinais de uma viagem num comboio, que me mostraram que continuar é possivel, é bom, e sou eu então muito capaz de rir e ir, de largar no sofrimento a ideia fixa do não possivel, encontrando o caminho do concretizavel... dissipando os sempre não, encontrando o ses do que será capaz de ser... muito melhor a cor verde!!!

O menino de verde é a recordação de toda a viagem, cabe nele tudo o que ela foi e ainda um pouco do seu continuar, do que tudo pode ser e passar a ser, porque verde é sempre verde, e neste caso é ainda esperança, confiança, preserverança, lembrança, ser, conseguir, ter, experênciar, praxis dos nossos momentos e só dos meus... é verde...(assim diz esta pequena mensagem...)


7/23/2009

gargalhada

A musica está docil, não muito alta, não muito agressiva, acompanha-nos nas nossas palavras, nos nossos gestos, sem que nos apercebamos dela.
Está quente embora dispersa, está lá também...
Aperto-te a mão que levanto e docemente observo, construo com ela junto dos meus dedos uma iamgem qualquer que não conheço nem memorizo, não perco no tempo o tempo de me aperceber de tal...
Sorrio, olho para ti e fico assim, no meio do discurso, da conversa, dos liquidos que já bebemos e não recordamos e dos que ainda ali estão, não preciso de saber mais nada, tudo o resto por instantes se reduz no que queremos dizer, no que vamos fazer, no que realmente não interessando muito ganha o maior de todos os interesses!!!
Num momento sinto que os teus olhos me veem perfeita, no momento a seguir sei que espelho semenhante mudando a direcção do sujeito... fica tudo perfeito... olha para dentro de mim, e percebo que de tanto sorrir, umas vezes com a máxima força, outras no mei de lágrimas acidas, outras com o medo de sentir toda a força do que é o bom, acabei por conseguir, depois da batalha, das horas mortas, do tempo seco, do tempo frio e claro do quente, (acabei por ver que)vem arduamente conseguida a minha gargalhada, ali num dos nossos momentos, de forma simples e natural soltou-se... E num abrir e fechar de olhos, no simples instante, com toda a simplicidade do contexto em que nos fazemos, dou conta da minha sentida felicidade!!!
Solto uma gargalhada, olho para ti.... tudo o resto que acontece... e numa gragalhada interior adormeço no simples até amanhã... sem insónias, sem mais pensar, sem querer saber...

6/23/2009

(uma forma de Ser) EU




Na forma diferente de seres tu,
Na doçura de um magoar intenso
Fui ficando doente...
Sim, foi ao analisar,
Ao impor no meu mais profundo id
Uma pulsão dinâmica
que o meu ego se recusou esquecer(-te).
És muito mais que olhar o espelho.
És o descobrir dia após dia,
Que a noite é tão fria
Como quente é o teu peito;
Que a alegria de respirar
é a forma inata de uma mutação constante,
que o circulo completa o passado...
e tudo mais.
Hoje estou doente,
Pois foi no ébrio mais louco
de tudo o que me habita
que descobri...
És senão mais que o sintoma de uma dor
E a cura de uma doença...
que vou tendo eternamente.
No entretanto do tempo,

esta minha enfermidade
e chaga intensa,
foi para lá duma fatalidade
a descoberta, de me sentir - Amada!!
Para vires então

curar-me da paixão
Tu, que és o outro,
Terás de olhos abertos
Apertar teu coração, tocares o meu
E simplesmente pelo que sou...
Dizeres: "amo-te"...




na razão do eterno retorno, volto a ler o que de mais honesto uma vez escrevi, uma imagem do que sou,da forma em que sei sentir... aquela em que existo e sempre acredito... sou antes de mais para mim, sem me mascarar para os demais e para que eles encontrem em mim o que desejam...
não pinto os quadros de cores que não gosto, nem me mascaro de perfeição que não tenho, para que me encontrem e me vejam; 
não sei ouvir a musica só porque é dos outros, não sei ir onde os outros já foram só para dizer que fui para falar de ter ido e mostrar ter estado lá, não me construo para um espelho me mostrar, não me envergonho de onde venho, não sei ser para as minhas raízes diferente do que sou para a minha história presente,  nem tentando seria diferente do id que sente, do ego que se faz sentir, do super-ego que já sendo está sentindo... sou um eu assim... sou amor das veias aos cabelos, sou o que não sei dizer mas tento, sem reticências ou janelas entreabertas, sou sem medo, com medos, sou tudo e nada como qualquer outro e ainda como mais ninguém!! sou a razão e a esperança, e de certo doença e cura, e seria uma serie de infindáveis adjectivos que me mostrariam tão pouco a quem não sabe como sou!!
continuaria com mais vontade,escrevendo interminavelmente, mas neste instante,ela perdeu-se e, por ser assim, nada mais acrescento hoje, a não ser, o sinal que faz de mim a dama, que não partindo já se foi... (o toque da sineta dourada diz que está na hora de fechar, trocar a tabuleta que diz vivendo, por uma que diz a sonhar, não bata para entrar, simplesmente entre!!!)

Abril de 2016



6/19/2009

apontamento


no dia em que findou esta leitura percebi a importância de seres assim, perfeito, inteligivel, supremo, sublime, requintado de inteligência, mas ainda assim, sedento de calor e de um amor, que só quem como tu, estranho, é capaz de sentir e ousar dar;

hoje distante, sem entender, aceito, fazes muitas vezes Assim... hoje tão distante, amanhã aqui...


( Voltando atrás no tempo, mesmo que ele não volte: Apontamento escrito a 8 de Junho de 2009, para ser encontrado, perdida a razão do encontro, partilham-se as palavras, para que no tempo imortalizem a sua razão ou então, nele mesmo a percam...)

pedras

Cada pedra atirada, deixa marca negra, dolorosa e profunda numa pele branca e fragil, a minha... guardará ela com zelo todas, uma a uma, da maior à mais insignificante, da mais pequena à mais estilhaçante e forte... todas no lugar de embate...
Guardadas na pele, serão mais que nódoas ou adornos físicos para exibir, serão ainda marca do orgulho que terei, de as namorar, com os olhos num dia, enquanto que as contemplando dou graças por ter sido capaz de ultrapassar o mais marcante e feroz sofrimento da minha pequena grande alma e doce exitência... (toda e cada uma das pedradas, todo e cada um dos sopros daquelas pedras)
Marcas que me farão, orgulhosa, saber que fui capaz de nelas mesmas ultrapassar a mais dilacerante dor....
(Passarei com elas, sempre por lá... pelo lá que sempre está para vir e que depois disso simplesmente já passou...)

6/03/2009

escrevo-Te uma carta!

um dia escrevo-te um carta, como quem vai para longe e não volta, escrevo-te a carta e fico aqui... escrevo-te uma carta com insultos, injurias e mentiras, raios e trovões, sonhos e desejos, escrevo-te e entrego-te em mão, de olhos abertos e sem lágrimas, de sorriso rasgado, peito refeito e cicatrizado... um dia escrevo-te uma carta, e só isso, mais palavras, mais pontuações e mais de mim... escrevo egoísta, porque também sou assim... escrevo-te para mostrar o reflexo e o que Esse não sabe mostrar.. desfaço-me nas palavras e deixo-me na carta, e, assim na carta que te escrevo me levarás, como desejas, para sempre contigo... ande eu onde andar, sonhe eu o que sonhar, passe por lá quem passar...
um dia,
um dia Eu escrevo-te um carta....

5/14/2009

acredito





- o sol é verde!! e eu acredito...

- as nuvens sao de cor de rosa. e Eu acredito...

- A chuva não molha, o vento não se sente e tem cor lilás, o perfume é ilusão, não existe.
- Os olhos são lentes, e as lentes são disformes, não quebram, o vidro é elástico e as pedras são moles... e eu acredito!!!
- há por aí triângulos sagrados, e deuses a olhar pelos nossos pedidos, e eu acredito!

- nascemos mais que uma vez.. e Eu Acredito!!!

Eu Sou de Aço!! e Eu Acredito!!!

Pequenos passos e muitas distâncias, assim se fecham feridas, secam cicatrizes e se diz que se lixe, pois tudo não passa de uma cabeça a pensar, tudo não passa da alma a pedir... assim se volta e volta de novo, se parte de um zero inexistente, mas se parte de algo!! partir é passar, começar, recomeçar, voltar, circunscrever, escrever e reescrever, e um verbo onde cabe todo e qualquer movimento!

Sossega (ainda não me vou, ainda não fui, ainda estou para ir, ainda sei que irei), e eu acredito!! Sorrio e aí não preciso de pensar se acredito!!!

As lágrimas são ilusões e os desejos são fantasias que ousamos querer destruir no acto de os realizar e eu acredito!!

Toda a altura de crise torna mais clara a agua que turvou, torna mais densa a força que existe, é menos doloroso o facto de termos que dar de seguida o passo que imediatamente se segue. O colo conforta e ajuda, não resolve, embala e cansa até ao adormecer que a "chanax" já não chega!! loucuras, mas ainda sim, verdades!! Vazios que se pintam e preenchem e nos mostram a importância das coisas, das coisas para as pessoas e das pessoas em diferentes coisas!! Confuso e eu acredito,agora uma gargalha, esta confirma o sentimento de acreditar!!!

Pequena sede de saciar uma paz que não existe e por isso, acredito, pequeno ÁS que não está só em todo o meu baralho, pequeno Joker que não questiona e eu acredito, nem bem nem mal... a ingenuidade chega ao limite de ser, como toda e qualquer coisa que doí ou que "emparvece".
Toda a pessoa inteligente se recusa a ser trespassada pelo Karma do engano...Toda a pessoa inteligente acaba por encontrar no fenómeno do espelho razões para todas as respostas!!

Toda a pessoa inteligente é parva.. toda a pessoa inteligente erra!!

Espelho meu... espelho...


(Eu) acredito!!!! ...



4/30/2009

era só 1 Abraço...

uma confusão subita entrou dentro do que são as minhas conexões sensoriais, e mostrou-me que tudo o que eu queria era calma, que ela viesse e sossegasse meu peito, como que dando a certeza que seja o que for no amanhã, vai de certo correr bem; era o conforto, o quente...
uma confusão mostrou-me um pedaço vazio que não está a preencher o meu lado, que me suga até um pouco da minha força e da minha vontade...
falha, o lado nao me dá nem mostra o sossego que me traria um sono reparador... recuso-me a pensar agora, a entender, questionar, porque eu sou a confusão eu sou a angustia que ouso sentir, eu sou o reflexo que não entendes...
O que eu queria era aconchego, era só um abraço, que me dissesse com mais força o que eu já sei, um abraço de vai correr tudo bem....

4/12/2009

diz que nada

Dizem por ai, que as palavras nos prendem a existências que não temos, e as leituras nos levam mais rápido que aviões a jacto a lugares que queremos muito visitar.
Dizem que as cisões são dificieis, e as resisões trémulas e descontrutivas por tão ambiciosas e controversas... e depois diz que nada...
Nada é tanto, sopro e vento,luz e acção, sol e mar, e tanto e tanto e tão pouco.. nada é razão de ser e de existir, todavia, não só também, é o que os outros chamam de não ser. Entretanto perdi-me.. não me recordo onde começou o meu pensamento e para onde queria ele ir junto destas palavras.
Das-me outras??? (risos) das-me uma?? dás-me silêncio?... enquanto pensas...
...Meu corpo vive aflorado de espiritos, por um pequeno instante, chegam-se outros, com rosto de bébes, vozes meigas, que estreitam nos olhos o desejo quente, que me mostram que o meu lado feminino activo vive ainda no meu cabelo escorrido e nos olhos vincados de mate que acompanham vivamente o meu sorriso entre o trago de um qualquer liquido e ao som de umas notas que convidam ao convivio, mais que há dança, e ao reviver dos velhos tempos..
.. tenta-se a aproximação, vem uma mão leve, toque simples que busca um arrepio que não consegue provocar, vem o olhar que come e que consome, a respiração que se aproxima do ouvido e que faz sorrateira um convite... e tudo se resume em palavras e pensamentos... e uma gargalhada como simples resposta, isenta de palavras e bastante para entendimento do outro, que foge, mas de certo vai voltar...
...neste compasso de espera fica tudo na mesma, excepto o condão de ser e de mover, desliza-se para a outra ponta da pista, algo nos surpreende de tão veloz e fugaz, persegue-nos na tentativa de ganhar de de conseguir mais que o sorriso forte de quem dali já teve o que queria... afinal corre sangue quente cá´dentro e há poderes que não se perdem, afinal não arrefecemos, nem nos isolamos da capacidade de poder provocar nos outros o que outros provocam em nós...
enquanto tu pensas, há dispostos a tudo para me oferecem o que tu me sabes dar com um abraço, incrivel a discrepância e sábia a mudança que isto pode provocar no super-ego de qualquer mulher...
Não passando tudo de uma forma de falar, ajeito o meu cabelo do lado esquerdo com a mão do mesmo lado, dou um jeito simples aos meus lábios sempre iguais, enquanto me encontro eu novamente, na liberdade daquele jeito de quem acredita em nós e destrói alguns dos fantasmas das relutantes incertezas da imagem do espelho. Não se cura tudo, mas uma parte fica mais serena, outra mais equilibrada e a outra fica do mesmo modo louca e orgulhosa por ser assim. Sacrificios de nada dizer, em troca do estado de nada procurar, metas alcançadas e dissipadas nas palavras que não se dão, não se vendem, nem se trocam, são as palvaras que simplesmente dizem tudo e ao mesmo tempo servem para não dizer nada!!
Vingo-me delas com estas outras, com ideias mal escritas e torcidas, pois o estado não abona a favor desta forma de expressão. não estou languioda nos sentimentos, nem atrofiada em angustias, tou repleta de sons, de cores e de cheiros, não só de alergias de primavera, mas das renovações de um tempo que pouco a pouco me foi mostrando que dois braços fazem milagres no aconchego do que chamomos nós mesmos, se aceitarmos que simplesmente assim é.
diz que nada é bom... tal qual o pedido que se arrasta noite apos noite, num apego, aperto e aconchego... e depois nada se diz, se houver entrega, que seja agora, e que seja bem quente, que puxe pela força do corpo e pela imaginação do que corpo não é...
Diz que nada hoje...amanhã, não tragas nada, porque depois... depois logo se vê...
se não houver depois há nada, e ainda há noite... e estou eu aqui...
Diz que não, diz que sim, o abraço não vem, o sopro também não, aperta-te a mim mesmo que não...
Se nao for assim passo por lá, por certo, pois o direito não mostra réstia de interesse e o espelho mostra que direito em mim só mesmo o que é já bem torto...se disseres e ficar tudo a branco, não há problema nem estigma, pois confere-nos o branco o direito de ver nele a junção de todas as cores e aos outros o direito a paz que tanto procuram e não sabem que a busca diminui a força desse reencontro, perdido no instante em que se grita à nascença o primeiro ar dos nossos pulmões...
diz que nada, fica por aqui, pois não consigo encontrar a ponta desta meada de seda que eu própria desenhei e destrui, neste instante... são palavaras, diz que nada, são o que são... e agora mesmo sem nada, podes vir para o abraço...

4/02/2009

confusão e sensibilidades



Algures onde todos os cheiros se cruzam, onde o pó se confunde com a névoa da manhã, e a chuva teima em mostrar a força de uma natureza alterada por uma civilização que embora pouco civilizada, tem o dom normal de interferir com o tempo, a sensibilidade emerge em tempos e a formas dispares, tão densas como leves, tão profundas como evaporantes...


Não escolhem tempo, nem ruas, nem cores, nem o comboio em que vão seguir, pois certo, quase tão certo como que pode chover, é que qualquer um deles vai atrasar...


Cheira a carne, a peixe, a pó, cheira ao mesmo tempo a uma pobreza e podridão que não se entende de tão misturada que está na cor desmaiada das paredes quentes, e garrida dos tapetes, dos colares, das contas e de todas as histórias.

Perturba e confunde o som dos tambores, das cornetas, das correrias, das mulheres das motas, do próprio ar que parece que assume ruído próprio... forma de ser e de estar, toda a envolvência assume personalidade entra por ocidental a dentro como que consumindo, mas na verdade está progredindo enquanto se entranha... e natural se torna...

Caril e fumo, dissipam-se sobre a luz espelhada de uma praça que muda em minutos, onde do alto se veem formigas a carregar tabuas, ferros, bancas e comida, por entre ultrapassagens perigosas, de burros, carros de mão,bicicletas e motoretas... As saias e os gritos das mulheres não se definem, umas e outras não teem limites, são como um só misto de linguas entrelaçadas a falar rapidamente como se aquele mundo acabasse amanhã, enquanto num segundo deixam soltar um ou outro som parecido com palavras de uma ou outra língua ocidental...

Cheira a homem em quase todas as ruas labirinticas de uma medida que mal se sabe onde termina depois de se entrar, cheira a sorriso, e toda a mulher ocidental sabe que para ser mais bela, pode andar por ali.

Trocam-se os passos com os olhos que em simultaneo se deixam levar atras do som da corneta, do gemido da orção e da balburdia de gente que não para, e de um tempo que não se conta...


Sensibilidades distintas de pensamentos afogados e a buscar a calma de um ou outro espaço mistico pela cor mas com ambiente de calmaria, ou seja de proximidade ao que chamamos de nossa civilização. Discordo da razão e da emoção de ser ou não ser mai sou menos bom o nosso lado ou o lado de lá, mas misturo em mim a sensibilidade unica de ter sentido o medo, o panico confuso de passar em ruas "iguais" sem saber como voltar a chegar lá, com a emergência de vontades e cores que tão depressa nos fazem voar para sabores ali ou noutro instante qualquer!!


A confusão entre todos os sentidos estende-se imagens fora e cores a dentro...não se resume só a estas palavras nem ficará por aqui... hoje no sol de cá, com a maresia que entra pulmões a dentro recordo para mim com vontade de encerrar numa caixa colorida de metal trabalhado por um marroquino desdentado, pequenino e pouco limpo, o cheiro da mirra, na banca do lado mais à esquerda da praça Djemaa El-Fna, mesmo na entrada principal da Medina, ou seja na primeira de 14 portas, o cheiro a Mirra, mesmo ali, logo ao lado de uma das muitas bancas de sumo de laranja.
A sensibilidade de hoje é mirra, quente e penetrante, que faz salivar, diante de uma janela espelhada que nos mostra que há sempre um lado de lá, um estar e ser mais além, um pensar mais a frente e o movimento que como o próprio tempo não pára...Mirra que purifica numa praça de folia, alegria, gula e extravagância onde outrora se erguiam cabeças decapitadas de criminosos e maus exemplos...
Confusão e sensibilidadeb com sabor a marrakech....

3/19/2009

algo em falta...

falta algo.. mais que a existencia ou a presença, ou ainda uma eventual omnipresença, começa a ficar aberta uma lacuna, q nao fecha....perdeu-se em pedaços o que estava a tapa-la... o tempo ajudou, a força também, a própria vontade e exigencia, o querer mais, o seaber que se merece mais, e a perda do sentimento de culpa...
Algo em falta, algo que me prenda, que me mostre que val (a pena) esperar, que afinal está sempre lá, a cada instante que se precisa e a cada instante q não se precisa, nem se espera... falta a magia, o remar para algum lado, falta o encanto de ter algo unico... falta o que se perdeu na chegada anunciada das minhas asas, do azul do meu pulso e da minha esquecida liberdade de decidir...
Rancor nao sinto, nem dor, nem que tudo seja vão, só sinto uma certa subtileza e serenidade que num instante transformou a direcção do meu olhar, e me pos em primeiro lugar...
Algo em falta... e nada a mais... algo em mim me diz, que se não chega... há que ser maior e assumir que não se vive sem o pedaço cortado... sendo simplesmente eu, com tudo o que tenho, o que não tenho, o que desejo, procuro algo que seja bom para mim, que me escolha como o melhor e que me deixe escolhe-lo... procuro o brilho que vai brilhar com os meus olhos, procuro o que falta... assim, para me levar outra vez a passar por lá...
falta algo, falta mas, faltae não doi....acalma a certeza de ter encontrado a razão e a resposta...

(vou lançar os buzios para confirmar... depois, depis não quero pensar, quero antes tentar andar para a frente, como quem voa, e simplesmente continuar)

3/16/2009

café

Café..café sou eu,curto e quente... sozinho, a acompanhar com alguem, com o jornal, com o ar, com o barulho de todos os outros que encostados no balcão assimilam o cheiro e o travo de um café, mais ou menos queimado, mais ou menos longo que o meu...mas parecido...simplesmente café ... (nao usasse eu a palavra simplesmente)
Café é vicio, adição, café sou eu...
Adição sou eu... viciada, confusa, calcada numa forma redonda, pronta a ser envadida pelo quente da água e depois vazia, nao ser mais nada que o nada de uma chavena e o aroma que fica nela...
Café amargo e doce, falta de café e dor de cabeça.. e confusao sempre com o café... solidão e vazio e distância, a maior de todas que alguma vez senti, a certeza das incertezas e o novo cafe de amanha, onde nao me encontro mas me revejo, uma e outra vez.. torso os olhos numa corrida à pastelaria, ao sitio do costume, o café vem p mesa, já nao sei quem o traz, já nao sei quem é o qué, sei a que sabe , por prazer e por habito!!
Café sempre lá, ao contrario de tudo o resto, ele vem sempre que peço, acompanha, sente, aconchega, envolve e delicia, está porque nao foge, porque nao tem como dizer que não, agarro-o entre as mãos com a certeza que de vou tê-lo novamente ali, eu café assim como nunca... eu hoje sem querer ser café e a tentar entender a escolha de beber ou não, de o beber aqui ou ali.. a reflectir e a entender, não posso pedir algo que faça voar, dando asas a quem não as quer usar, não posso evitar sentir o vazio e a indefenição, a escolha de nada esperar e o facto de estar mais longe que nunca, não posso saber qual cafe vou tomar amanhã, se procuro deixar o vicio...
o torrado e a cor de pastel, pairam no ar que respiro, o forte e quente assumem no meu gosto o mesmo que o arco-iris nos meus olhos, e o deleite do trago permanece estactico no meu paladar como se por muio tempo nao precisasse de uma chavena de café.. pior é que preciso, pior é que espero.. certa que ela chega.. café curto, escaldado.. café eu...café vicio, adição, -café?- que vem pela tua mão??!!!

1/05/2009

morde


trinca,
mordes o dedo que tens no canto da boca;
Suspiras,
Sorris sozinha, como se acompanhada te encontrasses...
Perdes o tempo ao teu tempo;
Imaginas,
Nao sais, nao vais, nao queres...
Ate queres...nao podes...

mordes a ponta da tua lingua...
encolhes o rosto com vergonha de ti,
em t.. pois ninguem mais te vê...
vertigem... chega, arrepia...
pensas como seria...(suspiras)!

Desejas...
sabes que vais pousar o corpo
no tenso espaço em que estas...
e vais aguardar...

Compasso que morde o tempo
Espera que morde o teu eu por dentro...

Espero que venhas,
Sei que vais...
Espero que sintas... (sem pensar se o farás)
que tambem queiras... (sem pensar se o serás)
Que caias comigo,
que rias de louco,
que esperes um pouco ... fiques
e que depois voltes...

Quero ver-te... nao de ver
quero olhar-te para te saber...
encontrar-te para me encontrar...
Saborear-te para te mostrar...
que afinal... não é assim...
que sou eu mais que o que se pensa...
mais do que se espera...
sou eu certa de eu em mim!!

... (morde...)

1/04/2009

-/ . ! REflecção

Hibernas no tempo, recolhes-te num canto escolhido e resolves penar supostamente para renascer.. Podes escolher fazê-lo em 25 anos, tres dias, um mês, umas horas, poucas ou muitas, dois segundos, uma eternidade... num qualquer tempo, desde que esse seja realmente teu, no inteiro que vai para lá da tua densidade.
Sente, reflecte, como se vem a imensa vontade de olhares para dentro, desapareceres daqui, apareceres ali, como se isso de deixasse mais perto do mundo que nao tens e muito mais longe de ti... achas assim, que perdido em qualquer coisa que te encha de fome de sol e chuva, e te deixa solto nu vento de norte e sul, melhora, funciona e revitaliza... Escolhes essa reflexao, como poderias escolher qualquer uma outra, como se assim no sopro do homem que sobe a caverna para enlouquecer passados anos regressa lucido...
As reflecções, as escolhas e sei la mais o que se acrescenta a estes momentos como os que se descrevem, param-nos num caminho e dao-nos a ilusao de nos levar num outro, esquecemo-nos de tanto, porque parece melhor e mais facil..este nada em vez do outro. diatamos a nós mesmos esta ou aquela regra na esperança de controlar tudo, de ser melhor, mais facil e de não errar e saborear da mesma forma um nectar mais doce e mais leve, porque reflecimos e resultado de tal reflecção mostra o diferente e por isso o melhor..
Fechamos portas e ao faze-lo na estupidez de pensar que nos proteguemos,que banimos o que não queremos, fechamos os nossos medos lá dentro, negamos o ar e a corrente porque queremos ser assim, porque tem de ser assim, porque querendo esquecer o que foi ainda temos a esperança que seja.. acabamos fechados nisso mesmo, com as amarras da nossa vontade mais mascarada!
...
Reflectimos outras vezes em montanhas diferentes, descobrimos como em nós tudo pode nascer, como sós podemos ver o inicio, sentir o ar fresco, o encanto da surpresa e ainda a plenitude de nao parar nada, so pelo prazer de poder controlar o nao sentir....
Todas as reflecções sao diferentes, uns de nós param param para chorar, outros param para olhar, uns para serem outros para se anularem.. hà que reflicta em barras, uns em reticencias, interrogações e esclamações e ate há reflexões em ponto final...
nada sera desejo igual, pensamento palavra ou verbo.. nada sera cultura, dogma paradigma, musica no mesmo compasso partindo do estreito laço de dois diferentes seres... nada é a infinidade de um caminho, mesmo quando sempre é para sempre o nada, nada para sempre é, e assim se passa no lá e cá da fantasia, na esperança, no verde e no branco, no cinzento azul do olhar que vejo e nao conheço e no languido toque que não sinto...
Não penses que pensar é em vão, nem que descer a montanha que se subiu para reflectir é dizer que foi caminho torto o escolhido, se parámos, se olhámos para dentro, para fora, para lá, é porque a descoberta de sermos nós nos mostra que podemos desejar e ser, mas que não nos podemos negar ao que não podemos controlar... nessa hora, não reflicto mais... se o fizer perco o precioso momento que algo que alguem a quem chamam destino me põe ali, para escolher abraçar... nessa hora sou mais que o meu passa por lá... sou eu a olhar p mim, a ver nascer o que é meu para sempre, o que me mostra que há perfeição na sintonia do vem de nós e que para nós é e será...
(respiro... sorrio, sinto....)