Estar acordada, nem sempre significa estar lá.
Em muitos dias acordamos só para sair do sono, só para largar o sonho, só para andar por aí, levemente, mas por aí.
Outros dias acordamos com vontade de voar, e também com a força de quem consegue rasgar o céu, razando as nuvens, olhando de lá para cá, sem medo, sem reservas.
Os dias não são todos iguais, o que os torna mais iguais é a forma como os lhe pedimos o mesmo, como lhe damos tão pouco do que verdadeiramente pedimos.
Os sonhos, o sono, a esperança. O nada, o vazio...
Nada pode ser melhor que a nossa vontade, nada pode ser melhor que a nossa força, nada poderá ser como nós, porque mais nada, mais ninguém, cometará os nossos erros, deixará para trás tamanhos sonhos, sentirá as mesmas pulsões, os nossos desejos. Nada sonha com a nossa mente, nada é como o nosso eu interior.
Ninguém sabe onde passo, ninguém sabe o que sonho, ninguém sabe, porque não quer, ninguém sabe porque não me olha, e se me olha não me vê.
Acordada estou, mas não o suficiente para deixar a nu todo o caminho...
O segredo de não desvendar toda a estrada, fará de mim mais forte, prepara-me para o dia, o dia que chegará, num amanhã qualquer, quando o vento de mudança se der a conhecer, quando eu acordar a rir por ter deixado de sonhar com o encontro. Afinal no momento que deixar de sonhar, vou saber que o sonho é absoleto, porque vou ter a audácia de o concretizar.
Mostrarei a estrada, mostrarei o caminho, mostrarei tudo, porque depois de ter passado por lá, vou saber lá chegar, vou saber lá voltar, e serenamente e muito acordada vou com mais força esperar que se ouça,na voz da própria vontade de um eu, vai, "Passa Por Lá"...
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