6/09/2015

infinitos


há qualquer coisa bucólica em tanto verde; 
uma ideia que nos chega para nos levar para a imaginação; as imagens que retivemos de filmes, onde não sentimos os cheiros, mas imaginávamos que fossem exactamente assim... e são.
olhamos e é tudo diferente, é  muito verde, verde a perder de vista num oceano azul  infinito... 
infinitos naturais, onde o tic-tac acelerado da minha vida se perde, ou melhor se encontra com um ritmo novo... 
estou assim, há dois dias meio perdida entre o sons e brisas, entre a bigamia predominante destas duas cores que se deitam constantemente uma com a outra. 

o meu corpo acalma, e começa a repor as horas de sono em falta... os meus pulmões respiram bem abertos, e a minha pele sente, como se pessoas diferentes em mim pudessem simplesmente coexistir... 

adoro infinitos, muitos, mais que um, a sua diferença desmedida, o seu tamanho incerto. o nada que podem ser, quando temos a mania que eles são mais que tudo. 

verde, azul, infinitos a muitos tons...


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