4/12/2016

Podemos sempre voltar!

Dois pijamas para levar, um robe de inverno, dois rolos de papel higiénico que se amontoam no chão junto ao sofá, arrepios de frio, e olhar pela janela.  Sol antes de uma chuvada... 
A minha cabeça viaja. 
A simplicidade dos dias ganha uma dimensão diferente quando a única coisa que se quer mesmo ter é tempo.  Queremos que ele pare , se demore, e nos deixe estar por ali, a conhecer, fotografar com olhos a diferença, a novidade, o mundo. Encontros com a descoberta, com o desapego de viver com tão pouco e tão pouco chegar para estar feliz.
Andar pelo mundo com uma mochila, o pior dos penteados, roupa amarrotada e muita curiosidade é o meu Ferrari amarelo, é o meu bilhete para uma liberdade que em muito poucas outras situações consigo sentir.
Liberdade onde podemos sempre voltar! 

Sem horas marcadas para encontros com o desconhecido, com culturas e história, sem make up para enfrentar estradas de pó e com muito menos dinheiro que num dia normal em Lisboa, vou passando pelo mundo, aumentando a minha caixa de memórias e o meu plano de riqueza a longo prazo. Uma riqueza simples, sem zeros e vírgulas, com histórias e experiências.

Hoje o sol estava lá fora antes da chuva, há dois meses estava em Bagan, hoje eu estive por aqui com a minha gripe, a passar por lugares onde já fui, onde vou poder sempre voltar, e que  só a falta de memória um dia me poderà levar...

#passaporla
#photo AD at Bagan 




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