8/03/2015

Embalas-me no tempo!

O meu rosto embargado olha o céu enquanto os meus pulmões revelam o meu respirar mais profundo... 
Momento estranho, reflexão imensa, entre algumas lágrimas, porque  aqui e ali, tem de existir sal neste caminho,  sinto por perto a simplicidade das fatalidades mais pequenas do ser... quase crueldades momentâneas que nos lembram que nestas coisas da vida nem  sempre é tudo  fácil... verdade é que  podia ser triliões de vezes pior! 

Eu, o tempo, as coisas ali...
E como o ar mais leve que  possa respirar, atiras a mim o teu colo, como que se voasses,  envolves-me com os teus braços e ali mesmo no meio da rua dançamos como se o Amanhã fosse a música que toca e o mundo fosse nada mais que já!  Saio do chão, e tenho asas!
Embalas-me no tempo, e somos patetas e parvos, e estou descalça a dançar no meio da rua, agarrada a ti, no meio de uma música parva, que nem costumamos ouvir, enche-nos a parvoíce do momento. O meu rosto embargado, se foi... E estou embalada no teu tempo, no nosso tempo, aquele! 
Às vezes o amor é simples, fácil, leve, cheira a tempo novo, respira música ruim e danças imensas entre braços e colos perfeitos!  
A felicidade pode morar na parvoíce, brotar do contratempo e estar já ali, bailando num empo que ainda agora era menos bom!  
Basta dançar, ter um pássaro para voar e
Sorrir...

Obrigada... E é só isso...

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