3/01/2015

Ir à terra!

Viajar por umas horas e encontrar memórias e cheiros, matar saudades, fugir de algo que já não somos mas com o que gostamos sempre de nos encontrar. Comer a comida da avó, ter vontade de chamar a mãe chata, o pai entusiasta demais... Viajar para encontrar uma calma, que no fundo nada mais é que uma confusão diferente...

Ir à terra de quando em vez, e de cada vez que se vai, perceber que tudo mudou... Alguém morreu, alguém nasceu, uma rua que mudou desenrugo, uma casa que caiu ao abandono, um café acabado de abrir, um filme no cinema com meses de atraso, um espetáculo por cinco euros que em Lisboa custaria vinte... Comer o típico e demais.... 
Ir à terra, matar saudades, encontrar memórias, correr de manha com
O frio, a humidade, os pássaros, o vento e os cães, respirar um arcarem carros e cheio de brisa...
Ir à terra, encontrar confiryo nos vivos, calor, o melhor da confusão que muda, envontrar memórias e recordações de quem não está ou está com um
tempo bem à frente do nosso, evidente nas marcas do rosto, no pesar do corpo... Ir à terra, contar as novidades a que está, sussurra-las no silêncio a quem
jà foi. Ir à terra, é ver quem somos, o que somos, de onde vimos, com quem contamos, ir à terra é para crescidos  que gostam de respirar a imensidão junto da paz dos que na terra já estão...





2 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Muito bom! Dá vontade de "roubar" de ser tão isto aquilo que sinto sempre que regresso. :) Beijinhos